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Amazon é acusada de ameaçar funcionários em processo de eleição sindical

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Amazon é acusada nos EUA
Unsplash/Morning Brew

Amazon é acusada nos EUA


A Amazon violou as leis trabalhistas dos EUA durante uma votação de sindicalização no estado do Alabama, de acordo com uma avaliação inicial de uma autoridade regional da National Labor Relations Board (NLRB), responsável pela fiscalização das relações de trabalho no país. A agência recomenda ainda que os funcionários do armazém da cidade de Bessemer façam uma nova votação para decidir sobre sua sindicalização.

A avaliação ainda é preliminar e não tem efeito legal até que uma decisão definitiva seja tomada pelo diretor regional da agência. A empresa diz que vai enviar sua versão antes do veredito. Depois disso, ainda é possível apelar para a diretoria nacional, onde um grupo de comissários pode julgar o caso.

O pleito inicial, realizado no último mês de abril, teve a vitória da não sindicalização. O número de votos contra foi mais que o dobro do número a favor. O Sindicato de Lojas de Departamento, Varejo, Atacado (RWDSU, na sigla em inglês), no entanto, alegou que a Amazon interferiu no direito dos trabalhadores de ter uma votação livre e justa.

O RWDSU registrou 23 objeções contra a companhia. Em uma delas, o sindicato diz que a Amazon colocou uma caixa de correio para depósito de cédulas em um estacionamento com câmeras de segurança. Nas palavras do coletivo, isso criava uma “impressão de vigilância”. A NLRB não havia autorizado essa urna. O relatório da autoridade diz que “os funcionários tinham motivos para acreditar que a empregadora poderia observar quem acessava a urna ou depositava sua cédula”.

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A autoridade da NLRB deu razão ao sindicato. Stuart Appelbaum, presidente da RWDSU, disse que foram apresentadas na audiência evidências convincentes de que a Amazon violou as leis trabalhistas dos EUA ao tentar interferir e intimidar os trabalhadores que buscavam seu direito de criar um sindicato.

A Amazon, porém, diz que vai apresentar sua versão para que os resultados da primeira votação sejam mantidos. “Nossos funcionários tiveram a oportunidade de ser ouvidos durante um período cheio de ruídos, quando todos os tipos de vozes estavam interferindo no debate nacional. No fim das contas, eles votaram em peso pela conexão direta com seus gerentes”, disse um porta-voz em declaração compartilhada com o Engadget .

Condições de trabalho na Amazon estão sob escrutínio

A formação de um sindicato do depósito de Bessemer seria a primeira iniciativa do tipo de trabalhadores da Amazon nos EUA. Desde a derrota, outras entidades anunciaram planos para sindicalizar trabalhadores da empresa em outras partes dos EUA. O sindicato International Brotherhood of Teamsters anunciou, em junho, uma campanha nacional para incorporar trabalhadores da companhia; o grupo tem mais de 1,4 milhão de membros nos EUA e Canadá.

As condições de trabalho na Amazon também são alvo de muitas críticas e ações judiciais. Como lembra a CNET , a NLRB estaria considerando investigar a empresa por demitir ou punir quem organiza protestos e marchas. Além disso, ela já foi processada por funcionários que alegaram discriminação e assédio por raça e gênero.

Funcionários de armazéns entraram com ações para cobrar por descontos no salário pelo tempo gasto esperando em filas ou andando até as salas de descanso que ficam longe dos locais de trabalho. A empresa também já foi acionada na justiça por negar intervalos de almoço. Investigações do The Intercept mostram que a empresa está ciente de que motoristas de vans de entrega deixam fezes e urina nos carros para conseguir bater metas. Os entregadores também passaram a ser monitorados em tempo integral por câmeras que usam inteligência artificial.

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WhatsApp será usado por Defesa Civil para enviar alertas de desastres

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WhatsApp receberá alertas de desastres
Unsplash/Mourizal Zativa

WhatsApp receberá alertas de desastres

O governo federal vai recorrer à tecnologia para tentar proteger vidas durante desastres. Em uma parceria anunciada nesta quarta-feira (29), o Ministério do Desenvolvimento Regional se juntou ao WhatsApp e à empresa de atendimento Robbu para criar um sistema de alertas de desastres por meio do mensageiro. A iniciativa estará disponível em todo o Brasil.

Daniel Ferreira, ministro do Desenvolvimento Regional, assinou o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para dar continuidade ao desenvolvimento do projeto. A ferramenta deve estar disponível em no máximo 60 dias.

O cidadão precisará se cadastrar usando um número, link ou código. As demais etapas serão guiadas por um chatbot. Depois, o usuário poderá compartilhar sua localização ou fornecer outra de seu interesse.

Assim, ele receberá alertas para aquela região, dicas para se proteger e como sair do local caso haja um desastre. Até mesmo avisos de outros estados poderão ser enviados.

As informações serão fornecidas por municípios e estados, que ficam responsáveis por avaliar e transmitir os alertas de risco. A ideia é que situações como deslizamentos de terra, alagamentos e chuvas de granizo sejam avisadas aos moradores.

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Defesa Civil usa SMS, Google e Telegram

O WhatsApp é um dos apps mais utilizados e presentes nos smartphones dos brasileiros. Faz todo o sentido recorrer a ele para alertas.

Atualmente, a Defesa Civil envia este tipo de mensagem por outros meios. O órgão conta com a Interface de Divulgação de Alertas Públicos (Idap), que se conecta a vários canais.

Um deles é o SMS, presente há décadas nos celulares. Para se cadastrar, é preciso enviar uma mensagem com o CEP da sua residência (ou do local de seu interesse) para o número 40199.

O governo também conta com um  bot no Telegram para enviar os alertas. Basta compartilhar a localização para receber a situação atual e se cadastrar para anúncios futuros.

A parceria mais recente foi firmada com o Google, no começo de junho de 2022. Com ela, buscas com palavras-chave relacionadas a desastres retornam alertas da Defesa Civil. O Google Maps também passou a apresentar essas informações ao navegar por uma região afetada.

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Até mesmo as TVs por assinatura estão ligadas ao Idap. Desde 2019, elas podem transmitir alertas através de uma mensagem pop-up na tela.

Fonte: IG TECNOLOGIA

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