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Justiça

Brasil quer ampliar parceria continental de enfrentamento ao crime

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O governo brasileiro propôs hoje (23), durante encontro ministerial entre países da América do Sul, uma aliança estratégica que, fazendo uso de uma base comum de dados, atue de forma mais coordenada no combate a organizações criminosas que atuam no continente.

A ideia, segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, é reunir agentes de todos os países no Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI), localizado no Rio de Janeiro, durante “pelo menos seis meses”, para o desenvolvimento de atividades específicas como ampliação da troca de dados de inteligência; realização de ações integradas; e planejamento de investigações conjuntas.

“A vinda e a estada no Rio de Janeiro desses agentes serão custeadas pelo Estado brasileiro”, disse o ministro ao anunciar a proposta hoje durante o encontro em Brasília. Segundo ele. A Polícia Federal brasileira apresentará aos países, em até um mês, uma proposta de plano de trabalho para esses agentes.

Torres defendeu a adoção de “novas ferramentas” para uma maior cooperação regional. “A colaboração ampliada no CCPI poderá ser uma dessas ferramentas, que se valerá do uso compartilhado de inteligência gerada por dados satelitais de georreferenciamento e de reconhecimento visual, para o mapeamento e a contenção do crime e da violência”, argumentou.

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Ele acrescentou que o fortalecimento da cooperação regional poderá também impulsionar os trabalhos da Ameripol, uma espécie de polícia continental a ser institucionalizada, e pela troca de informações com a Interpol.

Dessa forma, acrescentou Torres, o continente dará um passo importante visando o estabelecimento de uma “nova ordem no enfrentamento ao crime organizado”. O encontro entre ministros encerrará nesta sexta-feira (24).

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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Justiça

Ministério Público do Rio denuncia vereador por importunação sexual

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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou o vereador Gabriel Monteiro por importunação e assédio sexual. O processo tramita agora no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) em segredo de Justiça. 

A denúncia foi feita com base no inquérito da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) da Polícia Civil, em Jacarepaguá, e apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da área Zona Sul e Barra da Tijuca.

O vereador foi denunciado no dia 14 de junho, por importunação e assédio sexual. Os crimes estão previstos nos artigos 215A e 216A do Código Penal.

A denúncia foi recebida pelo TJRJ no último dia 20 e, de acordo com o tribunal, está em segredo de justiça, por se tratar de um crime de violência sexual. Neste caso, deve-se garantir a preservação da identidade da vítima.

Youtuber e ex-policial militar, Gabriel Monteiro está em seu primeiro mandato e foi o terceiro vereador mais votado do Rio de Janeiro nas últimas eleições municipais. Ele é alvo de denúncias de estupro, assédio sexual e moral e por forjar vídeos na internet. As denúncias foram reveladas em reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, no fim de março.

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Monteiro tornou-se réu na Justiça do Rio de Janeiro, em maio, acusado de filmar relação sexual com uma adolescente. As acusações foram confirmadas por ex-assessores do vereador. O vereador responde a processo no Conselho de Ética da Câmara Municipal do Rio de Janeiro por quebra de decoro parlamentar, que pode levar à cassação do mandato.

Em nota, os advogados do vereador, Sandro Figueiredo e Pedro Henrique Santos, dizem que a denúncia foi feita por ex-assessores do parlamentar, que “já confirmaram trabalhar para a máfia do reboque em depoimento no Conselho de Ética da Câmara e, que na ocasião, outros funcionários estavam dentro do carro com a suposta vítima e desmentiram na delegacia sua versão de assédio. Vale ressaltar ainda que a mesma só registrou a ocorrência horas antes da reportagem do Fantástico ir ao ar.”

Edição: Nádia Franco

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