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Cemitério ganha mil seguidores em 22 horas ao fazer promoção de plano crematório

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Cemitério fica em Montes Claros, norte de Minas Gerais
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Cemitério fica em Montes Claros, norte de Minas Gerais



Toda sexta-feira 13, independentemente do mês, é conhecido como um dia de azar. No entanto, para o Cemitério Parques dos Montes, localizado em Montes Claros, norte de Minas Gerais, a data de hoje pode ser considerada de sorte.

Isso porque a administração do cemitério decidiu fazer uma promoção, lançada nesta quinta-feira (12) no Instagram, sorteando um plano crematório entre os seus seguidores. O sucesso foi tão grande que a empresa adiou o sorteio para o próximo dia 21 de agosto – antes, o vencedor seria conhecido neste sábado (14).

Até a publicação desta matéria, foram mais de 240 curtidas no post da promoção e 349 comentários. Para se ter uma ideia, os posts anteriores recebiam cerca de 20 reações e não havia usuários comentando, praticamente.


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Além disso, o perfil da empresa no Instagram ganhou cerca de 1 mil seguidores nas últimas 22 horas, segundo o gerente operacional do Cemitério Parques dos Montes, João Victor.

Ainda de acordo com o executivo, a ideia foi divulgar o serviço de cremação humana, pois ele não é muito conhecido no município. “A nossa cidade demostra traços fortes culturais. Partindo deste princípio, tomamos como decisão trazer esse conhecimento a todos, de uma forma suave, na sexta-feira 13”, disse em entrevista ao IG.


Superou expectativas

Para João Victor, o resultado superou as expectativas da empresa: “As pessoas estão quebrando o paradigma de falar sobre a morte. A partida de um ente querido deve ser trabalhada no seio das famílias”, finalizou. 

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MEC corta R$ 619 milhões de colégios e universidades federais

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Universidade Federal de Alagoas
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Universidade Federal de Alagoas

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) anunciaram nesta sexta-feira que as instituições federais de ensino perderam, juntas, mais de R$ 600 milhões do orçamento discriminado em junho.

As universidades federais tiveram um corte de R$ 217 milhões na última sexta-feira (24) e R$ 220 milhões no começo do mês. Metade desse dinheiro, segundo a Andifes, foi remanejado para o Programa de Garantia de Atividade Agropecuária. Já os colégios da rede federal perderam R$ 92 milhões agora e outros R$ 92 milhões no começo do mês. Juntos, os cortes somam R$ 619 milhões.


O Proagro é um programa do governo federal que garante o pagamento de financiamentos rurais de custeio agrícola quando a lavoura amparada tiver sua receita reduzida por causa de eventos climáticos ou pragas e doenças sem controle. Ele tem como foco principalmente os pequenos e os médios produtores, mas pode ser utilizado por todos dentro do limite de cobertura.

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“Nestas portarias, os valores das emendas do relator do orçamento, da rubrica RP9 (o chamado ‘orçamento secreto’), que somam aproximadamente R$ 17,2 milhões, não foram afetadas por nenhum remanejamento”, observa a Andifes, em nota.

Com isso, todo o orçamento das instituições que estavam bloqueados não serão recuperados. Isso significa que eles tiveram outras destinações e o contingenciamento virou, de fato, um corte.

O orçamento discriminado é aquele no qual o governo federal consegue cortar porque não são gastos obrigatórios — como salários e aposentadorias. No entanto, essa verba é fundamental para o funcionamento das universidades. É com ela que se paga contas de água, luz, segurança e manutenção, além de investimentos em pesquisa, bolsas e auxílios a estudantes carentes.

“Foram retirados recursos que impactam em todas as nossas ações. A manutenção das nossas escolas, a realização de atividades de pesquisa, de ensino, de extensão, de assistência estudantil que garanta a permanência e êxito dos nossos estudantes”, afirma Cláudio Alex Jorge da Rocha, presidente do Conif e reitor do IFPA.

Atualmente, são 618 campi de colégios federais espalhados pelo país, e inclui institutos federais (que possuem educação básica e superior), Cefets, escolas técnicas de ensino profissionalizante e os colégios Pedro II, no Rio.

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Em 2015, o orçamento para os gastos discricionários era o dobro de 2021. Com isso, além das contas básicas, também ficam prejudicadas as compras de materiais para pesquisa, manutenção dos prédios e o pagamento de bolsas que garantem a permanência dos estudantes pobres.

O orçamento de assistência estudantil, que chegou a ser de R$ 1 bi em 2014, caiu para R$ 460 milhões em 2021. Enquanto isso, o número de estudantes mais do que dobrou: passou de 373 mil para 819 mil. Já a Andifes sinalizou, em nota, que se reuniu com representantes do MEC e foram informados dos detalhes técnicos da decisão tomada pela equipe econômica do governo.

“Os diretores da Andifes, inclusive fazendo menção a vários dos debates ocorridos na sessão do conselho pleno desta quinta-feira (23), deixaram clara a gravidade da situação e a inviabilidade do funcionamento das instituições sem a recomposição dos orçamentos. Novos movimentos e ações da Andifes em face desse gravíssimo deslocamento de recursos da educação pública superior serão em breve noticiados”, informou o grupo.

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