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Como funciona o algoritmo do TikTok? Rede social revela tudo

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Tiktok revela funcionamento do seu algoritmo


Assim como acontece em outras redes sociais , os feeds do TikTok usam um  algoritmo de recomendação que considera várias ferramentas e fatores para personalizá-lo para cada usuário. Nesta quinta-feira (18), a empresa explicou em seu blog como o feed funciona, incluindo dicas de como personalizar seu feed e evitar a exibição de vídeos irrelevantes para você.

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O algoritmo de recomendação do TikTok conta com fatores de entrada de maneira semelhante à forma como o YouTube mede e monitora o envolvimento. A forma como as pessoas interagem com o app, incluindo seguir contas e comentar em publicações, afeta as recomendações. Se você segue apenas contas de animais fofos e só curte ou comenta publicações de animais, o TikTok recomendará contas parecidas. Isso também ajuda o algoritmo a identificar vídeos que as pessoas não se interessam.

As interações do usuário são só uma parte do sistema. Segundo o TikTok, as informações de vídeo, que “podem incluir detalhes como legendas, sons e hashtags”, e as configurações do dispositivo ou da conta também podem afetar o feed. A escolha de país, idioma e o tipo de dispositivo são considerados para garantir que “o sistema seja otimizado para desempenho”. A empresa afirma, no entanto, que essas configurações “recebem menor peso no sistema de recomendação em relação a outros pontos de dados que medimos, pois os usuários não os expressam ativamente como preferência”.

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Assim como no YouTube , tudo se resume a engajamento. Se alguém terminar um vídeo em vez de pular para outro ainda na metade, isso será registrado como um maior interesse. A publicação ainda enfatiza que o sistema de recomendação é baseado no conteúdo, não necessariamente no criador. Isso quer dizer que, a menos que Charli D’Amelio (o criador mais seguido do TikTok) comece a fazer vídeos sobre os mesmos assuntos que você segue, ele não aparecerá no seu feed.

O sistema de recomendação do app geralmente é elogiado. Uma vez ajustado, torna-se uma das ferramentas de exploração mais responsivas. Talvez seja um dos motivos para o TikTok ter crescido tanto. Porém, há algumas falhas no sistema, e a própria empresa as apresentou em seu blog.

“Um dos desafios inerentes aos mecanismos de recomendação é que eles podem limitar inadvertidamente sua experiência”, escreveu a empresa. “Ao otimizar a personalização e a relevância, existe o risco de apresentar um fluxo cada vez mais homogêneo de vídeos. Essa é uma preocupação que levamos a sério enquanto mantemos nosso sistema de recomendações”.

Parte disso pode não ter relevância: pessoas que só assistem vídeos de cavalos podem receber somente vídeos de cavalos. Outras partes também podem ser excludentes, deixando de exibir ou de recomendar vídeos e criadores com dificuldades se um usuário não se esforçar para ajustar o algoritmo nessa direção. A publicação do TikTok aborda a “bolha do filtro”, explicando seu objetivo de interromper conteúdo repetitivo. O feed “Para você” geralmente “não mostra dois vídeos seguidos com o mesmo som ou pelo mesmo criador”, segundo a companhia.

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A ideia é que mais tipos diferentes de vídeos apareçam em um feed do que “mais do mesmo”, mas isso nem sempre funciona. Como exatamente o app seleciona quais vídeos serão exibidos para cada feed ainda é incerto, mas é uma área que a empresa destaca como precisando de aprimoramento.

Outra questão importante para o TikTok é não popularizar conteúdo perigoso, um problema que gera críticas ao YouTube há anos. De acordo com o TikTok, conteúdo com imagens sensíveis, como procedimentos médicos ou “consumo legal de produtos regulamentados”, como álcool, pode não ser elegível para recomendação, porque pode parecer chocante se for recomendado para o público em geral – crianças , especificamente. É por isso que muitos criadores enviam um vídeo mais de uma vez ou falam sobre a sensação de que seu conteúdo ficou nas sombras.

A empresa recebeu críticas de grupos marginalizados por não recomendar conteúdo, incluindo membros da comunidade LGBTQI+ . O YouTube enfrenta uma ação judicial pelo mesmo problema: criadores de conteúdo LGBTQI+ alegam que o site do Google deixou seus vídeos em modo restrito, sem recomendá-los. O TikTok assumiu que suprimiu o conteúdo de alguns criadores, tentando uma solução rápida contra o bullying .

O blog tem instruções detalhadas sobre como personalizar seu feed, mas é interessante ver a empresa se abrir sobre uma de suas vantagens competitivas. O algoritmo do TikTok é um dos principais responsáveis por sua rápida ascensão. Agora, a empresa está se abrindo um pouco mais, dando chance às pessoas de criarem seus próprios vídeos virais alimentando o algoritmo.

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WhatsApp será usado por Defesa Civil para enviar alertas de desastres

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WhatsApp receberá alertas de desastres
Unsplash/Mourizal Zativa

WhatsApp receberá alertas de desastres

O governo federal vai recorrer à tecnologia para tentar proteger vidas durante desastres. Em uma parceria anunciada nesta quarta-feira (29), o Ministério do Desenvolvimento Regional se juntou ao WhatsApp e à empresa de atendimento Robbu para criar um sistema de alertas de desastres por meio do mensageiro. A iniciativa estará disponível em todo o Brasil.

Daniel Ferreira, ministro do Desenvolvimento Regional, assinou o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para dar continuidade ao desenvolvimento do projeto. A ferramenta deve estar disponível em no máximo 60 dias.

O cidadão precisará se cadastrar usando um número, link ou código. As demais etapas serão guiadas por um chatbot. Depois, o usuário poderá compartilhar sua localização ou fornecer outra de seu interesse.

Assim, ele receberá alertas para aquela região, dicas para se proteger e como sair do local caso haja um desastre. Até mesmo avisos de outros estados poderão ser enviados.

As informações serão fornecidas por municípios e estados, que ficam responsáveis por avaliar e transmitir os alertas de risco. A ideia é que situações como deslizamentos de terra, alagamentos e chuvas de granizo sejam avisadas aos moradores.

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Defesa Civil usa SMS, Google e Telegram

O WhatsApp é um dos apps mais utilizados e presentes nos smartphones dos brasileiros. Faz todo o sentido recorrer a ele para alertas.

Atualmente, a Defesa Civil envia este tipo de mensagem por outros meios. O órgão conta com a Interface de Divulgação de Alertas Públicos (Idap), que se conecta a vários canais.

Um deles é o SMS, presente há décadas nos celulares. Para se cadastrar, é preciso enviar uma mensagem com o CEP da sua residência (ou do local de seu interesse) para o número 40199.

O governo também conta com um  bot no Telegram para enviar os alertas. Basta compartilhar a localização para receber a situação atual e se cadastrar para anúncios futuros.

A parceria mais recente foi firmada com o Google, no começo de junho de 2022. Com ela, buscas com palavras-chave relacionadas a desastres retornam alertas da Defesa Civil. O Google Maps também passou a apresentar essas informações ao navegar por uma região afetada.

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Até mesmo as TVs por assinatura estão ligadas ao Idap. Desde 2019, elas podem transmitir alertas através de uma mensagem pop-up na tela.

Fonte: IG TECNOLOGIA

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