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Cuiabá

Cuiabá sem homofobia. Sonho ou realidade?

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Desde que foi criado em 2014, o Conselho de Atenção à Diversidade Sexual de Cuiabá (CMADS), vem a todo custo tentando fazer o seu papel de propor, deliberar, fiscalizar, acompanhar e contribuir na normatização de políticas relativas aos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

Entretanto, essa luta diária esbarra nas burocracias e também numa cultura enraizada por anos, numa parte da população que ainda não consegue enxergar as mudanças impostas ao mundo no avanço, sem retrocesso, na convivência e respeito à orientação sexual de cada pessoa.

Mas, precisamos refletir aqui sobre o papel do Estado nessa luta, principalmente dos “nossos representantes” na Assembleia Legislativa que recentemente rejeitou o projeto de lei que visava a criação do Conselho LGBTQIA+ em Mato Grosso, em manobras comandadas pela ala evangélica da Casa de Leis, indo totalmente ao contrário do entendimento e acolhimento de diversas cidades do país.

Isso reflete, e muito, no crescimento no reforço ao preconceito, claramente visto no relatório do Grupo Gay da Bahia, onde Mato Grosso ficou em 9º lugar com mais mortes de pessoas LGBT+ (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) em 2021, e dos casos registrados, foram 15 mortes violentas no ano passado.

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Ainda segundo o relatório, a cada 19 horas, uma pessoa LGBT é morta no país, e pelos dados da Rede Trans Brasil, a cada 26 horas, aproximadamente, uma pessoa trans é assassinada no país. A expectativa de vida dessas pessoas é de 35 anos.

 No Brasil, a maioria das vítimas, 51% dos casos, era gay, com 153 mortes. Travestis, transexuais, e mulheres trans estão em segundo entre os mais mortos de forma violenta, com 110 ocorrências.

Vale lembra que Cuiabá, em  2014 entrou para um “ranking” absurdo e, segundo o antropólogo da Universidade Federal da Bahia, Luiz Mott, a nossa Capital foi apontada como a mais homofóbica do Brasil, com números de assassinatos caracterizados pelo excesso de violência na ação, como afogamentos, atropelamentos, enforcamentos, degolamentos, empalhamentos, violência sexual e tortura. “O homofóbico não quer apenas matar a vítima, ele quer destruir a homossexualidade”, afirma Luiz Mott.

Essa realidade, desde de 2014, já mudou. O Conselho de Atenção à Diversidade Sexual e a Prefeitura Municipal vem acompanhando junto aos órgãos públicos as pautas de luta diária no combate à Homofobia. A população “trans”, que mais sofre essa violência, tem ganhado visibilidade e pautas importantes como a decisão do Superior Tribunal de Justiça sobre a Lei Maria da Penha — que protege as vítimas de violência doméstica — no sentido de ser aplicada também para mulheres transexuais.

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Mas precisamos fazer mais, muito mais, e enquanto Conselho de Atenção à Diversidade de Cuiabá, estaremos atentos na luta para que nossa Cidade Verde não seja reflexo de “rankings” de violência no Brasil para os LGBTQIA+, e que nós consigamos exercer os direitos de cidadãos livres para amarmos e construirmos nossas famílias.

Valdomiro Arruda

Presidente do Conselho de Atenção à Diversidade de Cuiabá (CMADS)

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Cuiabá

UBS Ilza Terezinha Picoli celebra dois anos de existência com mais de 29 mil atendimentos prestados à população 

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Foi em clima de festa junina, acompanhado por um delicioso café da tarde composto por comidas típicas, alegria e muita descontração, que a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Residencial Ilza Terezinha Picolli celebrou nesta sexta-feira (24) seu aniversário de dois anos de existência e bons resultados ao lado das equipes médicas, servidores e pacientes. 

Construída pela Gestão Emanuel Pinheiro e entregue em 27 de junho de 2020, a UBS alcançou neste período a marca de mais de 29 mil atendimentos prestados à população, que contempla além da região citada, outras seis comunidades, sendo elas:  os residenciais Jonas Pinheiro, Wantuil de Freitas, Buriti, Jamil Nadaf, Solar da Chapada e o bairro Terra Prometida. Todos esses locais recebem serviços de assistência médica, saúde bucal, testes e vacinação de diferentes patologias.

A enfermeira-chefe da unidade, Suzana Lissoni, enfatizou a importância do vínculo afetivo conquistado entre os profissionais e os moradores e afirmou que a data especial não poderia passar em branco. “A comunidade é bem participativa conosco, algo que nos orgulha muito e possibilita o trabalho em conjunto. Então, hoje, não poderia ser diferente, nos mobilizamos para fazer deste dia algo diferente e marcante”, disse. 

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O local faz parte do programa Hora Estendida, com horário de funcionamento das 7h às 21h. Além disso, conta com equipamentos de última geração, mobílias, salas odontológicas destinadas aos procedimentos da  Atenção Básica de Saúde, respectivamente. 

A moradora da localidade, Janaina Souza, conta que se sentiu lisonjeada com o convite para participar da comemoração ao levar os dois filhos para se vacinar. “Eu achei muito legal a iniciativa, pois, mesmo com a festa aqui, os atendimentos não pararam e as crianças gostaram bastante. Toda a equipe está de parabéns, sou muito bem tratada aqui”, elogiou. 

A ocasião teve ainda a apresentação de palestras voltadas ao tema de alimentação saudável, saúde bucal, atividades de prevenção, habilitação e reabilitação, bem como massagens. 

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