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Política Nacional

Eleição: Tarcísio tenta atrair PSD para formar chapa em São Paulo

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Ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas
Marcello Casal JrAgência Brasil – 24/11/2021

Ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas

Em uma tentativa de afastar o PSD do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a equipe do pré-candidato ao governo de São Paulo  Tarcísio de Freitas (Republicanos) intensificou a ofensiva para conseguir a aliança com a legenda comandada por Gilberto Kassab. A iniciativa envolveu até um convite ao próprio Kassab para ser vice de Tarcísio, segundo interlocutores do PSD e do Republicanos que têm participado das negociações. A costura, contudo, é difícil de ser concretizada.

Procurado, Kassab confirmou que a campanha do ex-ministro bolsonarista ofereceu o cargo.

“É verdade. O Márcio França (PSB), o (Fernando) Haddad (PT) e o (Rodrigo) Garcia (PSDB) também (ofereceram). É natural os partidos procurarem, até porque a coligação existe. Só na proporcional que está proibido. Essas negociações, conversas, convites, são mais do que normais”.

O presidente do partido pontuou, no entanto, que “mantém a disposição” de ter candidato próprio ao Palácio dos Bandeirantes — no caso, o ex-prefeito de São José dos Campos Felicio Ramuth (PSD), que até renunciou ao cargo para concorrer. Por isso, Ramuth passou a ser um dos mais cotados a ser vice do Tarcísio, já que Kassab não teria interesse em ficar com o posto.

Leia mais:  Eleições: Lula se reúne com nomes do MDB em busca de apoio do partido

A tentativa de acordo ocorreu em uma reunião entre Kassab, Ramuth e Tarcísio na semana passada.

A bancada paulista do PSD já vê como praticamente descartada a candidatura do ex-prefeito. Parte dela tem se aproximado cada vez mais de Tarcísio, como Guilherme Afif Domingos (PSD), ex-assessor do ministro Paulo Guedes, e o deputado Cezinha da Madureira (PSD), ex-presidente da bancada evangélica.

Liberado por Guedes, Afif deixou o governo federal para elaborar os principais pontos do programa de governo do pré-candidato do Republicanos.

“Estou cuidando de tudo no plano: economia, saúde e educação. Eu me desliguei do ministério para cumprir essa missão”, contou.

Sobre a aproximação com seu partido, ele frisou que não faz parte da articulação política, mas que a base da sigla tem uma “simpatia grande” pelo ex-ministro

Segundo parlamentares do PSD, o limite dado a Ramuth era conseguir pontuar pelo menos 5% nas pesquisas até julho, o que não deve acontecer. No Republicanos, o otimismo é grande.

“Todos que tiverem quadro competente para agregar ao projeto de São Paulo voltar a ser a locomotiva do Brasil serão bem-vindos”, diz o deputado federal Ricardo Izar (Republicanos-SP).

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Política Nacional

Tarcísio de Freitas: pessoas nas ruas e cracolândia serão prioridade

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Tarcísio de Freitas participou do Roda Viva
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Tarcísio de Freitas participou do Roda Viva

O pré-candidato ao governo de São Paulo Tarcísio de Freitas elegeu a cracolância e as pessoas em situação de rua como prioridades em um eventual governo. Segundo o ministro da Infraestrutura, situação é “complexa”, e demanda “integração de várias políticas públicas”.

“Obras de infraestrutura são importantes, sem dúvida que são, mas determinadas situações me preocupam muito hoje, por exemplo a situação dos moradores em situação de rua. É super complexa, me preocupa a cracolândia. E observe, é complexa na medida em que demanda integração de várias políticas publicas. Acolhimento, assistência e desenvolvimento social, saúde, porque preciso fazer o tratamento do dependente químico, e de habitação, por que a pessoa não vai para a rua por que consome drogas, ela consome drogas por que vai para a rua”, disse, em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura.

Ele aponta que o déficit habitacional é um dos principais componentes da questão. Um levantamento feito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) divulgado no início de junho apontou que, apenas na capital, 42,2 mil pessoas estariam vivendo nessa situação de vulnerabilidade. Em janeiro, um censo feito pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento social apontou para um crescimento de 31% nos últimos dois anos.

“Essa situação do deficit habitacional talvez seja um dos maiores desafios que nós temos. Há espaço para construir habitações, há espaço para retrofitar edificações e reaproveitar edificações que são do estado e foram desapropriados no passado”, diz o pré-candidato.

“Se a gente pegar a São Paulo industrial, ela nasceu na margem da linha do trem e morreu na margem da linha do trem. Se você sai do centro e vai andando em direção a Barra Funda, Lapa, Vila Leopoldina, vai ver uma série de galpões abandonados que podem servir para a conjugação de empreendimentos de interesse social, de médio padrão e empreendimentos comerciais, e eu falo os três juntos porque os dois primeiros financiam a habitação social em uma lógica de parceria público-privada e aí dá para trazer o capital privado.”

Fonte: IG Política

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