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Elon Musk quer ajudar Tonga com internet da Starlink após tsunami

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Elon Musk quer ajudar Tonga com internet da Starlink após tsunami
Pedro Knoth

Elon Musk quer ajudar Tonga com internet da Starlink após tsunami

O bilionário Elon Musk, fundador e CEO da Tesla e da SpaceX, quer ajudar a minimizar o impacto causado pela erupção de um vulcão, seguido de um tsunami, no arquipélago de Tonga, localizado próximo à Nova Zelândia, no sul do Pacífico. O desastre natural danificou o único cabo submarino que leva rede ao conjunto de ilhas, e Musk se propôs a ajudar enviando terminais da Starlink, subsidiária de internet via satélite.

“As pessoas de Tonga poderiam nos avisar se é importante que a SpaceX envie terminais da Starlink até eles?”, Musk perguntou no Twitter. A Tonga Cable Ltda., empresa que é dona do cabo submarino que transmite sinal de rede ao país, disse à Reuters que vai demorar pelo menos um mês para consertá-lo.

Antes de Elon Musk se oferecer para ajudar Tonga, o líder parlamentar da oposição na Nova Zelândia, Shane Reti, escreveu uma carta ao bilionário pedindo que a Starlink entrasse em ação para reestabelecer a internet no arquipélago. Reti escreveu o seguinte:

“Veio à minha atenção que a cataclísmica erupção vulcânica debaixo do mar quebrou o cabo submarino de telecomunicação que fornece rede para Tonga. Eu estou pedindo respeitosamente para que você entregue urgentemente algum sinal de internet da Starlink para os funcionários da administração pública, para o bem das pessoas em Tonga, neste momento de necessidade.”

Musk chegou a ver a carta de Reti. Contudo, o bilionário disse que a demanda do parlamentar era difícil de cumprir, já que a SpaceX “não tem satélites suficientes com transmissão a laser, enquanto há mais satélites geoestacionários que provém sinal à região de Tonga”. É por isso que Musk pediu a confirmação de algum porta-voz do governo do país. Com os terminais, ficaria mais fácil de captar o sinal da Starlink.

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Caso seja possível levar os equipamentos, o sinal da Starlink facilitaria a busca por ajuda e recursos internacionais — algo que a pandemia dificultou ainda mais.

As ligações telefônicas internacionais já foram reativadas na região pela operadora Digicel, mas equipes de reportagem não têm tido sucesso em fazer chamadas ao exterior.

Desastre reforça fragilidade dos cabos submarinos

Os satélites da Starlink, de Elon Musk, foram projetados para entrar em ação justamente em regiões onde o sinal é inconstante, devido à falta de cobertura de operadoras de banda larga. O bilionário prometeu que a versão beta do serviço de internet via satélite terminaria em outubro, mas não houve um pronunciamento oficial a respeito, pelo menos por enquanto.

O desastre natural de Tonga reforça também a fragilidade do sistema de cabos submarinos implementado globalmente para fornecer internet.

O cabo que fornece sinal ao conjunto de ilhas foi instalado em 2018, em obra que custou US$ 34 milhões, financiada pelo Banco Mundial com o Banco de Desenvolvimento Asiático. Mas ele é a única estrutura do tipo em Tonga.

O presidente da Tonga Cable contou porque pode ser difícil consertar o cabo em até um mês:

“O cabo está, na verdade, ao redor da área do vulcão. Nós não sabemos… Se ele está sequer intacto, ou se foi explodido com a erupção. A estrutura pode estar presa debaixo d’água, mas não sabemos se está enterrada mais fundo ainda no mar.”

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Facebook faturou R$ 158 milhões com anúncios falsos em quatro anos

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Facebook lucra com campanhas de desinformação
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Facebook lucra com campanhas de desinformação

Em cerca de quatro anos, o Facebook faturou ao menos US$ 30,3 milhões (cerca de R$ 158 milhões, em conversão direta) em anúncios realizados por redes de comportamento inautêntico coordenado – como campanhas de desinformação -, mostra um levantamento feito pela revista Wired.

Os números são referentes ao período entre julho de 2018 e abril de 2022, e as redes foram posteriormente derrubadas pelo Facebook. Margarita Franklin, chefe de comunicações de segurança da Meta, confirmou à Wired que a receita de anúncios não é devolvida mesmo se os anunciantes forem banidos por ferirem as regras da plataforma.

De acordo com a empresa, nem todo o montante veio de anúncios que, de fato, violavam as regras do Facebook. Parte do dinheiro veio de publicidade autêntica, mas realizada pelas mesmas organizações que foram derrubadas por participarem de redes de comportamento inautêntico coordenado.

Dentre os comportamentos inautênticos com os quais o Facebook vem lucrando nos últimos anos, estão páginas falsas que visam enganar os usuários e, em grande parte dos casos, campanhas de desinformação.

O levantamento da Wired também revela que mais de US$ 22 milhões dos US$ 30,3 milhões foram gastos por apenas sete redes de comportamento inautêntico. Uma única campanha global ligada a um grupo de mídia de direita anti-China rendeu US$ 9,5 milhões aos cofres do Facebook.

Fonte: IG TECNOLOGIA

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