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Flávio diz que negocia apoio do União Brasil a Bolsonaro nas eleições

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Flávio diz que negocia apoio do União Brasil a Bolsonaro nas eleições
Pedro França/ Agência Senado

Flávio diz que negocia apoio do União Brasil a Bolsonaro nas eleições

senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira que mantém contatos com lideranças do partido União Brasil para um possível apoio ao  presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições. O União Brasil, legenda formada pela fusão entre o Democratas e o PSL, ex-partido de Bolsonaro, ainda não decidiu seu apoio mas tenta atrair o ex-ministro Sergio Moro.

Em entrevista à CNN, Flávio Bolsonaro afirmou que alguns partidos da base aliada podem oficializar o apoio já nas próximas semanas, como o PP e o Republicanos. Além dele, o senador também citou o PTB e o PSC como prováveis aliados.

“E tem principalmente o União Brasil. Tenho mantido conversas com pessoas dentro do partido para compreender qual o pensamento deles, já que é um partido que ficou do tamanho que ficou por causa do fenômeno Bolsonaro em 2018”, disse Flávio.

Nesta quarta-feira, o Globo revelou que o Podemos e o União Brasil negociam a migração de Sergio Moro para a nova sigla. Com a negociação, a presidente do Podemos, a deputada federal Renata Abreu, seria indicada para ser vice na chapa com Moro.

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Segundo Flávio Bolsonaro, entretanto, ele tem mantido conversas com Antonio Rueda e Luciano Bivar, lideranças do antigo PSL, sobre a possibilidade de uma composição.

“Continuo tento um excepcional diálogo com todos, de sentar e conversar com o Rueda, que é um importante dirigente do União Brasil, com o presidente Bivar”, afirmou.

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Flávio disse ainda que a campanha do presidente deverá ter algumas diferenças em relação à 2018, com a contratação de um profissional para liderar a estratégia de comunicação.

Durante a entrevista, o senador ainda respondeu sobre a possibilidade do seu ex-assessor Fabrício Queiroz, ser candidato nas eleições. Queiroz já deixou claro em suas redes sociais que deseja se lançar para a Câmara dos Deputados. Os dois são acusados de montar um esquema de desvio de salários de servidores do gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.


Apesar de minimzar a chance de apoio do presidente Bolsonaro, Flávio afirmou que Queiroz é um policial militar “respeitado no Rio de Janeiro” e que deseja sorte a ele. Segundo o senador, seu ex-assessor foi usado como instrumento para atingir a ele e o presidente Bolsonaro.

“Qualquer um pode querer ser candidato, ele tem uma grande rede de relacionamentos. É um PM respeitado no Rio de Janeiro. Com relação a apoio, Bolsonaro tem que apoiar todos os deputados, seandores que que estejam dentro desse contexto de aliança”, afirmou.

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Política Nacional

PT tenta derrubar decreto de Bolsonaro sobre impactos eleitorais

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Líder do PT na Câmara, deputado Reginaldo Lopes
Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados – 28.06.2022

Líder do PT na Câmara, deputado Reginaldo Lopes

O líder do PT na Câmara, Reginaldo Lopes (MG), apresentou nesta manhã um projeto de decreto legislativo para suspender o decreto do presidente Jair Bolsonaro (PL) que facilita que o governo federal adote medidas com impacto eleitoral. A medida foi editada na segunda-feira pelo mandatário e determina que a Advocacia-Geral da União (AGU) opine se atos do governo neste ano ferem ou não a legislação eleitoral já durante o processo interno de elaboração desses atos.

No projeto apresentado por Reginaldo, o deputado argumenta que o decreto presidencial fere a Constituição duas vezes: primeiro por causar um desvio de finalidade e função da AGU e, segundo, por tentar burlar a lei eleitoral. A proposta precisa ser aprovada na Câmara e no Senado para entrar em vigor e, assim, suspender a medida editada por Bolsonaro.

A estratégia do deputado petista é impedir que o decreto presidencial seja usado para agilizar a adoção de medidas em ano eleitoral, como a criação do auxílio para caminhoneiros e a ampliação do Auxílio Brasil (de R$ 400 para R$ 600) em discussão no Congresso com apoio do governo. A lei eleitoral proíbe a criação e a ampliação de benefícios sociais no ano do pleito, mas o governo e parlamentares tentam driblar essa regra.

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“Assim, o referido decreto ora impugnado incorre em dupla inconstitucionalidade, na medida em que utiliza o Chefe da Advocacia-Geral da União como anteparo, em desvio de função e de finalidade, de eventuais práticas eleitorais vedadas, inclusive com reflexos no necessário equilíbrio de oportunidades do pleito, além de objetivar, antecipadamente, permitir que o Presidente da República, em campanha, possa desde logo, com o auxílio da AGU, superar (burlar) as regras eleitorais, de modo a legitimar práticas vedadas e incompatíveis, nesse período, com a regularidade do processo eleitoral”, diz Reginaldo na proposta.

O decreto presidencial determina que compete ao advogado-geral da União, hoje Bruno Bianco, dar parecer sobre “os tópicos em propostas de atos normativos que gerem dúvidas quanto à conformação com as normas de Direito Eleitoral e de Direito Financeiro, no último ano do mandato presidencial”.

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Fonte: IG Política

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