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Política Nacional

Frota acusa Bolsonaro de aparelhar PF, COAF e MP: “Não sou ingênuo”

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Frota acusa Bolsonaro de aparelhar PF, COAF e MP:
Câmara dos Deputados

Frota acusa Bolsonaro de aparelhar PF, COAF e MP: “Não sou ingênuo”

deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) disse nesta quarta-feira (19) que não vai mais concorrer à reeleição na Câmara dos Deputados porque jura que está revoltado com o que chama de “acordos espúrios” feitos pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). Frota vai concorrer a uma vaga de deputado estadual em São Paulo para ficar mais perto de sua família e ver sua filha de dois anos crescer.

“Sempre soube que existiam acordos espúrios em Brasília. Mas não nesse grau e nesse conluio criminoso entre Bolsonaro e aquela gangue que montou. Ele usou inclusive as instituições e aparelhou ministérios, COAF, Polícia Federal e Ministério Público”, afirma o deputado, que continua:

“Não fiquei surpreso e nem sou ingênuo. Só fiquei de saco cheio.”

Eleito na onda do bolsonarismo em 2018 e com discurso inflamado antipetista, Frota acabou por romper com Bolsonaro e se tornou um crítico contumaz do presidente. Desde então, o deputado buscou refúgio no PSDB com apoio do governador de São Paulo, João Doria.

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Disposto a novos voos, Frota diz que “também pensa no Executivo” e sugere que poderia concorrer até mesmo a uma vaga para a prefeitura, mas não deixou claro se em Cotia, na região metropolitana de São Paulo, onde mora atualmente, ou se na capital paulista.


“Tenho me dedicado muito às minorias, às pessoas carentes e aos idosos. Encontrei um caminho e uma vida fora daquela bolha que se tornou aquela Câmara. Penso muito também no executivo. Estou de mudança da minha cidade depois das eleições.”

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Política Nacional

Centrão vê equívoco em decisão de Braga Netto como vice de Bolsonaro

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Jair Bolsonaro e Braga Netto
Reprodução: Clauber Cleber Caetano/PR – 27/06/2022

Jair Bolsonaro e Braga Netto

Surpreendidos na noite de domingo com a  declaração do presidente Jair Bolsonaro de que confirmará o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto como seu vice, integrantes do Centrão passaram a dar o assunto como encerrado, embora considerem a decisão um equívoco estratégico.

Nos últimos dias, o núcleo político da campanha tentava emplacar a  ex-ministra da Agricultura e deputada Tereza Cristina (PP-MS) na chapa para disputar a reeleição por considerá-la um nome mais forte para a disputa.

O presidente havia dito que só indicaria o seu vice às vésperas da convenção partidária, mas antecipou o anúncio por dois motivos, segundo interlocutores: para encerrar especulação sobre Tereza Cristina e criar um “fato novo” para a campanha na tentativa de mudar a agenda.

Nos últimos dias, o governo enfrenta uma crise devido a prisão do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, por suspeitas de irregularidades na distribuição de recursos da pasta para prefeituras.

“Pretendo anunciar nos próximos dias o general Braga Netto como vice. Temos outros excelentes nomes como a Tereza Cristina (ex-ministra da Agricultura). O General Heleno quase foi meu vice lá atrás, entre tantos nomes de pessoas maravilhosas, fantásticas que vinham sendo trabalhados ao longo do tempo. Mas vice é só um”, afirmou, em uma entrevista concedida ao programa 4 por 4 no domingo, no YouTube.

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Pessoas próximas ao presidente afirmam que ele não abriria mão de mais uma vez ter um general ao lado. Braga Netto é visto por Bolsonaro como um “seguro-impeachment” em um eventual segundo mandato, ou seja, alguém que a classe política não gostaria de alçar à condição de presidente, principalmente por se tratar de um general ainda próximo do comando das Forças Armadas.

Além disso, o ex-ministro da Defesa também cumpre a função de construir a imagem de que Bolsonaro tem o respaldo irrestrito dos militares. O apoio é considerado estratégico por Bolsonaro na sua ofensiva contra o sistema eleitoral. O presidente da República levantado dúvidas, sem provas, às urnas eletrônicas e defende uma participação ativa da Forças Armadas na fiscalização e apuração das eleições. Ele já disse, inclusive, que os militares não irão atuar como “espectadores”.

“Convidaram as Forças Armadas. As Forças Armadas não vão fazer apenas o papel de chancelar apenas o processo eleitoral, participar como espectadores do mesmo. Não vão fazer isso”, disse, em maio.

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Braga Netto, que atualmente é assessor da Presidência, deixará o cargo nesta semana e passará a se dedicar integralmente à campanha. Como mostrou O GLOBO, o ex-ministro da Defesa passou a atuar como subcoordenador do projeto de reeleição. Além disso, deverá intensificar viagens pelo país.

Após a indicação de Bolsonaro na noite de domingo, aliados passaram a fazer comparações com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), indicado para ser vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Montagens compararam uma foto recente de Alckmin com um boné do Movimento Sem Terra (MST) com imagens de Braga Netto com a farda do Exército. “A vida é feita de escolhas”, afirmou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). “Nunca foi tão fácil escolher”, escreveu a deputada Bia Kicis (PL-DF).

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