conecte-se conosco

Nacional

Gari fica ferido ao recolher lixo com explosivos em Goiás

Publicado


source
Trabalhador sofreu ferimentos no rosto e teve queimaduras
Reprodução/Facebook

Trabalhador sofreu ferimentos no rosto e teve queimaduras

Na manhã de ontem (23), um gari foi socorrido às pressas pelo Corpo de Bombeiros do município de Jaraguá, em Goiás. O pedido de socorro veio após o homem ficar ferido ao recolher um lixo com explosivos. 

De acordo com a ocorrência dos bombeiros, houve uma explosão durante o recolhimento do lixo doméstico em um rua no bairro Vila Isaura. 

A explosão foi causada por explosivos que estavam dentro dos sacos de lixo. O material foi acionado no momento em que o lixo era compactado pelo caminhão. A suspeita é de que eram fogos de artifício.

Caminhão de lixo
Reprodução/Facebook

Caminhão de lixo

Josiel Pereira sofreu queimaduras na face, braço e perna esquerda. Ele também sofreu ferimentos por estilhaços e ficou coberto de um pó semelhante à pólvora.

Os bombeiros encaminharam Josiel para o Hospital Estadual de Jaraguá Sandino de Amorim (Heja), onde ele foi atendido. Como os ferimentos não eram graves, ele recebeu alta no mesmo dia. 

publicidade

Nacional

Milícias incorporam práticas do tráfico e dominam favelas do RJ

Publicado

Estudo da FGV é baseado em dados coletados pelo Disque-Denúncia
Fernando Frazão/Agência Brasil

Estudo da FGV é baseado em dados coletados pelo Disque-Denúncia

Criada por policiais no início dos anos 2000 com o argumento de impedir a entrada do tráfico nas favelas onde moravam, a milícia incorporou a venda de drogas aos seus negócios em cerca de um terço de seus domínios na cidade do Rio. Já os traficantes importaram práticas de extorsão típicas de grupos paramilitares na maioria das favelas que controlam.

É o que revela um estudo inédito feito por pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV), da Universidade de Chicago e da Escola de Administração, Finanças e Instituto Tecnológico da Colômbia. Com base em dados coletados pelo Disque-Denúncia, o trabalho detalha como os diferentes grupos criminosos que agem no Rio atuam de forma cada vez mais semelhante.

Um questionário sobre práticas criminosas, atividades econômicas e exploração de taxas pelas quadrilhas foi submetido a 337 moradores de 188 favelas da cidade do Rio — dominadas por três facções diferentes do tráfico e pela milícia — que ligaram para a central de atendimento do Disque-Denúncia entre setembro de 2020 e março de 2021.

As respostas revelaram porcentagens semelhantes de exploração de vários serviços em comunidades com atuação de traficantes e de paramilitares. Por exemplo: em 79% das áreas sob controle do tráfico há relatos de participação da facção na venda de pacotes de internet; enquanto o mesmo serviço é explorado em 80% dos locais dominados pela milícia. A situação se repete nos questionamentos sobre monopólio da venda de gás de cozinha, atividade explorada em 76% das favelas com ação de grupos paramilitares e em 62% daquelas controladas por traficantes, e do serviço clandestino de TV a cabo, presente em 82% dos locais com ação da milícia e em 78% daqueles sob domínio do tráfico.

Sem disparidades

Já a cobrança de taxas de segurança a moradores e comerciantes, registrada em 92% das localidades com a presença de paramilitares, foi relatada em 26% das áreas com atuação do tráfico. Por outro lado, 30% das favelas controladas por milicianos têm relatos de venda de drogas — presente em quase 100% das favelas dominadas por traficantes.

Leia mais:  Bolsonaro nega ter pedido ajuda a Biden para se reeleger

“O que percebemos é que, onde antes havia disparidades, hoje há semelhanças. Havia uma separação clara: o tráfico de drogas não explorava o morador, só vendia droga; já a milícia proibia a venda de drogas e vivia de formas de extorsão. Hoje, cada um dos grupos importou atividades do outro. Nas áreas dominadas por milícia, há relatos de tráficos de drogas. Nas áreas dominadas pelo tráfico, há cobranças por produtos lícitos e até de taxa de segurança”, explica Benjamin Lessing, diretor do Centro de Estudos sobre América Latina da Universidade de Chicago e um dos autores do estudo.

Fonte: IG Nacional

Continue lendo

Mais Lidas da Semana