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Internacional

Homem mata o pai de 92 anos com pauladas por pensar que ele era um vampiro

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O americano Douglas Novak foi condenado pode ficar até 30 anos na prisão por matar o pai, Frank Novak, de 92 anos, a pauladas. Ele disse as autoridades que cometeu o assassinato por achar que o pai “era um vampiro”. A polícia divulgou que o assassino usou o braço de uma cadeira de madeira para atacar o idoso dentro de casa.

Douglas Novak
Divulgação

Douglas Novak


Segundo divulgado pelo portal britânico ‘Daily Mail’, o corpo de Frank foi encontrado só dois dias depois, pois houve um incêndio na casa e a polícia foi acionada. De acordo com as autoridades, o incêndio começou com velas que estavam sendo usadas por Douglas em um ritual para prender a alma do “vampiro”. Achando que o pai iria ressuscitar, ele passou os dois dias ao lado do corpo esperando ele acordar para enfiar uma estaca no seu coração e, assim, o matar de vez.   

Douglas foi diagnosticado com transtorno bipolar e esquizofrenia e foi tratado por cinco meses em um hospital estadual americano antes de ser julgado. Em depoimento, ele declarou que tinha deixado de tomar seus remédios acidentalmente e acabou perdendo o controle. “Amei meu pai de todo o coração. Ele era realmente meu herói”, afirmou.


Por outro lado, o promotor assistente Leo Ciaramitaro disse que antes de falar que pensava que o pai era um vampiro, Douglas declarou que bateu no pai porque ele tinha escondido seu celular. A irmã dele, Natalie Shannon, disse ao juiz que seu irmão tinha um relacionamento violento com o pai e muitas vezes ignorava os conselhos médicos referentes ao diagnóstico de saúde mental.

Fonte: IG Mundo

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Internacional

Aborto: onde o procedimento é banido, restringido e está ameaçado

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Em quase 20 países do mundo, cessar uma gestação não é permitido em nenhuma circunstância
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Em quase 20 países do mundo, cessar uma gestação não é permitido em nenhuma circunstância

Desde que a  Suprema Corte dos Estados Unidos revogou o acesso ao aborto como um direito constitucional no país — medida considerada um retrocesso de mais de 50 anos —, as políticas sobre a interrupção da gravidez têm sido um dos assuntos mais comentados no mundo. Nos Estados Unidos, realizar um aborto não é totalmente proibido, uma vez que cada estado pode determinar suas próprias políticas sobre a realização do procedimento. Mas, em quase 20 países do mundo, cessar uma gestação não é permitido em nenhuma extensão daquele território, ou circunstância. Este é o caso de muitas nações africanas, como Egito, Senegal e Madagascar, mas também de outras partes do mundo. Em todo mundo, mais de 40% das mulheres em idade fértil vivem em Estados com leis restritivas. 

No continente sul-americano, o acesso ao aborto é particularmente difícil e apresenta muitas limitações. No Brasil, interromper uma gravidez é proibido, exceto em três casos: quando a gestação é decorrente de um estupro, quando a vida da mulher está em risco ou se o feto apresentar anencefalia, ou seja, quando não há desenvolvimento cerebral. Venezuela, Peru, Bolívia e Paraguai seguem a mesma toada — o procedimento é proibido, mas há exceções. Honduras, que já proibiu o aborto, inclusive em casos de estupro ou incesto, anomalias fetais graves ou quando a vida ou a saúde da mãe estivesse ameaçada, aprovou uma reforma constitucional em janeiro de 2021 que endureceu ainda mais a legislação. 

O aborto é totalmente proibido no Suriname, na América do Sul, e na Nicarágua e em El Salvador, na América Central. Neste último, inclusive, uma mulher foi condenada a 30 anos de prisão por ter sofrido um aborto espontâneo após passar por uma emergência de saúde durante a gravidez.

Por outro lado, na América, o aborto é legalizado nas Guianas, na Argentina e no Uruguai. Na Colômbia, no Chile e no México, a interrupção da gestação é descriminalizada.

Na Europa, uma proibição total do aborto é uma exceção. Em Malta, mulheres que interrompem uma gravidez uma pena que varia de 18 meses a três anos de prisão. O procedimento também é proibido nos dois microestados de Andorra e no Vaticano, dois dos países mais católicos do mundo. Em outubro de 2020, o Tribunal Constitucional da Polônia tornou o aborto praticamente ilegal, eliminando a possibilidade de recorrer a ele em caso de anormalidades fetais. Esse critério dizia respeito a mais de 95% dos mil abortos legais realizados a cada ano no país. O procedimento segue sendo permitido em casos de estupro, incesto ou se a gravidez representar um perigo para a mãe.

Segundo o jornal Le Monde , embora o aborto seja legal para até 12 semanas de gravidez na Itália, na prática, o procedimento é muito inacessível, em grande parte devido a chamada “objeção de consciência”. Como explicou o  iG em  reportagem publicada no último dia 12 de maio, trata-se de uma brecha na lei na qual um médico ou profissional pode se recusar a prestar um serviço caso ele vá contra seus princípios e valores. Em 2019, 67% dos ginecologistas italianos se recusaram a realizar um aborto, de acordo com os últimos números do Ministério da Saúde. Este número sobe para 80% em cinco das 20 regiões italianas.

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Ainda na reportagem, Julia Rocha, coordenadora da ONG Artigo 19, que realiza o Mapa do Aborto Legal, explica que, caso um profissional alegue objeção de consciência, o hospital precisa procurar outra pessoa dentro do quadro de funcionários para realizar o aborto. Se não houver nenhum outro profissional em serviço, em teoria, ele é obrigado a fazer de qualquer maneira. Mas, não é isso que acontece.

Em muitos países, o aborto é legal apenas quando a vida da mulher está em risco, uma condição extremamente restritiva: Costa do Marfim, Líbia, Uganda, Sudão do Sul, Iraque, Líbano, Síria, Afeganistão, Iêmen, Bangladesh, Mianmar, Sri Lanka, Guatemala, Paraguai e Venezuela. Em outros, como Irlanda, Irlanda do Norte e Tailândia, o acesso ao procedimento só foi concedido recentemente.

Segundo a OMS, entre 2010 e 2014, ocorreram no mundo cerca de 55 milhões de abortos, dos quais 45% foram realizados de forma insegura. No Brasil, dados sobre aborto e suas complicações são incompletos. Mas, de acordo com a última edição da PNA (Pesquisa Nacional de Aborto), realizada pelo Anis Instituto de Bioética e pela UnB (Universidade de Brasília), em 2015, 417 mil mulheres nas áreas urbanas do Brasil realizaram um aborto. Se incluída a zona rural, esse número sobe para 503 mil.

Fonte: IG Mundo

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