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Impacto sobre prisão de Ribeiro fez Planalto pedir reajuste do auxílio

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Bolsonaro deu aval para reajustar Auxílio Brasil para R$ 600
Isac Nóbrega/PR 08.06.2022

Bolsonaro deu aval para reajustar Auxílio Brasil para R$ 600

A prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro impulsionou o presidente Jair Bolsonaro a dar o aval para o governo colocar em prática o plano de aumentar o Auxílio Brasil para R$ 600 reais a cem dias do primeiro turno da eleição. A ideia já vinha sendo defendido pela cúpula da campanha. A estratégia era criar um fato novo para interromper a agenda negativa de Bolsonaro, que incluía os ataques às urnas, a crise na Petrobras e as mortes do indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips na Amazônia.

Com a crise envolvendo o ex-ministro suspeito de fazer um balcão de negócios no Ministério da Educação, que foi considerada um “desastre” por aliados, Bolsonaro cedeu aos apelos do núcleo duro da campanha. A reunião ocoreu no Palácio do Planalto na tarde quarta-feira. Embora não divulgada com antecedência, a agenda já estava prevista. Participaram da conversa o presidente do PL, Valdemar Costa, o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto e o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Célio Faria. O marqueteiro do PL, Duda Lima, também esteve presente.

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Valdemar Costa e Ciro Nogueira já vinham argumentando que o incremento do benefício será fundamental para Bolsonaro conseguir “sair das cordas” na disputa eleitoral. Ambos relatavam que os valores, embora maiores que o Bolsa Família, eram insuficientes. Além disso, relatam ao presidente que nos estados há muitos relatos de que os recursos são baixos.

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Os estrategistas da campanha observam ainda que aumentar o valor do auxílio neste momento pode ajudar a associação de Bolsonaro ao programa de distribuição de renda. Pesquisas internas apontam que a população ainda não credita o substituto do Bolsa Família a Bolsonaro e que é preciso tentar reverter isso o mais rápido possível.

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De acordo com a pesquisa Datafolha de maio, o presidente tem rejeição de 59% entre eleitores que têm renda mensal de até dois salários mínimos. Entre as mulheres, a maior parte dos titulares do Auxílio Brasil, a rejeição é de 57%. Aumentar o valor do benefício tem o intuito de ajudar Bolsonaro a melhorar a avaliação nesses grupos de eleitores.

Integrantes do Palácio do Planalto afirmam que o texto ainda está sendo elaborado e deve ser apresentado na próxima semana. O tema deve ser apresentado a uma reunião de líderes do Congresso na próxima segunda-feira. A ideia é que o aumento do programa seja limitado até dezembro.

O tempo até a conclusão do texto final também deverá ser usado pelos articuladores do governo para ganhar apoio no Senado e até mesmo no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o aumento do auxílio não seja derrubado por uma decisão monocrática.

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Paes de Andrade mira gastos com publicidade de executivos da Petrobras

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Paes de Andrade já procura executivos da Petrobras sobre verbas publicitárias
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Paes de Andrade já procura executivos da Petrobras sobre verbas publicitárias

O novo presidente da Petrobras, Caio Paes de Andrade , já tem uma “missão” além da política de preços de combustíveis: a verba milionária de publicidade da estatal. Vence no próximo dia 19 de julho deste ano os contratos da PDZ e da Propeg. As duas empresas são as responsáveis pelas campanhas publicitárias da estatal desde julho de 2017.

Antes mesmo de ter seu nome confirmado nesta segunda-feira (27) pelo Conselho de Administração da Petrobras como novo presidente da estatal, Caio Paes de Andrade procurou executivos da área de publicidade da Petrobras no final de semana, para buscar informações sobre o tema.

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“O primeiro interesse dele antes de tomar posse foi saber sobre a verba de publicidade da Petrobras, de quanto investe, onde investe e sobre o que investe”, explicou uma fonte ligada ao alto escalão da empresa.

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Em 2021, a estatal gastou em mídia e produção publicitária um total de R$ 138,025 milhões. Foi um valor 89,4% maior que os R$ 72,841 milhões do ano anterior.

Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO, já há um forte interesse sobre o assunto, que está movimentando os aliados políticos do novo presidente da estatal. O interesse em torno das verbas publicitárias, disse outra fonte, vem desde a gestão de Roberto Castello Branco.

Desde o início deste ano, a estatal abriu processo de concorrência para escolher duas agências para gerenciar uma verba estimada em R$ 375 milhões para dois anos e meio de contrato.

Segundo a Petrobras, são oito as agências licitantes que, após sessão de divulgação de resultados realizada no último dia 30 de maio, estão na seguinte ordem: Ogilvy, Propeg, DPZT, Artplan, Binder, Heads, Agência Nacional e Nova SB.

Proposta para reverter desconfiança

As propostas ainda sequer foram analisadas. Segundo o edital, o desafio de comunicação para as agências foi apresentar uma proposta para reverter a desconfiança que a empresa ainda sente na opinião pública em relação à Petrobras.

Em nota, a Petrobras esclarece que não recebeu qualquer solicitação de informações relativas aos gastos da companhia com publicidade.

Fonte: IG ECONOMIA

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