conecte-se conosco

Tribunal de Justiça de MT

Juízes leigos concluem capacitação

Publicado


Após duas semanas foi concluída na tarde desta sexta-feira (25/6) a “Capacitação e Aprimoramento aos Juízes Leigos”. Foram 40 horas/aula de atividades desenvolvidas via videoconferência, sempre no período matutino, de segunda a sexta-feira. O curso foi realizado pela Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso a pedido da Corregedoria-Geral da Justiça na busca por oferecer melhores serviços à sociedade. Mais de 50 juízes leigos participaram da atividade.
 
As aulas foram ministradas entre 14 e 25 de junho. “Entrei na semana em que começou o curso. Imagine! Foi muito proveitoso, principalmente as aulas praticas. Coisas simples mesmo, como o PJe, pra quem ainda não conhecia. Já me ajudou a iniciar bem o trabalho. Confesso que gostei muito de ter feito o curso”, disse a juíza leiga Mayara Reinehr Faganello da 4º Vara de Sorriso.
 
“Achei muito proveitoso. No primeiro credenciamento tivemos o curso com o CNJ, depois o curso de sentença em 2015. O formato que fizeram foi interessante, mas este teve um aproveitamento muito maior em minha opinião. Estou ainda mais animada para desenvolver minhas atividades. A parte prática desenvolvida pelas juízas Viviane e Gabriele, trazendo mais a vivência prática, nos ajudou a puxarmos uma linha de raciocínio nossa, aproveitando as orientações dos magistrados”, considerou a juíza leiga Maísa Alves do Carmo, que atua há sete anos no Juizado do Jardim Glória em Várzea Grande.
 
“Agradeço a todo o time capitaneado pela Karine, agradeço também à Escola dos Servidores na pessoa da Luciana e a todos que se dedicaram e fizeram este curso. Agora vocês compreenderão melhor nossos sistemas e isto retornará para a sociedade. No dia a dia terão mais contato e isso aumentará a qualidade de nossos serviços. A Corregedoria-Geral da Justiça está à disposição de vocês”, ressaltou o juiz auxiliar da CGJ, Emerson Luis Pereira Cajango.
“Gratidão a todos vocês que estiveram aqui dispostos a aprender e superarem dificuldades. Participei como aluna e percebi a complexidade desta atividade. Posso dizer que daremos um grande passo para dinamizarmos ainda mais nossas atividades”, considerou a diretora do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje), Karine Márcia Lozich Dias.
 
“Com a conclusão desta capacitação demos mais um passo em busca de melhores serviços à sociedade. Devemos sempre oportunizar o compartilhamento de conhecimento e a aprendizagem dos sistemas e sistemáticas de nossas atribuições. Isto engrandece a atividade e nos dá melhor qualidade“ acrescentou o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Zuquim Nogueira.
 
As aulas foram ministradas pelos juízes: Emerson Luis Pereira Cajango; Cristiane Padim da Silva; Antônio Veloso Peleja Júnior; Amini Haddad Campos; Viviane Brito Rebello Isernhagen e Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva e os servidores: Rosivaldo Rodrigues e Deniz Pedrozo de Almeida e Marcos Ferreira Girão.
 
 
Fizeram parte do conteúdo programático: Juizados Especiais – Noções Gerais e interferências na Gestão do Juizado (Taxa de Congestionamento e Metas CNJ e Produtividade dos Juízes Leigos nos Termos da Lei Complementar 270/2007, 513/2013 e Provimento 29/2014); Técnicas de Conciliação; Direito administrativo e constitucional aplicado aos Juizados Especiais; Código de Ética de Juízes Leigos (Anexo II da Resolução nº 174 de 2013); Jurisprudência das Turmas Recursais, Turmas de Uniformização e Tribunais Superiores; Direito Penal aplicado aos Juizados Especiais; Técnicas de condução de audiências nos Juizados Especiais – Criminal; audiências do Juizado Especial Criminal e Debate e Estudo Dirigido sobre relatórios de observação de audiências; Direito do Consumidor e Direito Civil aplicado aos Juizados Especiais; Técnicas de condução de audiências nos Juizados Especiais Cíveis; Juizado Especial da Fazenda Pública; entre outros.
 
Leia mais sobre o assunto:
 
 
 
Ranniery Queiroz
Assessor de imprensa CGJ/TJMT
 
 

Leia mais:  Fortalecimento do diálogo: juíza se reúne com diretoria da OAB subseção de Sinop

publicidade

Tribunal de Justiça de MT

Curso de Formação aborda ferramentas tecnológicas para ensino presencial e remoto

Publicado

A tecnologia está mais presente do que nunca como um recurso facilitador e integrador de ensino e aprendizagem na realidade que se apresenta após as transformações no ambiente de trabalho. Neste cenário, a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) deu início nesta segunda-feira (27 de junho) ao Curso de Formação de Formadores – Nível 2, voltado para ferramentas tecnológicas para o ensino presencial e remoto.
 
Com aulas práticas, a capacitação dará a habilidade necessária a juízes e juízas não somente para o exercício docente, mas também para o exercício profissional como um todo. Foi o que explicou a vice-diretora da Esmagis-MT, desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos.
 
“Este curso é específico para ser professor. Os juízes e juízas que estão aqui estão se capacitando em ferramentas tecnológicas, métodos modernos de ensino. Essa é uma característica da Esmagis, de formação, não somente inicial, mas continuada para que os magistrados e magistradas estejam sempre atualizados e possam repassar esses conhecimentos.”
 
Um dos instrutores do curso é o juiz federal Vladimir Santos Vitovsky, que disse que desde março do ano passado percebeu-se a necessidade de sistematizar melhor o acesso às novas ferramentas tecnológicas.
 
“Com o tempo foi-se sistematizando e vendo-se novas possibilidades que independentemente da pandemia as novas ferramentas tecnológicas têm a oferecer, mesmo com o retorno do ensino presencial. A tendência é que haja ensino híbrido, que misture o presencial, síncrono com o telepresencial, tanto síncrono como assíncrono. Daí a importância deste curso porque sistematiza todas essas ferramentas, vê as novas possibilidades e vê não só como meros recursos mas como novas formas pedagógicas. São novas metodologias decorrentes desse novo cenário que a gente tem. Então é uma forma da gente sistematizar e não mais de transpor o que era do presencial para o remoto, mas de inovar, progredir e tendo novas pedagogias com a exploração desses mecanismos”, comentou Vladimir Santos Vitovsky.
 
A juíza Henriqueta Chaves Alencar Ferreira Lima, do Juizado Especial da Fazenda Pública de Cuiabá, é uma das alunas da capacitação. Para a magistrada, o curso vem desenvolvendo metodologias ativas de ensino rompendo um pouco a perspectiva do método tradicional.
 
“A gente aprende a ensinar aprendendo também. A pandemia veio, de certa forma, trazer desafios para que a gente possa evoluir nessa perspectiva. Nesse módulo específico vamos aprender técnicas, com aulas práticas, de como se utilizar da tecnologia em prol dessas metodologias ativas. É muito comum hoje a gente fazer lives, webinários, aulas híbridas ou 100% on-line e poder otimizar essa perspectiva de metodologia ativa que você dialoga com aluno e traz um aluno para construir conhecimento é algo muito enriquecedor. O curso vem sendo uma experiência maravilhosa”, afirma a juíza.
 
O professor Fernando de Assis Alves também ministra o curso e diz que a pandemia trouxe mais necessidade de estarmos trabalhando com uso de recursos tecnológicos, contudo, a maioria das pessoas não tinha competência necessária para isso. “A proposta do Nível 2 desta formação é trazer esse aprofundamento com o uso dos recursos tecnológicos tanto para o espaço de aula presencial quanto não presencial otimizando, potencializando a questão da utilização no exercício docente de forma coerente e adequada. A prerrogativa é que eles já têm uma formação básica, que é Nível 1 do curso, e esse aprofundamento vem numa série de linhas diferentes e essa é uma delas que desenvolvemos”, explica.
 
Para proporcionar amplo espaço de conhecimento, por meio da capacitação, a Esmagis-MT realiza a integração com a Escola dos Servidores do Poder Judiciário oportunizou vagas para esta formação. O assessor pedagógico da Escola dos Servidores Sady Folch é um dos servidores que está entre os alunos.
 
“As ferramentas tecnológicas hoje são de suma importância, inclusive o próprio Ensino a Distância que se lança dentro dessa plataforma. É preciso que o professor tenha a capacidade de ter uma didática, de saber conduzir uma sala de aula, o que aprendemos no primeiro módulo. Neste teremos o domínio sobre essa tecnologia porque quem está na outra ponta, seja magistrado ou servidor, espera essa boa condução para que o capacite para que então reverta todos os benefícios que espera o Poder Judiciário”, conclui.
 
O Curso de Formação de Formadores – Nível 2 ocorre até esta terça-feira (28 de junho), na Escola dos Servidores, em Cuiabá, para os formadores que concluíram o nível 1 do curso.
 
#Pracegover
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição da imagem: Foto1: Imagem horizontal com o juiz federal, a desembargadora Helena Bezerra e o professor Fernando de Assis na sala onde é realizado o curso. Eles estão em pé, a magistrada ao centro. De frente para eles pode-se ver telas de computadores ligadas.
Foto2: Juiz federal Vladimir Santos Vitovsky ministrando a aula. Atrás dele aparece um telão com imagem em vídeo da aula. O magistrado está em pé, segurando microfone e falando aos juízes, que estão sentados de frente para ele, cada um em seu computador para a aula prática.
Foto 3: Instrutor Fernando de Assis Alves fala aos juízes e juízas. Ele está em pé, com microfone na mão direita e está entre as mesas da sala.
 
Dani Cunha (texto e fotos)
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Leia mais:  Primeiro juiz de Sinop Antônio Paulo é o entrevistado do Memórias no mês de abril
Continue lendo

Mais Lidas da Semana