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Economia

Latam é a 3ª empresa autorizada pela Anac a voar com menos comissários

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LATAM Brasil
Guilherme Dotto

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O avanço da variante Ômicron fez com que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) autorizasse três empresas a voar com menor número de comissários de bordo por fata de pessoal: A Azul, a Gol e por último a Latam, que teve a permissão concedida nesta quarta-feira (19). A permissão dura até março e será monitorada pela agência. 

As três empresas dominam os céus do país com 98,2% do mercado nacional de aviação em mãos.

Voos com até 150 passageiros poderão ter apenas três comissários seguindo a regra de manter um comissário para cada 50 passageiros.

No caso da Latam, a decisão afeta aeronaves Airbus A320 (que levam até 178 passageiros) e A321 (que levam até 198 passageiros).

Ao g1, a Latam confirmou que foi “oficialmente autorizada pela Aanc a reduzir o número de comissários em seus voos, em função do recente aumento de casos de Covid-19 e de influenza”. 

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Segundo a companhia, “o pedido visa minimizar os impactos das dispensas médicas de seus funcionários, que têm ocasionado cancelamentos de voos”. Por fim, a companhia “reforça que não poupará esforços para seguir comunicando com antecedência aos seus clientes qualquer cancelamento de voo que se faça necessário”.

No início do ano a empresa cancelou 11 voos por conta das doenças. Na ocasião a Anac também monitorou as realocações dos passageiros. 

A variante já preocupa o Ministério da Economia, que estuda reduzir a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) por conta do impacto em setores como o de aviação civil.


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Economia

Servidores do BC manterão greve até segunda-feira

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Em greve há quase três meses, os servidores do Banco Central (BC) manterão o movimento até a próxima segunda-feira (4). Em assembleia, a categoria decidiu continuar parada até o último dia possível para a concessão de aumentos salariais determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

De acordo com o Sindicato Nacional de Funcionários do BC (Sinal), os servidores farão um ato virtual pela valorização da carreira no dia 4, com protestos contra o que consideram intransigência na postura do presidente da instituição, Roberto Campos Neto. Na terça-feira (5), os funcionários farão nova assembleia para decidir os rumos do movimento.

Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o Congresso precisaria aprovar, até 30 de junho, reajustes que reponham perdas com a inflação, com a lei entrando em vigor em 4 de julho. Para cumprir esse prazo, no entanto, o governo precisaria ter enviado projeto de lei ou medida provisória ao Congresso no fim de maio ou na primeira semana de junho.

Reivindicações

Em greve desde 1º de abril, os funcionários do BC reivindicam a reposição das perdas inflacionárias nos últimos anos, que chegam a 27%. Eles também pedem a mudança da nomenclatura de analista para auditor e a exigência de nível superior para ingresso de técnicos no BC.

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Em 19 de abril, a categoria suspendeu a greve, mas retomou o movimento por tempo indeterminado desde 3 de maio. Desde então, só serviços considerados essenciais estão sendo executados, como as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) e a divulgação do déficit primário no primeiro quadrimestre.

A divulgação de estatísticas, como o boletim Focus (pesquisa semanal com instituições financeiras), o fluxo cambial, o Relatório de Poupança e a taxa Ptax diária (taxa média de câmbio que serve de referência para algumas negociações), foi suspensa ou ocorre com bastante atraso. Projetos especiais, como a expansão do open banking e a segunda fase de consultas de saques de valores esquecidos, estão suspensos.

Desde o início do ano, diversas categorias do funcionalismo federal trabalham em esquema de operação padrão ou fazem greve porque o Orçamento de 2022 destinou R$ 1,7 bilhão para reajuste a forças federais de segurança. No fim de abril, o governo confirmou que estudava aumento linear de 5% para todo o funcionalismo, mas, no início do mês, o ministro da Economia, Paulo Guedes, descartou a concessão de reajustes em 2022.

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Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Economia

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