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Lula afirma estar em busca de um vice que “não pense em dar golpe”

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Lula afirma estar em busca de um vice que
Reprodução: iG Minas Gerais

Lula afirma estar em busca de um vice que “não pense em dar golpe”

ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) declarou, na manhã desta quarta-feira (25), que está em busca de um candidato a vice-presidente para uma eventual disputa ao Palácio do Planalto em 2022. Em sua fala, o petista afirmou que um vice bom é aquele que “não pense em dar golpe”.

“Estou certo que vice é uma coisa de muita responsabilidade, sobretudo depois do Temer e também porque pode se ter infortúnio na vida”, opinou o provável presidenciável. O fala remete ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016.

“Obviamente que eu quero uma pessoa que pense ideologicamente próximo daquilo que eu penso, uma pessoa que pense, economicamente, como eu penso, e uma pessoa que pense no povo da forma que eu penso. E uma pessoa que não pense em dar golpe. Uma pessoa que seja leal na nossa relação pessoal, porque é isso que me dará tranquilidade de dormir todos os dias sem o medo de uma rasteira”, afirmou o petista.

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Lula também comparou a chapa presidencial a um casamento, pois escolher um vice “é como se tivesse escolhendo a mulher para casar.


Em seus dois mandatos, o ex-presidente contou com a parceria de José Alencar. Tido como um exemplo de lealdade, Lula apontou o ex-empresário como alguém de qualidade e e que dificilmente conseguirá alguém do patamar do político mineiro. Alencar faleceu em decorrêcia de um câncer, em 2011.

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PGR diz que sugestões da Defesa sobre urnas eletrônicas são legítimas

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Ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira
Billy Boss/Câmara dos Deputados

Ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira

A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou uma manifestação nesta quarta-feira para o Supremo Tribunal Federal (STF) em que classifica como legítima a atuação do  Ministério da Defesa ao encaminhar sugestões ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o funcionamento das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral.

O parecer foi dado em uma ação em que um advogado pede investigação e acusa o general Marco Antônio Freire Gomes, o brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior e o almirante Almir Garnier Santos de supostos crimes de terrorismo e de tentativa de “abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais”.

Segundo o autor do pedido, as Forças armadas lançariam mão de “ameaças veladas e às vezes abertas” às eleições. O caso está com a ministra Rosa Weber, que solicitou a manifestação da PGR.

No parecer assinado pela vice-procuradora-geral da República, Lindôra Maria Araújo, o pedido de investigação não deve ser acolhido, e representa um “possível inconformismo particular à atuação, em princípio, legítima do Ministério da Defesa”.

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“Com a devida venia, qual terrorista ou transgressor da ordem democrática identificar-se-ia ao presidente do TSE em documento oficial com sugestões para o alegado aprimoramento e a ampliação da transparência do sistema de votação?”, diz Araújo.

“Para mais, não se vislumbra indícios de materialidade e de autoria no fato de, por meio de expediente teoricamente subscrito por Ministro da Defesa, as Forças Armadas não se sentirem “devidamente prestigiadas” ou no fato de Paulo Sergio Nogueira afirmar que “secreto é o exercício do voto, não a sua apuração”.

Segundo a PGR, “o Ministro da Defesa não tenta nem ameaça abolir a urna eletrônica ou o método empregado nas últimas eleições, mas sim propõe diretamente ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral medidas aditivas sob o pretexto da melhoria da apuração”.

As Forças Armadas foram convidadas em 2021 pelo ex-presidente da Corte Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, a integrar o Comitê de Transparência das Eleições (CTE). 


Isso ocorreu diante da insistência do presidente da República Jair Bolsonaro questionar, sem provas, a confiabilidade das urnas eletrônicas, usadas há mais de 20 anos nas eleições do país sem qualquer caso de fraude comprovado.

Desde o início do ano, o ministro da Defesa e o presidente da Corte Eleitoral, ministro Edson Fachin, têm trocado uma série ofícios. O general Paulo Sérgio Nogueira Oliveira tem cobrado que o TSE acate as sugestões feitas por militares. 

Em um documento enviado no dia 10 de junho, o ministro disse que as Forças Armadas, convidadas a participar da comissão, não se sentiam prestigiadas e cobrou medidas para eliminar divergências.

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Fonte: IG Nacional

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