conecte-se conosco

Nacional

Mulher leva 20 facadas do ex-companheiro na frente dos filhos em SC

Publicado


source
Residência onde vítima foi atacada com cerca de 20 facadas pelo ex-companheiro
Divulgação

Residência onde vítima foi atacada com cerca de 20 facadas pelo ex-companheiro

Uma mulher de 27 anos foi golpeada com cerca de 20 facadas pelo ex-companheiro na frente dos filhos dela na madrugada desta sexta-feira no município catarinense de São Ludgero. A vítima foi socorrida com graves ferimentos e encaminhada ao hospital Santa Teresinha, em Braço Norte, onde se encontra em estado estável.

A Polícia Civil de Santa Catarina instaurou inquérito para apurar os crimes tentativa de homicídio e descumprimento de medida protetiva. Segundo informações preliminares, o homem de 40 anos teria entrado na residência da vítima e desferido as facadas, várias dela no rosto, diante de duas crianças, uma de 10 anos e outra de 9 anos. A mulher também foi atingida nos membros inferiores e superiores e no peito.

O suspeito seria ex-marido da vítima e padrasto das crianças. Ele tem passagens policiais por lesão corporal, ameaça e dano, no âmbito da Lei Maria da Penha. Após o ataque, o homem fugiu do local. A Polícia Militar foi acionada após os filhos da vítima pedirem socorro aos vizinhos.

“Vamos esclarecer alguns detalhes em relação a esse crime e, o mais breve possível, será concluído o inquérito policial e encaminhado ao Poder Judiciário para que esse homem seja responsabilizado e punido pelo crime bárbaro e violento que cometeu”, disse o delegado Éder Matte, responsável pelas delegacias de Braço Norte e São Ludgero.

publicidade

Nacional

MEC corta R$ 619 milhões de colégios e universidades federais

Publicado

source
Universidade Federal de Alagoas
Divulgação

Universidade Federal de Alagoas

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) anunciaram nesta sexta-feira que as instituições federais de ensino perderam, juntas, mais de R$ 600 milhões do orçamento discriminado em junho.

As universidades federais tiveram um corte de R$ 217 milhões na última sexta-feira (24) e R$ 220 milhões no começo do mês. Metade desse dinheiro, segundo a Andifes, foi remanejado para o Programa de Garantia de Atividade Agropecuária. Já os colégios da rede federal perderam R$ 92 milhões agora e outros R$ 92 milhões no começo do mês. Juntos, os cortes somam R$ 619 milhões.


O Proagro é um programa do governo federal que garante o pagamento de financiamentos rurais de custeio agrícola quando a lavoura amparada tiver sua receita reduzida por causa de eventos climáticos ou pragas e doenças sem controle. Ele tem como foco principalmente os pequenos e os médios produtores, mas pode ser utilizado por todos dentro do limite de cobertura.

Leia mais:  Vídeo: professor narra ação com uso de spray de pimenta em viatura

“Nestas portarias, os valores das emendas do relator do orçamento, da rubrica RP9 (o chamado ‘orçamento secreto’), que somam aproximadamente R$ 17,2 milhões, não foram afetadas por nenhum remanejamento”, observa a Andifes, em nota.

Com isso, todo o orçamento das instituições que estavam bloqueados não serão recuperados. Isso significa que eles tiveram outras destinações e o contingenciamento virou, de fato, um corte.

O orçamento discriminado é aquele no qual o governo federal consegue cortar porque não são gastos obrigatórios — como salários e aposentadorias. No entanto, essa verba é fundamental para o funcionamento das universidades. É com ela que se paga contas de água, luz, segurança e manutenção, além de investimentos em pesquisa, bolsas e auxílios a estudantes carentes.

“Foram retirados recursos que impactam em todas as nossas ações. A manutenção das nossas escolas, a realização de atividades de pesquisa, de ensino, de extensão, de assistência estudantil que garanta a permanência e êxito dos nossos estudantes”, afirma Cláudio Alex Jorge da Rocha, presidente do Conif e reitor do IFPA.

Atualmente, são 618 campi de colégios federais espalhados pelo país, e inclui institutos federais (que possuem educação básica e superior), Cefets, escolas técnicas de ensino profissionalizante e os colégios Pedro II, no Rio.

Leia mais:  MG: homem sobrevive a queda de 150 metros após escorregar em pedra

Em 2015, o orçamento para os gastos discricionários era o dobro de 2021. Com isso, além das contas básicas, também ficam prejudicadas as compras de materiais para pesquisa, manutenção dos prédios e o pagamento de bolsas que garantem a permanência dos estudantes pobres.

O orçamento de assistência estudantil, que chegou a ser de R$ 1 bi em 2014, caiu para R$ 460 milhões em 2021. Enquanto isso, o número de estudantes mais do que dobrou: passou de 373 mil para 819 mil. Já a Andifes sinalizou, em nota, que se reuniu com representantes do MEC e foram informados dos detalhes técnicos da decisão tomada pela equipe econômica do governo.

“Os diretores da Andifes, inclusive fazendo menção a vários dos debates ocorridos na sessão do conselho pleno desta quinta-feira (23), deixaram clara a gravidade da situação e a inviabilidade do funcionamento das instituições sem a recomposição dos orçamentos. Novos movimentos e ações da Andifes em face desse gravíssimo deslocamento de recursos da educação pública superior serão em breve noticiados”, informou o grupo.

Continue lendo

Mais Lidas da Semana