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Política Nacional

Pacheco diz que processo de impeachment de ministros do STF ‘não é recomendável’

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Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG)
Pedro Gontijo/Senado Federal

Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG)

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou nesta terça-feira que o  processo de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) neste momento “não é recomendável para um Brasil que espera uma retomada do crescimento”. Pacheco será o responsável por deliberar sobre a abertura ou não de um eventual pedido de afastamento dos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, anunciado pelo presidente  Jair Bolsonaro no último final de semana.

— Já há pedidos de impeachment de ministros do STF no âmbito do Senado. A presidência entendeu que não havia ambiente e nem justa causa para o encaminhamento e evolução desses pedidos porque entendemos que precipitarmos uma discussão de impeachment, seja do Supremo, seja do Presidente da República, ou qualquer tipo de ruptura, não é algo recomendável para um Brasil que espera uma retomada do crescimento, uma pacificação geral, uma pauta de desenvolvimento, de combate à pobreza e ao desemprego. Essa pauta ficaria prejudicada com o esgaçamento das instituições — disse  Pacheco a jornalistas, ao chegar no Senado.

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Questionado especificamente sobre a promessa de Bolsonaro de apresentar um pedido de impeachment de ministros do STF, Pacheco disse que é preciso aguardar para saber se o fato vai se concretizar realmente:

— Vamos aguardar os desdobramentos, naturalmente que toda iniciativa do presidente da República deve ser considerada, mas é melhor aguardar que os acontecimentos surjam para que haja um posicionamento formal do Senado.

Sobre uma possível interferência de Bolsonaro em outro poder, Pacheco respondeu que “o direito de petição pertence a todos os brasileiros e a todas as instituições”. Mas ressaltou que é importante que as instituições responsáveis exerçam o poder de decisão.

— O Senado tem maturidade, é uma Casa de homens e mulheres experimentados, experientes, que não se intimidam e que naturalmente haverá de decidir da melhor forma possível, no momento certo, todas as questões, por mais polêmicas que sejam apresentadas ao Senado. O Senado vai ter o dever de se manifestar com a altivez que lhe é peculiar” — declarou.

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O presidente do Senado defendeu, ainda, que “o diálogo precisa estar presente sempre entre os chefes de poderes e as instituições, para que possamos ter “um minuto de paz no Brasil”.

Amanhã, Pacheco tem uma reunião com o presidente do Supremo, Luiz Fux, para debater a situação. Segundo o presidente do Senado, eles vão discutir “o papel de cada poder na crise que se apresenta”.

— O STF tem parcela de contribuição, o Congresso também, o presidente da República igualmente. O importante é nós apararmos as arestas e enfim pacificar a sociedade brasileira. E isso passa por um exemplo de pacificação dos homens públicos que comandam o país.

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Castro oferece Senado para Crivella desistir de tentar governo do RJ

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Castro oferece Senado para Crivella desistir de tentar governo do RJ
Reprodução: Commons – 10/05/2022

Castro oferece Senado para Crivella desistir de tentar governo do RJ

A disposição do ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella (Republicanos) de voltar à cena política, cogitando até uma candidatura ao Palácio Guanabara, despertou uma reação do governador do Rio, Cláudio Castro (PL), que agora tenta atraí-lo para sua chapa à reeleição como candidato ao Senado. Nome do campo da direita com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao estado, Castro teme que Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, conquiste o eleitorado evangélico.

O ex-prefeito formaria mais um palanque para o governador e integraria uma proposta ainda mais conservadora do que a hoje representada pela aliança com Romário (PL) — candidato ao Senado da coligação.

Para evitar que as candidaturas de Castro e Crivella concorram concomitantemente e dividam eleitores, lideranças do PL prometem aumentar o espaço do Republicanos em um eventual próximo mandato do governador, caso o ex-prefeito do Rio desista do Guanabara. Atualmente, o partido ligado à Igreja Universal comanda a Secretaria estadual de Assistência Social e é responsável por nomeações na pasta de Administração Penitenciária.

Marcelo Crivella
Fernando Frazão/Agência Brasil

Marcelo Crivella

A proposta encontra amparo na decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que decidiu que partidos de uma mesma coligação podem lançar mais de um candidato ao Senado. No entanto, é vista como uma espécie de traição a Romário, colega de partido do governador.

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Mesmo liderando as pesquisas de intenção de votos para o Senado, o ex-jogador não conta com o apoio de membros da chamada ala ideológica do governo Bolsonaro, que defendem o lançamento de uma candidatura que levante a bandeira das pautas de costumes. Para o chamado “bolsonarismo raiz”, o grupo político do presidente seria mais bem representado por Crivella.

Apesar do desejo de concorrer ao governo e de ser bem-visto como um nome ao Senado, Crivella esbarra em resistências internas no Republicanos. No cálculo mais conservador de alguns nomes do partido, uma candidatura do ex-prefeito à Câmara dos Deputados significaria um voo mais tranquilo para Crivella e para o partido, além de garantir um número maior de parlamentares na bancada federal.

Nos bastidores da legenda, o presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, tenta controlar as pressões de deputados que contam com os votos amealhados por Crivella e a vontade do próprio ex-prefeito, que não esconde o desânimo com a possibilidade de concorrer a deputado.

Procurado, o ex-prefeito não respondeu aos pedidos de entrevista. Pereira afirmou que, por ora, ainda não há nada definido.

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De olho na vaga de vice

A vaga de vice na chapa de Castro também entrou em discussão diante da tensão entre o governador e Washington Reis (MDB), cotado para o posto. Na última semana, durante a eleição do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), eles seguiram caminhos diferentes, o que fez com que vários partidos oferecessem nomes para a composição.

O próprio Republicanos sugeriu para vice a deputada Rosângela Gomes, enquanto o União Brasil, que aguarda a definição da elegibilidade de seu pré-candidato ao estado, Anthony Garotinho, acenou com Marcos Soares, Fábio Silva e Daniela do Waguinho. Nome que agradava a Castro, o deputado federal Dr. Luizinho (PP) tentará novamente a Câmara e será puxador de votos.

O impasse entre Castro e Reis, no entanto, parece apaziguado. Os dois participaram de agenda na última sexta e reiteraram a parceria.

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