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‘Torre das Guerreiras’ traz trajetória de Ana Maria Ramos Estevão

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Livro tem prefácio feito por Dilma Rousseff
Reprodução 13.05.2022

Livro tem prefácio feito por Dilma Rousseff

Presa três vezes durante a ditadura militar brasileira (1964 – 1985) e exilada em Paris, Ana Maria Ramos Estevão contou sua história em um livro de memórias que chamou de “Torre das Guerreiras” (Ed. 106 memórias) uma referência à Torre das Donzelas, nome dado ao local onde as mulheres presas na ditadura eram levadas. 

E sobre o nome do livro Ana Maria fez uma observação muito interessante sobre como as histórias, em especial as infantis, nomeiam as cadeias: Homens presos em calabouços e mulheres sempre em Torres. Lembram da Rapunzel, Bela Adormecida? E durante a ditadura a realidade imitou os contos de fadas, pois de fato a cadeia feminina era uma Torre. 

Ana Maria relata tudo com muita coragem, pois absolutamente não deve ser fácil reviver toda a história, os momentos de terror e tortura que passou presa. Conta inclusive como viu e ouviu companheiros serem torturados para que delatassem outros. Narra também o quanto esse momento iniciado em 1970 com a primeira prisão reverberou muito tempo em sua vida: “O exacerbamento do meu instinto de sobrevivência e a mudez perante grande público são marcas deixadas pela tortura e que trago até hoje”, conta a autora.

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Na Torre das Guerreiras, Ana Maria ficou presa com a ex-presidenta Dilma Rousseff, que inclusive escreveu o prefácio, e em relato conta curiosidades sobre a personalidade de Dilma como seu tom de voz ser “invariavelmente professoral e de comando” e que era ela quem apelidava as mulheres. Além da ex-presidenta também estiveram Maria do Carmo Campelo (já falecida), Eliana Rollemberg, Guiomar Silva e tantas outras guerreiras. 

Livros assim, com memórias sobre torturas, cárceres sem chance de defesa, sempre fazem nos questionar sobre nossas escolhas, sobre o que aconteceria, ou onde estaríamos se tivéssemos feito outras escolhas, Ana Maria diz: “Tenho certeza que não faria outra escolha, mesmo vendo depois de tanto tempo tenho minha consciência em paz e a certeza de que aquele era o melhor caminho no contexto da época”. 

Embora  o período relatado no livro seja bastante sombrio e pouco debatido abertamente, os livros têm sido o melhor meio para que histórias como essa se perpetuem. E livros de memórias, que trazem tudo tão vívido e detalhado, se tornam ainda mais importantes. Nunca será fácil, imagino, falar ou relembrar momentos como esses, mas é de extrema importância essa coragem de expor e falar sobre uma parte da nossa história que muitos ou tentam abafar ou até enaltecer. 

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Para pautas e sugestões:  [email protected]

Fonte: IG GENTE

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Atores de ‘Pantanal’ analisam triângulo amoroso

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Tibério, Muda e Levi de 'Pantanal'
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Tibério, Muda e Levi de ‘Pantanal’


De um lado, o homem de perfil protetor, amoroso, íntegro e sereno. Do outro, o tipo meio cafajeste, de pegada forte e bela estampa, exalando sensualidade. Muda (Bella Campos) cativou Tibério (Guito) desde a primeira troca de olhares entre os dois, quando ela só tinha a companhia de Juma (Alanis Guillen). Agora, como ajudante de Filó (Dira Paes) na fazenda, a “amiga da onça” desperta os instintos mais selvagens em Levi (Leandro Lima), que ela vai beijar no capítulo de hoje de “Pantanal”. Esse triângulo amoroso promete!

— Levi desperta o desejo físico na Rute (nome original de Muda), o fogo, o tesão. Na primeira vez em que eles se viram na tapera, se comeram com os olhos (já o flerte na roda de viola foi gravado, mas não chegou a ir ao ar). Mas ela só quer dar uns pegas no Levi, não quer transar com ele. E na cabeça de homem machista dele, não faz sentido ela só querer beijar. Por outro lado, Muda tem respeito por Tibério, que a levou para a fazenda. Minha personagem não é 100% mau-caráter (risos). Mesmo quase chegando às vias de fato com Levi, ela se preocupa de Tibério ver e ficar triste — enfatiza Bella.


Embora o chefe dos peões já esteja atento com o fura-olho, quem dá o primeiro flagra em Muda com Levi é Filó, que chama a atenção da pupila, mandando que ela se decida entre um ou outro. O bigodudo percebe que a moça está diferente depois de ele ter declarado o seu amor, e ela o rechaça mais uma vez.

— Todo mundo na vida tem o cara gente boa, que faz de tudo por você, carrega no colo… Mas você quer mesmo o outro, que não é tão legal, né (risos)? Tibério é o homem perfeito pra ela, mas ela quer Levi, que não presta — observa a atriz, que, atualmente solteira, conta que já passou por situação parecida com a da ficção: — É complexo se deixar seduzir por dois ao mesmo tempo. Eu, no fim das contas, não escolhi ninguém. Quando começa confuso, é melhor nem ir adiante (risos).

O mineiro Guito levanta a moral de Tibério, papel que defende e com o qual diz se identificar.

— É um homem de caráter, cuja palavra vale mais do que qualquer coisa. Por ser sem família, percorreu o mundo sozinho. E desenvolve um misto de curiosidade e encantamento pela beleza de Muda, a menina que surgiu do nada — analisa o violeiro, de 37 anos, que ganhou o status de galã logo em sua estreia como ator, mas coloca o bom humor à frente de qualquer vaidade: — Muda não é muda nem cega. Leandro é o cara mais bonito que eu já vi de perto.

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Cega a moça está mesmo é de raiva, para vingar a morte do pai. Muda revela a Levi o que a motivou a chegar até o Pantanal e passa a ter nele um cúmplice. Essa relação, tóxica de ambas as partes — com ele a assediando sexualmente e ela o manipulando para conseguir o que quer — , promete despertar um debate junto aos telespectadores.

— Essa trama vem para alertar sobre comportamentos abusivos. Uma relação, quando começa assim, raramente se converte em algo saudável. Sinto que existe uma identificação de caráter entre Levi e Muda, que transcende o lado sexual. Talvez ele a instigue a querer “domá-lo”, há um mistério que quer desvendar, já que ela guarda os seus segredos — opina Leandro Lima, de 40 anos, cujo personagem será devorado por piranhas mais adiante na história, deixando o caminho livre para Tibério se acertar com Rute, como na primeira versão da novela em 1990.


Fonte: IG GENTE

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