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Veja antes e depois de Paulo Cupertino após três anos

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Paulo Cupertino é preso em São Paulo
Divulgação: Polícia Civil – 16/05/2022

Paulo Cupertino é preso em São Paulo

Preso nesta segunda-feira após quase três anos de fuga , Paulo Cupertino — acusado de assassinar o ator Rafael Miguel e os pais dele — tinha o rosto mais estreito e uma barba maior do que a registrada em possíveis disfarces previstos pela Polícia Civil de São Paulo logo após o crime. A aparência atual também é bem diferente da foto de um documento falso usado por Cupertino após a fuga, em que aparecia com barba e cabelos brancos.

Antes de Depois: Imagens de Paulo Cupertino, acusado de assassinar o ator Rafael Miguel
Reprodução – 17.05.2022

Antes de Depois: Imagens de Paulo Cupertino, acusado de assassinar o ator Rafael Miguel

Em junho de 2019, peritos do Laboratório de Arte Forense da Polícia Civil de São Paulo usaram uma foto verdadeira do foragido da Justiça para incluir boné, óculos, barba, cabelo e até deixar o suspeito careca. Cupertino tinha o rosto mais largo e os pelos da face mais curtos e claros. Tratava-se apenas de uma previsão, já que o criminoso poderia fazer inúmeras mudanças no rosto. Ao ser preso, tinha uma barba preta grande apenas no centro do rosto e o cabelo mais curto, na mesma cor.

Polícia Civil de São Paulo divulgou em 2019 possíveis disfarces que poderiam ser usados por Paulo Cupertino após a fuga
Divulgação/Polícia Civil – 17.05.2022

Polícia Civil de São Paulo divulgou em 2019 possíveis disfarces que poderiam ser usados por Paulo Cupertino após a fuga

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Cupertino parecia “feliz” ao ser conduzido por policiais da 6ª Seccional ao 98º DP, no Jardim Miriam , na Zona Sul da capital paulista, conforme descreveu a delegada Ivalda Aleixo a jornalistas na manhã desta terça-feira. Cupertino ainda passará por audiência de custódia.

“Ele estava empolgado. Primeiro que parece que ele estava feliz naquele monte de gente lá”, disse Aleixo, acrescentando que Cupertino afirmou, informalmente, que “vai provar” que é “inocente”.

Relembre o caso

Investigadores apontam que o Cupertino assassinou em Rafael, que tinha 22 anos, e nos pais do ator: João Alcisio Miguel, de 52, e a mãe Miriam Selma Miguel, 50, porque não aceitava o namoro de Isabela Tibcherani, a sua filha de 18 anos à época, com o ator.

Conforme Vanessa Tibcherani de Camargo, mãe de Isabela, na manhã do dia 9 de junho de 2019, Cupertino teria perguntado pela filha, que não estava em casa. Ela tentou, então, contato com Isabela e, como não teve retorno, ligou para Rafael.

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Quem atendeu foi a mãe do ator, Miriam, dizendo que o jovem havia saído, esquecido o telefone em casa e que teria provavelmente ido se encontrar com Isabela. Pouco tempo depois, segundo o depoimento de Vanessa, ela recebeu um retorno de Miriam, dizendo que ela estava indo a sua casa com o marido, João, Rafael e Isabela, para conversar sobre o relacionamento dos jovens. Quando a família chegou ao local, Miriam teria batido à porta sendo recebida pelo próprio Cupertino. Ela, então, questionou se ele seria o pai de Isabela e pediu para entrar, fechando o portão em seguida. Ainda segundo Vanessa, Miriam queria conversar, mas o comerciante sacou uma arma e efetuou vários disparos contra Rafael e seus pais. Os três morreram no local. Vídeos gravados por câmeras de segurança mostram o momento em que ele atira 13 vezes contra as vítimas.

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Dom e Bruno: PF descarta envolvimento de suspeito que se entregou

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Suspeito de participar de morte de Dom e Bruno se entregou em SP na quinta-feira
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Suspeito de participar de morte de Dom e Bruno se entregou em SP na quinta-feira

A Polícia Federal informou nesta sexta-feira que não há indícios de que Gabriel Pereira Dantas, que se entregou voluntariamente à Polícia Civil de São Paulo na última quinta-feira , tenha envolvimento nos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Philips. A informação é da Agência Brasil.

Ele afirmou ter participado das mortes e teve sua prisão temporária requerida pela Polícia Civil, mas a Justiça de Atalaia do Norte (AM), que está à frente do caso, indeferiu o pedido.

“Ainda na data de ontem, a referida pessoa foi encaminhada à sede da Polícia Federal em São Paulo para ser formalmente ouvida e prestar esclarecimentos sobre os fatos, mas optou por exercer seu direito constitucional de permanecer calado. Ele permanece em liberdade, tendo em vista que não há indícios de ter participado dos crimes ora em apuração, já que apresentou versão pouco crível e desconexa com os fatos até o momento apurados”, detalhou a PF, em nota à imprensa.

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Gabriel Pereira Dantas, de 26 anos, contou que viu quando os executores atiraram nas vítimas e que os ajudou a jogar os pertences delas no rio.

Ele alegou ter pilotado o barco usado pelos suspeitos no crime. No fim da tarde de quinta-feira, ele havia sido transferido para o 77º Distrito Policial para a Polícia Federal.


Bruno e Dom viajaram para o Vale do Javari, entre as cidades de Atalaia do Norte e Guajará, na tríplice fronteira Brasil, Peru e Colômbia, quando desapareceram no dia 5 de junho. A área possui 8,5 milhões de hectares demarcados, sendo a segunda maior terra indígena do país – a primeira é a Yanomami, com 9,4 milhões de hectares.

Segundo a Polícia Federal, a dupla foi perseguida por pescadores ilegais e assassinados. As vítimas teriam sido mortas a tiros e os corpos, esquartejados e enterrados. Três homens foram presos por suspeita de participação no crime:

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Dantas alegou à polícia que havia fugido do Amazonas e passado pelo estado do Pará e Mato Grosso, até finalmente chegar a São Paulo. Na nota, a PF afirma que as investigações do caso prosseguem.

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