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Vídeo: conselheiro investigado joga R$ 500 mil em cheques no lixo

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Reprodução YouTube

Conselheiro do Tribunal de Contas do Mato Grosso tentou jogar provas de corrupção no lixo, mas foi flagrado por policial federal

Um vídeo mostra Waldir Teis, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso, tentando se livrar de provas de corrupção.   Feitas pelas câmeras de segurança do prédio, as imagens mostram que Teis joga cheques no lixo e, em seguida, é pego no flagra por um policial federal.

Teis desceu 16 andares de escada e foi seguido pelo agente da PF. O conselheiro foi preso nesta semana por tentar prejudicar trabalho da polícia, em Cuiabá.

Os cheques correspondiam a valor de quase R$ 500 mil. No momento do flagra, a Polícia Federal cumpria mandados de busca e apreensão no escritório de Teis durante a  Operação Gerion, no dia 17 de junho.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Teis é investigado por corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro, tendo sido denunciado pela conduta que levou à prisão preventiva no dia 1º de julho.

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O vídeo mostra Teis descendo 16 andares correndo enquanto os policiais atuavam no local. A fuga é percebida por um agente da PF, que segue Teis pela escada. Chegando ao térreo, o conselheiro tira os cheques do bolso e os joga no lixo. O policial o flagra e Teis é surpreendido. O agente federal abre a lixeira e tira fotos – tanto dos cheques no lixo, quanto do conselheiro.

Teis tentou destruir cheques assinados em branco e canhotos de cheques ao jogá-los no lixo, segundo o MPF. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal identificaram que os cheques são de empresas ligadas à organização criminosa da qual o conselheiro é suspeito de integrar. Esses canhotos dos cheques somam mais de R$ 450 mil.

Além da condenação pela infração de embaraço à investigação, o MPF requer a indenização por danos morais coletivos, no valor de R$ 3 milhões, e a prorrogação do afastamento do conselheiro até o trânsito em julgado da denúncia.

Defesa do conselheiro

O advogado disse que Teis se apresentou à polícia e que pensa em medidas para a liberação dele. O conselheiro está preso no Centro de Custódia de Cuiabá.

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O advogado afirma que Teis tentou esconder os cheques e que a atitude foi impensada. “Havia justificativas para aqueles cheques e já foram explicados à Polícia Federal. Ele queria mesmo é preservar seus familiares que estavam sofrendo por conta de todas as acusações e seu afastamento do TCE”, disse o advogado.

Segundo o MPF, quando o conselheiro notou que os policiais se concentravam em uma segunda sala, Teis pegou uma série de talões de cheques com valores milionários e outras folhas assinadas sem preenchimento de valor.

Corrupção

A operação investiga desde 2013 a prática de crimes de corrupção, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e organização criminosa por conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.

Waldir Teis e outros quatro conselheiros do Tribunal de Mato Grosso – Antonio Joaquim, José Carlos Novelli, Sérgio Ricardo e Valter Albano – estão afastados das funções há 3 anos, após delação do ex-governador Silval Barbosa, que detalhou pagamento de propina aos membros da Corte.

Barbosa disse que os conselheiros exigiram propina para não prejudicarem o andamento das obras da Copa do Mundo, no estado, e disse ter pago R$ 53 milhões.

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MEC corta R$ 619 milhões de colégios e universidades federais

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Universidade Federal de Alagoas
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Universidade Federal de Alagoas

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) anunciaram nesta sexta-feira que as instituições federais de ensino perderam, juntas, mais de R$ 600 milhões do orçamento discriminado em junho.

As universidades federais tiveram um corte de R$ 217 milhões na última sexta-feira (24) e R$ 220 milhões no começo do mês. Metade desse dinheiro, segundo a Andifes, foi remanejado para o Programa de Garantia de Atividade Agropecuária. Já os colégios da rede federal perderam R$ 92 milhões agora e outros R$ 92 milhões no começo do mês. Juntos, os cortes somam R$ 619 milhões.


O Proagro é um programa do governo federal que garante o pagamento de financiamentos rurais de custeio agrícola quando a lavoura amparada tiver sua receita reduzida por causa de eventos climáticos ou pragas e doenças sem controle. Ele tem como foco principalmente os pequenos e os médios produtores, mas pode ser utilizado por todos dentro do limite de cobertura.

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“Nestas portarias, os valores das emendas do relator do orçamento, da rubrica RP9 (o chamado ‘orçamento secreto’), que somam aproximadamente R$ 17,2 milhões, não foram afetadas por nenhum remanejamento”, observa a Andifes, em nota.

Com isso, todo o orçamento das instituições que estavam bloqueados não serão recuperados. Isso significa que eles tiveram outras destinações e o contingenciamento virou, de fato, um corte.

O orçamento discriminado é aquele no qual o governo federal consegue cortar porque não são gastos obrigatórios — como salários e aposentadorias. No entanto, essa verba é fundamental para o funcionamento das universidades. É com ela que se paga contas de água, luz, segurança e manutenção, além de investimentos em pesquisa, bolsas e auxílios a estudantes carentes.

“Foram retirados recursos que impactam em todas as nossas ações. A manutenção das nossas escolas, a realização de atividades de pesquisa, de ensino, de extensão, de assistência estudantil que garanta a permanência e êxito dos nossos estudantes”, afirma Cláudio Alex Jorge da Rocha, presidente do Conif e reitor do IFPA.

Atualmente, são 618 campi de colégios federais espalhados pelo país, e inclui institutos federais (que possuem educação básica e superior), Cefets, escolas técnicas de ensino profissionalizante e os colégios Pedro II, no Rio.

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Em 2015, o orçamento para os gastos discricionários era o dobro de 2021. Com isso, além das contas básicas, também ficam prejudicadas as compras de materiais para pesquisa, manutenção dos prédios e o pagamento de bolsas que garantem a permanência dos estudantes pobres.

O orçamento de assistência estudantil, que chegou a ser de R$ 1 bi em 2014, caiu para R$ 460 milhões em 2021. Enquanto isso, o número de estudantes mais do que dobrou: passou de 373 mil para 819 mil. Já a Andifes sinalizou, em nota, que se reuniu com representantes do MEC e foram informados dos detalhes técnicos da decisão tomada pela equipe econômica do governo.

“Os diretores da Andifes, inclusive fazendo menção a vários dos debates ocorridos na sessão do conselho pleno desta quinta-feira (23), deixaram clara a gravidade da situação e a inviabilidade do funcionamento das instituições sem a recomposição dos orçamentos. Novos movimentos e ações da Andifes em face desse gravíssimo deslocamento de recursos da educação pública superior serão em breve noticiados”, informou o grupo.

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