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Escola do Legislativo da ALMT abre inscrições para a Educação de Jovens e Adultos

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As inscrições para a turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA) ofertada pela Escola do Legislativo já estão abertas. O exame certificador do EJA é um programa do Governo de Mato Grosso que visa oferecer à população a oportunidade de concluir o Ensino Fundamental e Médio.

A EJA na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) teve início com o propósito de atender servidores da Casa e o trabalho se expandiu, atendendo a comunidade. O programa é realizado há três anos, em parceria com a Escola Estadual Cesário Neto. Na Escola do Legislativo são atendidas turmas de Ensino Médio, com os mesmos componentes curriculares da Cesário Neto.

Bianca Carvalho, gerente pedagógica da Escola do Legislativo disse que as vagas variam de acordo com a capacidade da sala de aula. “Em média são 45 vagas disponíveis por curso, e as inscrições são feitas através do site da Escola do Legislativo (clique aqui). Os requisitos para se inscrever é fazer a identificação, e incluir um documento na hora de realizar a inscrição. A cada 6 meses o aluno conclui uma série”, afirmou Bianca.

A coordenadora da EJA na ALMT, Telma Campos, diz que a procura tem sido surpreendente, em média 40 alunos por sala e o perfil desses estudantes é bastante diverso.

“Temos diferentes perfis de alunos, mas geralmente são pessoas que, por algumas razões não concluíram a educação básica na idade regular. Na sua maioria são trabalhadores e adultos com jornada dupla, alunos que precisam conciliar os estudos com o trabalho e a família, o que torna a flexibilidade um fator essencial”, explicou Telma.

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A coordenadora do EJA disse ainda que, alguns jovens abandonam a escola e retornam à sala de aula depois de terem deixado os estudos por dificuldades pessoais, financeiras ou desinteresse na escola tradicional.

“Muitos alunos são responsáveis pelo sustento da casa e buscam a EJA para melhorar suas oportunidades profissionais e dar um bom exemplo para os filhos, além dos idosos em busca de realização pessoal. As pessoas mais velhas voltam a estudar para realizar o sonho de concluir os estudos e se sentirem mais integradas à sociedade. Esse público tem em comum a determinação e o desejo de superação, tornando a EJA um espaço de transformação e novas oportunidades”, disse Telma.

Exemplo – Prestes a completar 65 anos de idade, sr. José Jerônimo da Silva concluiu o ensino médio em dezembro de 2024. Copeiro da ALMT há 2 anos, ele é um dos alunos que formou no ensino médio da EJA, promovido pela ALMT.

Nascido na “roça”, sr. José não teve a oportunidade de estudar. Depois de mais de mais 40 anos sem entrar em uma sala de aula, o copeiro afirma que viu na EJA oportunidade de fazer o ensino médio.

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“Não foi fácil, tive que ter muita coragem e determinação para enfrentar a sala de aula após 8 horas de trabalho, mas a recompensa veio. Recebi o diploma, e em seguida a nova empresa terceirizada que assumiu o contrato na ALMT exigiu que os copeiros tivessem o ensino médio. Então, graças a meu esforço estou empregado. Agradeço a Telma (coordenadora da EJA) e todos os professores que me ajudaram a chegar até aqui”, agradeceu.

Telma Campos explica que sr José é um exemplo de muitos alunos que retornam à escola buscando melhores oportunidades de trabalho. Com a certificação, eles conseguem concorrer a vagas que antes não estavam disponíveis, ter acesso a promoções ou até mesmo iniciar um novo caminho profissional.

“A EJA não é apenas um caminho para o diploma, mas uma porta para novas oportunidades e para a transformação de vidas”, conclui Telma.

Oportunidade – A Escola do Legislativo também está com inscrições abertas para outros cursos presenciais: Constelação Familiar, Clube de leitura em espanhol, espanhol iniciante, inglês conversação, italiano, ortografia, redação oficial, redação para Enem e Teatro Pedagógico. Se interessou? Acesse o site https://www.al.mt.gov.br/institucional/escola-legislativo.

Fonte: ALMT – MT

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Comissão Especial da ALMT reúne lideranças religiosas e autoridades para ampliar proteção às mulheres

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A proteção às mulheres vítimas de violência depende da atuação integrada de diferentes setores da sociedade. Com esse propósito, a Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (8), sua 4ª reunião de trabalho, reunindo representantes das igrejas, do governo, das forças de segurança e do Poder Legislativo para debater o papel das lideranças religiosas no acolhimento, na orientação e no encaminhamento de mulheres em situação de violência.

A reunião foi presidida pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL) e contou com a relatoria do deputado estadual Carlos Avallone (PSDB). Participaram do debate o padre Pedro Faustino, o pastor Gutto Martins Neves, a delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Doméstica do Estado de Mato Grosso, a tenente-coronel Ludmila Eickhoff, coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar de Mato Grosso, e a vereadora Maria Avallone (PSDB), procuradora especial da mulher da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de Cuiabá (PEM).

Na abertura dos trabalhos, Carlos Avallone apresentou as ações desenvolvidas pela Procuradoria Especial da Mulher da ALMT, destacando a ampliação da rede de proteção às mulheres em Mato Grosso. Segundo ele, já foram implantadas 46 Procuradorias da Mulher nos municípios e outras oito estão em processo de implantação. O parlamentar também apresentou os resultados da Rota do Respeito 2026, projeto voltado à educação, conscientização e prevenção das violências contra mulheres e meninas, que já alcançou mais de duas mil mulheres em oito municípios do estado.

“Estamos chegando à fase final da comissão. O relatório será construído com a contribuição de todas as pessoas que ouvimos ao longo dessas reuniões para que possamos consolidar propostas que auxiliem no enfrentamento à violência contra as mulheres”, afirmou Avallone.

A coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar, tenente-coronel Ludmila Eickhoff destacou que o enfrentamento à violência doméstica exige informação, prevenção e mudança cultural.

Ela explicou que a corporação está ampliando as capacitações dos policiais e desenvolvendo uma nova estratégia de acompanhamento dos agressores. A iniciativa inclui visitas realizadas por equipes especializadas da PM para orientar homens que receberam medidas protetivas.

“Muitas vezes o agressor recebe a medida protetiva por aplicativo e sequer compreende o que ela significa. Estamos realizando visitas para explicar as consequências do descumprimento da medida e também mostrar quais são os caminhos legais que ele pode seguir, sem procurar a vítima”, explicou.

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Ludmila ressaltou ainda que o combate à violência não pode ser direcionado apenas às mulheres. “Precisamos parar de falar somente com as mulheres. Temos que falar com os homens também. Muitos não se identificam como agressores porque entendem que são trabalhadores, pais de família e provedores. Precisamos mostrar que ser trabalhador não autoriza ninguém a ser violento”, afirmou.

A comandante destacou que a PM realizou centenas de palestras educativas nos últimos anos, alcançando milhares de pessoas, inclusive em igrejas e comunidades religiosas.

Durante o debate, Cattani reforçou a importância de envolver os homens nas estratégias de prevenção. “O homem não é um agressor em potencial. O homem é um protetor em potencial. Precisamos chamar os homens para essa discussão. Se transformarmos homens e mulheres em adversários, não vamos resolver o problema”, afirmou.

O parlamentar também defendeu que a violência seja tratada como um problema social amplo. “Temos que combater a violência em todas as suas formas. O foco precisa estar na violência e não em criar divisões entre homens e mulheres”, disse.

Representando a Igreja Católica, o padre Pedro Faustino abordou o tema sob uma perspectiva teológica e histórica, defendendo que o respeito à mulher está diretamente ligado ao reconhecimento da dignidade humana.

Segundo ele, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada em nenhuma circunstância.

“O fundamento do respeito ao outro não é apenas a lei humana. É reconhecer que cada pessoa carrega a imagem de Deus. Quem agride uma mulher agride essa dignidade”, afirmou.

Questionado sobre como a Igreja orienta mulheres vítimas de violência, o sacerdote foi enfático. “Procure a polícia. Denuncie. Não normalize a violência. Não normalize o pecado e nem a ofensa contra você mesma. A Igreja orienta que a mulher saia dessa situação e busque proteção”, declarou.

Padre Pedro explicou ainda que a Igreja possui pastorais, grupos de acolhimento e redes de apoio que auxiliam mulheres em situação de vulnerabilidade, trabalhando pela recuperação da dignidade e da autoestima das vítimas.

O pastor Gutto Martins Neves afirmou que as igrejas evangélicas evoluíram na forma de lidar com casos de violência doméstica e que atualmente o posicionamento é de respeito às leis e proteção às vítimas.

“Hoje a orientação é totalmente diferente do passado. A violência deve ser tratada dentro da legislação. A lei existe para ser aplicada e precisa ser respeitada”, afirmou.

O pastor destacou que a violência contra a mulher está relacionada a uma crise de valores e princípios dentro da sociedade. “Vivemos uma sociedade que deixou de funcionar em muitos aspectos. Precisamos recuperar valores como respeito, honra e responsabilidade. Esses princípios são fundamentais para a construção de relações saudáveis”, disse.

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Segundo ele, as igrejas têm orientado mulheres vítimas de violência a buscarem proteção legal e apoio institucional sempre que necessário.

A delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Doméstica do Estado de Mato Grosso, criado pelo governo estadual, destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher depende da integração entre diferentes órgãos e instituições.

“Essa união entre governo do estado, Assembleia Legislativa, forças de segurança, sociedade civil e demais poderes é o que vai fazer a diferença. Nenhuma instituição consegue resolver esse problema sozinha”, afirmou.

Gilberto Cattani avaliou que a participação das lideranças religiosas trouxe uma contribuição importante para os trabalhos da comissão. “Recebemos muitas mensagens da sociedade pedindo que ouvíssemos as igrejas. Ficamos muito satisfeitos porque tanto a comunidade evangélica quanto a Igreja Católica demonstraram que estão atentas ao problema e atuando na defesa das mulheres”, afirmou.

Segundo o presidente da comissão, os debates realizados ao longo das quatro reuniões serão incorporados ao relatório final.

“Essa contribuição será fundamental. Entendemos que o relatório deve registrar que as religiões estão fazendo seu trabalho em defesa das mulheres, para que possamos criar políticas públicas que fortaleçam ainda mais essas iniciativas”, destacou.

Em entrevista após a reunião, Avallone elogiou as contribuições apresentadas pelas lideranças religiosas.

“Fiquei muito tocado pelas falas do padre Pedro e do pastor Gutto. Eles mostraram que a violência não é apenas uma questão legal, mas também humana e espiritual. Quando você agride uma mulher, uma criança, um idoso ou qualquer ser humano, está agredindo a própria dignidade da pessoa. Isso nos faz refletir de forma muito profunda sobre o tema”, concluiu Avallone.

A próxima reunião marcará o encerramento dos trabalhos da Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher. O relatório final, elaborado pelo relator Carlos Avallone, será submetido à votação do colegiado e, posteriormente, encaminhado à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e ao Plenário da Casa para conhecimento dos parlamentares e formulação de futuras políticas públicas voltadas à proteção das mulheres mato-grossenses.

Fonte: ALMT – MT

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