Cuiabá

Paula Calil comemora avanços na atualização da Lei do Silêncio em Cuiabá

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Nathany Gomes – assessoria Vereadora Paula Calil&nbsp

A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), comemorou os avanços nas discussões sobre a atualização da Lei nº 3.819/99, popularmente conhecida como Lei do Silêncio. O debate tem ganhado força e recebido apoio de representantes do setor de entretenimento, que reconheceram a sensibilidade dos gestores públicos envolvidos no processo.
Um dos depoimentos que evidenciam esse reconhecimento é o do empresário Lademir Satter, proprietário da empresa Lade Sound Stage Tech, sediada na capital. Ele agradeceu à vereadora Paula Calil e ao deputado estadual Faissal Calil (Cidadania), que também atua como um dos líderes do movimento de atualização da norma.
“Para nós, esse avanço é muito importante. Queremos trabalhar de forma legal, sem infringir a legislação e com respeito a todos, principalmente à sociedade, contribuindo também para o fortalecimento da economia. Os tempos mudaram, e a lei precisa acompanhar essas mudanças. Agradeço à vereadora e ao deputado por estarem conosco”, declarou Lade.
Na semana passada, a Câmara Municipal recebeu representantes dos setores de bares, restaurantes e casas noturnas de Cuiabá para debater a reorganização do segmento e a redefinição dos limites sonoros permitidos, com foco em uma fiscalização mais justa e eficiente. O prefeito Abílio Brunini (PL) também participou do encontro, demonstrando o comprometimento do Executivo com o tema. A nova proposta normativa deverá ser enviada ao Legislativo ainda nesta semana.
Paula destacou a importância da participação ativa dos empreendedores em todas as fases do processo, com o objetivo de construir uma proposta que promova geração de emprego e renda, além de garantir harmonia com a população.
“A lei em vigor tem mais de 25 anos e não acompanha as transformações que vivemos hoje. Políticas públicas se constroem com diálogo e entendimento coletivo. Quando eu e o deputado Faissal fomos procurados, ainda no ano passado, decidimos abraçar essa causa. Hoje, colhemos os frutos desse esforço conjunto. Muito mais que fiscalizar, queremos promover educação e equilíbrio”, afirmou a parlamentar.
Faissal Calil, que também tem atuado ativamente nas discussões sobre a modernização da Lei do Silêncio, reforçou a importância do diálogo entre o poder público, a sociedade civil e o setor de entretenimento. Segundo ele, o objetivo é construir uma legislação equilibrada, que respeite o direito ao sossego sem sufocar a atividade econômica e cultural da capital mato-grossense. Para o parlamentar, a atualização da norma é essencial para garantir segurança jurídica e promover o desenvolvimento sustentável da cidade.
“Atualizar a Lei do Silêncio é uma necessidade urgente diante das mudanças sociais, culturais e econômicas que vivemos nas últimas décadas. Nosso papel, como agentes públicos, é justamente o de ouvir a população, dialogar com os setores produtivos e buscar soluções equilibradas que respeitem o direito ao descanso, equilibrando-o com o fomento à cultura, ao lazer e à economia criativa. Desde o início desse processo, temos trabalhado ao lado da vereadora Paula Calil, que tem conduzido esse debate com muita responsabilidade e sensibilidade. Nosso compromisso é construir uma legislação moderna, justa e aplicável, que traga segurança jurídica para os empreendedores e tranquilidade para os moradores”, afirmou Faissal.
Nesta terça-feira (17), será realizada uma audiência pública no Plenário de Deliberações da Câmara, com a presença de representantes do setor e da sociedade civil. O objetivo é reforçar a participação popular e promover um amplo entendimento sobre o tema. A nova proposta busca atender às demandas da comunidade e do setor produtivo, equilibrando o direito ao silêncio com o incentivo ao lazer e à valorização da tradição cultural.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Prefeitura aplica R$ 37,6 mil em multas e inicia limpeza em condomínio abandonado

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A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade, nesta segunda-feira (8), à Operação Escudo Urbano, que interditou preventivamente um condomínio de casas abandonadas localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada envolveu a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Defesa Civil, a Vigilância em Saúde Ambiental, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e a Energisa Mato Grosso.

Durante a fiscalização, foram lavrados autos de infração que somam R$ 37,6 mil em razão das irregularidades encontradas no imóvel. As equipes também iniciaram os serviços de limpeza e remoção de resíduos acumulados no local. Os custos das intervenções serão cobrados dos proprietários do condomínio.

A Energisa Mato Grosso realizou a retirada de cabos e fiações em desuso, além do desligamento de pontos de energia existentes nas edificações, como medida de segurança e para eliminar riscos decorrentes do abandono do empreendimento.

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, explicou que a ação foi motivada pelas condições críticas encontradas no condomínio e pelos riscos à saúde pública e à segurança da população. “Trata-se de um imóvel cuja estrutura está bastante comprometida. A Defesa Civil já havia elaborado um laudo anterior condenando a edificação e, agora, com o acesso ao condomínio, constatamos que a situação é ainda mais urgente. Encontramos focos e condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, além da presença de morcegos, pombos e escorpiões. Estamos atuando no momento adequado para evitar que o local se transforme em um problema ainda maior para a saúde pública”, afirmou.

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A secretária reforçou que a responsabilidade pela conservação do imóvel é dos proprietários. “Estamos promovendo a limpeza e adotando medidas emergenciais para proteger a população. No entanto, trata-se de uma propriedade privada, e o dever de manutenção é dos proprietários, que serão responsabilizados pelos custos de toda essa operação. Também vamos encaminhar o caso à Procuradoria-Geral do Município para avaliação de medidas judiciais, porque ações pontuais não resolvem definitivamente o problema se não houver manutenção contínua”, acrescentou.

O diretor da Defesa Civil, capitão do CBMMT Marcelo Cerqueira, informou que o primeiro relatório técnico sobre o condomínio foi elaborado em dezembro de 2025. Na ocasião, as equipes não conseguiram acessar o interior do imóvel porque o local estava fechado. “Agora conseguimos entrar e verificamos uma situação preocupante. O condomínio possui 30 imóveis, e vários deles apresentam estruturas avariadas, além de grande acúmulo de lixo. A Limpurb já iniciou uma intervenção para melhorar as condições do ambiente, e vamos concluir o relatório técnico para subsidiar as providências necessárias por parte dos órgãos competentes”, explicou.

A Vigilância em Saúde Ambiental também participou da operação para identificar fatores que favorecem a presença de vetores de doenças e animais sinantrópicos. Segundo o biólogo Jesse Martins, a principal medida recomendada para o local é o manejo ambiental. “O controle químico não é indicado para esse tipo de situação. O mais eficaz é a eliminação dos abrigos e focos que favorecem a permanência desses animais. Encontramos vestígios de morcegos e também algumas larvas, que serão encaminhadas para análise laboratorial e identificação”, informou.

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Durante a vistoria, a Secretaria Municipal de Ordem Pública lavrou dois autos de infração com base na Lei Complementar nº 589/2025. O primeiro, no valor de R$ 10,4 mil, foi aplicado por lote não limpo, existência de criadouros de vetores e abandono do imóvel, com prazo de 30 dias para regularização. Já o segundo auto de infração, no valor de R$ 27,2 mil, foi emitido em razão da existência de criadouros de vetores, abandono do imóvel, risco estrutural grave e utilização do espaço de forma a gerar insegurança pública. Nesse caso, o prazo concedido para regularização é de 90 dias.

Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal de sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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