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Comissão Nacional de Segurança Química atualiza lista de substâncias químicas presentes em plásticos

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A Comissão Nacional de Segurança Química (Conasq), coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), atualizou, no início deste mês, a lista de substâncias químicas presentes em plásticos que estão reguladas no Brasil. Com abrangência de 579 elementos, a relação está disponível para consulta aqui.

O trabalho de revisão foi realizado de maio a julho deste ano, no âmbito do Grupo de Trabalho Temporário (GTT) Substâncias Químicas em Plásticos, que incorporou resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e portarias do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). O debate considerou ainda demandas discutidas internacionalmente que foram sinalizadas pelo Ministério das Relações Exteriores. A iniciativa resultou na inclusão de 15 novas substâncias.

O secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental (SQA) do MMA, Adalberto Maluf, destacou a importância da gestão ambientalmente adequada de substâncias químicas para proteger a saúde humana e o meio ambiente. “Trata-se de um avanço não apenas para as negociações internacionais, mas também para a sociedade, que passa a ter mais clareza sobre o que está presente nos plásticos que circulam no mercado nacional”, afirmou.

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Recriada em 2023, a Conasq é composta por 31 membros, entre representantes do governo, organizações da sociedade civil, indústria, comunidade acadêmico-científica e entidades de classe. 

A lista traz informações a partir de cinco grupos de identificação das substâncias, são eles: o número CAS (Chemical Abstracts Service), que é o identificador numérico único atribuído a cada substância química; o nome Iupac (União Internacional de Química Pura e Aplicada), relativo ao sistema que padroniza a nomeação de compostos químicos; e o nome PubChem, um banco de dados que reúne moléculas químicas; além do quesito “listas”, que indica a origem da regulamentação na Anvisa ou no Inmetro; e “regulações”, que apresenta o detalhamento normativo, informando em qual regulação específica a substância está listada.

Tratado global para combater a poluição de plásticos

A atualização dos elementos apoia também as negociações da delegação brasileira durante a segunda parte da quinta sessão do Comitê Intergovernamental de Negociação (ICN, na sigla em inglês). Realizado em Genebra, de 5 a 14 de agosto, o encontro debate a implementação de um tratado global sobre o tema, inclusive no ambiente marinho. Por esse motivo, além do secretário Adalberto Maluf, a delegação também é composta por representante da Secretaria Nacional de Mudança do Clima do MMA.

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“A atualização é uma ferramenta fundamental para facilitar a atuação do corpo diplomático brasileiro nas negociações internacionais, além de garantir a soberania nacional no processo de construção de um tratado global sobre poluição plástica”, destacou a diretora de Qualidade Ambiental da SQA e coordenadora do GTT, Thaianne Resende.

A primeira parte da sessão ocorreu em Busan, na Coreia do Sul, em novembro de 2024.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Uva Merlot de Monte Belo do Sul conquista prêmios internacionais e reforça excelência da vitivinicultura da Serra Gaúcha

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A uva Merlot, uma das castas mais emblemáticas da vitivinicultura mundial, tem consolidado no Brasil um desempenho de alto nível, especialmente na região de Monte Belo do Sul (RS), na Serra Gaúcha. O município, reconhecido como o maior produtor per capita de uvas viníferas da América Latina, vem ampliando sua presença no cenário nacional e internacional por meio da qualidade crescente de seus vinhos premiados.

Originária de Bordeaux, na França, a variedade encontrou no Sul do Brasil condições ideais de adaptação, tornando-se uma das principais bases da produção de vinhos finos nacionais. No país, a Merlot se destaca pelo equilíbrio entre fruta, acidez, maciez de taninos e potencial de guarda, atributos que contribuíram para sua consolidação como uma das castas mais importantes do setor.

Monte Belo do Sul se consolida como terroir de excelência para a Merlot

A adaptação da Merlot em Monte Belo do Sul está diretamente ligada às condições naturais da região. O município integra a Indicação de Procedência Monte Belo e parte da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, reunindo fatores como altitude, boa drenagem do solo e elevada amplitude térmica, que favorecem a maturação lenta e equilibrada das uvas.

Essas características são fundamentais para a qualidade da variedade, que é sensível ao excesso de umidade e ao vigor vegetativo, especialmente no período próximo à colheita. Em regiões com alta incidência de chuvas, a uva pode perder concentração e comprometer a maturação fenólica, o que reforça a importância de terroirs bem estruturados.

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Casa Marques Pereira se destaca com vinhos premiados

Nesse cenário, a vinícola Casa Marques Pereira vem ganhando destaque no mercado nacional e em premiações do setor. Localizada na propriedade Quinta da Orada, no coração da Indicação de Procedência Monte Belo, a área conta com 15 hectares de vinhedos situados entre 466 e 543 metros de altitude.

O relevo da região favorece a produção de uvas de alta qualidade, com encostas bem definidas, solos pedregosos e constante circulação de ar, fatores que contribuem para melhor drenagem e redução da umidade nos vinhedos.

Segundo o vinhateiro e proprietário da vinícola, Felipe Marques Pereira, as características do solo e do clima são determinantes para o desempenho da Merlot na região.

“O solo basáltico e semi argiloso propicia melhor absorção de nutrientes e maior profundidade das raízes. Somado à altitude e à brisa constante, conseguimos conduzir o amadurecimento das uvas com alta qualidade e baixo risco climático”, afirma.

Microterroirs e condições climáticas favorecem alta concentração da uva

Um dos destaques da propriedade é a parcela conhecida como “Cru Jerivás”, localizada na parte mais elevada do vinhedo. A área apresenta maior exposição solar, ventilação constante e subsolo rico em minerais como ágatas, ametistas e cristais de quartzo, que afloram naturalmente no terreno.

Essas condições contribuem para a formação de microterroirs diferenciados, refletidos diretamente na concentração e complexidade das uvas produzidas.

A safra de 2026 reforçou esse potencial, com registros de até 27 °Brix em algumas parcelas, um nível considerado elevado para a maturação da Merlot no Brasil.

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Segundo especialistas, o resultado é consequência de um ciclo climático favorável, com inverno mais frio — essencial para a dormência das videiras — seguido por período de chuvas regulares na fase inicial e baixa precipitação durante a maturação, condição ideal para a sanidade e concentração das uvas.

Premiações reforçam qualidade dos vinhos da Serra Gaúcha

O reconhecimento da qualidade da Merlot de Monte Belo do Sul também vem sendo confirmado em concursos especializados. Na edição de 2026 da Grande Prova Vinhos do Brasil, uma das principais avaliações às cegas do país, a Casa Marques Pereira conquistou oito medalhas de ouro.

Entre os destaques está o rótulo Casa Marques Pereira Merlot Reserva 2022, premiado com medalha de ouro, reforçando o avanço técnico da produção local e o posicionamento da Serra Gaúcha como referência na produção de vinhos finos no Brasil.

Vitivinicultura brasileira avança com valorização de terroir e tecnologia

O desempenho da Merlot em Monte Belo do Sul evidencia a evolução da vitivinicultura brasileira, que vem combinando conhecimento técnico, manejo especializado e valorização do terroir para alcançar padrões cada vez mais elevados de qualidade.

Com resultados consistentes em safras recentes e crescente reconhecimento em premiações nacionais, a região reforça sua posição como um dos principais polos produtores de vinhos finos do país, ampliando a presença do Brasil no mercado vitivinícola de alta qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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