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Governo Federal anuncia medidas para proteger exportações brasileiras contra tarifaço dos EUA

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Nesta semana, o Governo Federal lançou o Plano Brasil Soberano, que prevê ações para reduzir o impacto das altas tarifas de importação adotadas pelos Estados Unidos. A iniciativa entrou em vigor por meio da Medida Provisória Nº 1.309, publicada no último dia 13 de agosto. 

Entre os afetados pelo chamado Tarifaço de Donald Trump, estão muitos aquicultores e pescadores que exportam pescado para o país norte-americano. Para o diretor do Departamento da Indústria do Pescado do Ministério da Pesca e Aquicultura, José Luís Ravagnani Vargas, “Isso pode trazer impacto em toda a cadeia produtiva, desde os pescadores até as empresas exportadoras”. 

José Luis citou o exemplo dos pescadores de lagosta, que não estão conseguindo escoar o pescado. “Temos mais de 3 mil barcos, em sua grande maioria pescadores artesanais, que vivem da pesca da lagosta. Se as empresas não tiverem como vender ou armazenar estes produtos os pescadores também serão afetados’, afirmou. 

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A cadeia produtiva do atum também já está sendo impactada. “Exportamos muito atum fresco aos EUA. A cadeia já foi afetada. Cerca de 300 embarcações têm autorização para pesca de atum e grande parte delas já foram desarmadas e estão paradas pois não tem onde escoar o produto”, destacou. 

Alívio para pescadores e aquicultores 

Entre as medidas anunciadas na Medida Provisória, está proteção ao crédito para exportação e armazenamento dos produtos. Para tanto, foram alocados R$ 30 bilhões para o Fundo de Garantia à Exportação (FGE), que oferece empréstimos com taxas acessíveis. Os créditos podem ser usados, inclusive, para pagar a armazenagem dos produtos. Além disso, as empresas contarão com a suspensão da cobrança de tributos de exportação e com uma maior restituição tributária federal.  

Outra ação é o reforço das compras públicas de produtos que antes seriam exportados. Assim, muitos alimentos, como no caso do pescado, serão adquiridos pelo governo para serem usados na merenda escolar, em hospitais e presídios federais, por exemplo. 

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É importante que cada empresa busque alternativas adequadas para suas necessidades. “As empresas pesqueiras afetadas podem procurar o MPA ou sua entidade representativa para acessar este socorro’, completou José Luis. 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Fertilizantes: queda de 32% na ureia não destrava compras e importações recuam no Brasil em 2026

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O mercado brasileiro de fertilizantes segue operando em ritmo lento em 2026. Mesmo com a expressiva queda nos preços da ureia nos últimos meses, os produtores rurais continuam adotando uma postura conservadora nas compras, refletindo a preocupação com a rentabilidade das lavouras e as incertezas do cenário internacional.

De acordo com análise da StoneX, as importações brasileiras das principais matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes totalizaram 14,6 milhões de toneladas no acumulado do ano, volume 5% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

O comportamento mais cauteloso dos compradores não é exclusivo do Brasil. Segundo a consultoria, a demanda global por fertilizantes perdeu força após a escalada dos preços provocada pelos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, que elevaram os custos dos insumos e deterioraram as relações de troca para os agricultores.

Queda da ureia não foi suficiente para estimular demanda

Apesar da forte correção nos preços internacionais da ureia, o mercado brasileiro ainda não apresentou reação significativa nas compras.

Desde o pico alcançado em meados de abril, as cotações da ureia acumularam retração de aproximadamente 32%, o equivalente a mais de US$ 250 por tonelada. Mesmo assim, os compradores permanecem seletivos e aguardam melhores oportunidades para avançar na formação de estoques.

Segundo a StoneX, a redução dos preços ainda não foi capaz de compensar totalmente o impacto dos custos elevados enfrentados pelos produtores ao longo dos últimos meses.

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A cautela reflete a preocupação com a rentabilidade das próximas safras, especialmente diante das oscilações dos preços agrícolas e dos custos de produção ainda elevados.

Mercado global também opera com demanda enfraquecida

A desaceleração nas compras de fertilizantes é observada em diversos mercados ao redor do mundo.

O aumento das tensões geopolíticas e os impactos sobre as cadeias globais de fornecimento contribuíram para elevar os preços dos insumos agrícolas no primeiro semestre. Como consequência, agricultores e distribuidores passaram a adotar estratégias mais defensivas, priorizando aquisições pontuais e reduzindo a exposição a novos aumentos de custos.

Esse comportamento tem limitado a recuperação da demanda, mesmo diante da recente acomodação dos preços internacionais.

Sulfato de amônio e TSP ganham espaço nas importações

Enquanto os fertilizantes nitrogenados enfrentam menor procura, outros produtos vêm registrando crescimento nas importações brasileiras.

Os volumes de sulfato de amônio e de superfosfato triplo (TSP) superaram os níveis observados no ano passado, indicando uma busca por alternativas mais competitivas diante das restrições de oferta e dos custos elevados no mercado global.

Os dados apontam que:

  • As importações de sulfato de amônio avançaram mais de 15% em relação a 2025;
  • As compras de TSP registraram crescimento de 47% no mesmo período.

O movimento demonstra que distribuidores e produtores têm ajustado suas estratégias de aquisição para reduzir custos e garantir o abastecimento dos nutrientes necessários às próximas safras.

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Segundo semestre pode trazer retomada das compras

Apesar da lentidão observada no primeiro semestre, a expectativa da StoneX é de que as importações de fertilizantes nitrogenados ganhem ritmo nos próximos meses.

Historicamente, as compras desses produtos aumentam a partir de junho, acompanhando a necessidade de recomposição de estoques e o planejamento das próximas etapas da produção agrícola.

A demanda tende a crescer gradualmente durante o segundo semestre, impulsionada pela preparação das áreas para a safrinha e pelo avanço das negociações para a temporada 2026/27.

Cenário exige atenção dos produtores

O mercado de fertilizantes segue sendo um dos principais fatores de custo para a agricultura brasileira. Embora a recente queda da ureia represente um alívio parcial, os produtores continuam monitorando atentamente o comportamento dos preços internacionais, do câmbio e das tensões geopolíticas que afetam a oferta global de insumos.

Com a proximidade do período de maior demanda, o setor acompanha os movimentos do mercado em busca de oportunidades para garantir abastecimento e preservar a competitividade das próximas safras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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