Política Nacional

Humberto Costa repudia acusações de racismo contra Lula

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Durante pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (27), o senador Humberto Costa (PT-PE) criticou acusações de racismo feitas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o parlamentar, uma fala do chefe do Executivo na quinta-feira (21), em Sorocaba (SP), foi “tirada de contexto” e transformada em fake news com o objetivo de atacar a trajetória de Lula em defesa da igualdade racial. 

— A frase do presidente Lula foi vergonhosamente tirada de contexto para alimentar o ódio dentro dessa bolha fascista e eugenista, a mesma que, neste Congresso, vota sistematicamente contra políticas de ação afirmativa, dizendo que não há racismo no Brasil — afirmou. 

Segundo Humberto, Lula se referia a um episódio ocorrido em seu primeiro mandato, quando uma revista institucional do Ministério do Desenvolvimento Agrário, destinada à Alemanha, trouxe a foto de um homem negro sem dentes ao lado de uma mulher branca. Indignado, o então presidente determinou a retirada da imagem, episódio que inspirou a criação do programa Brasil Sorridente. 

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O senador também manifestou preocupação com informações de que estaria em andamento uma articulação para impedir a taxação de grandes fortunas e, ao mesmo tempo, inviabilizar a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. Humberto classificou a possibilidade como “irresponsabilidade atroz” e disse que a medida beneficiaria apenas a elite econômica, em prejuízo da maioria da população. 

Ele ressaltou que a proposta do governo prevê compensar a renúncia fiscal com a criação de uma alíquota progressiva sobre rendas acima de R$ 600 mil por ano, além da tributação de lucros e dividendos. De acordo com o senador, apenas 141 mil pessoas seriam impactadas, enquanto mais de 20 milhões de brasileiros seriam beneficiados com a isenção ou redução do tributo. 

— Nós seremos obrigados a expor à opinião pública todos aqueles que, porventura, ousem defender essa medida, para que cada brasileira e cada brasileiro saiba exatamente como pensa e como vota cada um dos parlamentares. Nas urnas, a população poderá fazer sua escolha conhecendo bem a posição de cada senador e deputado — concluiu. 

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Camily Oliveira, sob supervisão de Patrícia Oliveira

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Comissão aprova dedução integral de gastos com educação de pessoas com deficiência no IR

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A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou proposta que permite a dedução integral de despesas com educação das pessoas com deficiência da base de cálculo do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF). Hoje, a Lei 9.250/95 permite a dedução de até o limite de R$ 3.561,50 para gastos com educação do contribuinte e de seus dependentes.

Pela proposta, a inexistência ou a não implementação dos instrumentos de avaliação de deficiência, como determinado pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15), não impedirá a garantia da dedução integral.

O texto aprovado é o substitutivo do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM) ao Projeto de Lei 242/26, do deputado Jonas Donizette (PSB-SP). O projeto original permite que as despesas com instrução de pessoas com deficiência física ou mental em escolas de ensino regular ou especializado sejam deduzidas do Imposto de Renda como despesas médicas — e não como despesas de educação.

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Segundo Mandel, muitas das despesas com educação de pessoas com deficiência estão na fronteira entre aquelas consideradas de saúde ou de educação. “É o caso, por exemplo, de gastos com apoio pedagógico especializado, acompanhamento por profissionais como psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais no ambiente escolar”, afirmou.

Amom Mandel também citou a necessidade do uso de recursos e tecnologias assistivas indispensáveis ao processo de aprendizagem.

O deputado lembrou que há norma infralegal (Decreto 3.000/99) que enquadra as despesas com educação de pessoas com deficiência como se fossem de saúde, para fins tributários. O Supremo Tribunal Federal (STF) também confirmou esse entendimento. Porém, segundo Mandel, a Receita Federal não está obrigada a seguir essa decisão. Assim, para garantir o direito, muitas famílias entram na Justiça.

“O projeto reafirma os deveres estatais de promover a plena inclusão educacional das pessoas com deficiência, assegurar a igualdade de oportunidades e de acesso ao sistema educacional inclusivo e reduzir as barreiras econômicas que  frequentemente dificultam o pleno desenvolvimento educacional desse público”, declarou Mandel.

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Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada por Câmara e Senado.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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