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Governo federal lança câmaras consultivas do CIM

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O governo federal lançou na última quarta-feira (10/9) as três câmaras consultivas que darão apoio técnico às atividades do Conselho Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), responsável pela governança climática do país. Juntas, a Câmara de Articulação Interfederativa (CAI), a Câmara de Participação Social (CPS) e a Câmara de Assessoramento Científico (CAC) reforçam a articulação entre União, estados, municípios, sociedade civil e comunidade científica para a estruturação de uma governança multinível.

As câmaras, lançadas durante o seminário “A governança climática que o Brasil precisa”, que teve a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, são espaços técnicos e consultivos voltados a temas estratégicos da discussão sobre clima, vinculadas ao CIM.

O secretário de Mudança do Clima do MMA, Aloisio Melo, afirmou que as Câmaras trazem os olhares da ciência, estados, municípios, sociedade civil e do setor privado para aprimorar as ações de enfrentamento à emergência climática no Brasil. “São espaços dedicados ao monitoramento, avaliação e proposição do Plano Clima e da coordenação entre setores e níveis de governo para acelerar a descarbonização e o aumento da resiliência diante dos impactos da emergência que estamos vivendo”, afirmou.

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A criação das Câmaras, segundo a diretora do Departamento de Governança Climática e Articulação da Secretaria de Mudança do Clima, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Ana Paula Machado, reflete o entendimento de que a implementação de uma política climática efetiva exige a participação de toda a sociedade, para que as estratégias previstas no Plano Clima estejam em consonância com a realidade brasileira.

Nesta quinta-feira (11/9), as câmaras farão a primeira reunião presencial conjunta para traçar uma estratégia de atuação. “Vamos trazer esse espírito de transversalidade para dentro de nossas câmaras, para que possamos nos articular ainda mais ao processo de construção e implementação de uma política climática nacional”, afirmou o coordenador da CAC, Moacyr Cunha de Araújo Filho. A câmara foi a primeira a se articular no âmbito do CIM, tendo feito sua primeira reunião no final de maio.

Já a primeira reunião da CAI foi realizada no fim de agosto. O colegiado é composto por 15 representantes titulares e seus respectivos suplentes, com mandato de dois anos. Entre os integrantes, sete representam os estados, sete os municípios e um o governo federal. A câmara foi representada no evento pelo conselheiro Fabrício Machado.

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A CPS realizou sua reunião de instalação no início de setembro. A câmara é composta por representantes de 45 entidades selecionadas em um processo seletivo aberto que recebeu mais de 2 mil inscrições. O coordenador da câmara, Sérgio Xavier, exaltou a diversidade brasileira presente na estrutura do órgão e o modelo de governança sistêmica participativa. “A solução para a grave crise climática deve ser sistêmica e estrutural, juntando direitos humanos, cultura, ciência, gestores públicos”, pontuou.

Xavier também lembrou que um dos maiores desafios da agenda climática é acelerar os processos de transformação da economia, tornando-a mais resiliente e descarbonizada, além de integrada às culturas locais. “É nos territórios que ocorrem os desastres, nossos maiores desafios. Mas é também de lá, dos territórios, que vêm as soluções. Precisamos garantir que a atividade econômica deixe de ser desagregadora e respeite as culturas de cada região”, defendeu.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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