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Exportações de café não torrado alcançam US$ 1 bilhão na 4ª semana de setembro

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Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira (29) mostram que o faturamento das exportações de café não torrado na 4ª semana de setembro de 2025 atingiu US$ 1,059 bilhão, valor próximo ao faturamento total registrado em todo o mês de setembro de 2024, que foi de US$ 1,071 bilhão.

Nos 20 primeiros dias úteis de setembro de 2025, o faturamento diário médio avançou 3,8%, chegando a US$ 52,95 milhões, em comparação com US$ 51,01 milhões no mesmo período de setembro de 2024.

Volume exportado apresenta queda

Apesar do aumento no faturamento, o volume exportado de café não torrado apresentou redução. A média diária nos 20 primeiros dias úteis de setembro/25 foi de 8,757 toneladas, queda de 24,4% em relação às 11,576 toneladas registradas durante todo o mês de setembro de 2024. No total, foram exportadas 175,143 milhões de toneladas, frente a 243,101 milhões de toneladas no mesmo período do ano anterior.

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O preço médio do café não torrado negociado nos 20 primeiros dias úteis de setembro/25 alcançou US$ 6.046,50 por tonelada, alta de 37,2% em comparação ao preço médio de setembro de 2024, que foi de US$ 4.406,10.

Café torrado, extratos e concentrados também têm alta nos preços

As exportações de café torrado, extratos, essências e concentrados registraram queda no faturamento diário médio na 4ª semana de setembro/25, totalizando US$ 4,8 milhões, frente a US$ 5,158 milhões em setembro de 2024. No acumulado dos 20 primeiros dias úteis de setembro/25, o faturamento totalizou US$ 96,013 milhões, abaixo dos US$ 108,326 milhões registrados no mês anterior.

O volume exportado desses produtos caiu para 7,662 toneladas nos 20 dias úteis de setembro/25, frente a 10,344 toneladas no mês completo de setembro de 2024, com média diária de 383 toneladas, queda de 22,2%.

Por outro lado, o preço negociado do café torrado avançou 19,7%, alcançando US$ 12.530 por tonelada, comparado a US$ 10.471,90 em setembro de 2024.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Saúde impulsiona consumo de orgânicos e acelera expansão do mercado no Brasil

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Consumo de orgânicos cresce impulsionado por mudança de comportamento do consumidor

O consumo de alimentos orgânicos segue em expansão no Brasil, impulsionado principalmente pela busca por hábitos mais saudáveis. De acordo com pesquisa da Organis, 50% dos consumidores apontam a melhoria da saúde como principal motivação de compra, enquanto 48% associam os produtos a uma alimentação mais saudável e 16% destacam a ausência de agrotóxicos.

O movimento reflete uma transformação no perfil do consumidor brasileiro, que passou a priorizar alimentos mais naturais, menos processados e com maior transparência de origem — tendência que ganhou força especialmente após a pandemia.

Crescimento do consumo e mudança de perfil do mercado

O levantamento mais recente da Organis indica que 36% dos entrevistados já consumiram produtos orgânicos, um avanço em relação aos 31% registrados em pesquisa anterior.

Apesar da ampliação da oferta de produtos industrializados dentro do segmento, o consumo ainda é fortemente concentrado em alimentos in natura. As verduras lideram a preferência dos consumidores (57%), seguidas por frutas (55%) e legumes (44%).

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Entre os itens mais consumidos, destacam-se:

  • Alface (67%)
  • Banana (64%)
  • Batata (36%)

Esses dados reforçam a consolidação dos orgânicos no consumo cotidiano, especialmente em itens básicos da alimentação.

Saúde, sustentabilidade e rastreabilidade ganham relevância

Além da preocupação com a saúde, outros fatores também vêm ganhando peso na decisão de compra, como rastreabilidade, sustentabilidade e impacto ambiental positivo.

Segundo especialistas do setor, essa mudança amplia o alcance do mercado orgânico e fortalece o segmento de saudabilidade como um todo, incluindo categorias como alimentos funcionais, produtos plant-based, suplementos naturais e bebidas saudáveis.

“Essa tendência vem fortalecendo não apenas o segmento de alimentos orgânicos, mas todo o mercado de saudabilidade e wellness”, destaca Fernando Ruas, CEO da Francal.

Bio Brazil Fair 2026 reforça protagonismo do setor na América Latina

A evolução do consumo de orgânicos também se reflete no crescimento da Bio Brazil Fair | Biofach América Latina, principal evento do setor na região.

Organizada pela Francal, a feira chega à sua 20ª edição e será realizada entre os dias 10 e 13 de junho, no Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento reúne empresas, produtores e profissionais do setor e acompanha de perto as mudanças no comportamento do consumidor brasileiro.

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Ao completar duas décadas, a feira se consolida como um dos principais espaços de observação das transformações do mercado orgânico e das tendências ligadas à alimentação saudável e ao consumo sustentável no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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