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Preços do café oscilam fortemente em cenário indefinido e oferta ajustada

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Os preços das variedades de café — tanto arábica quanto robusta — registraram oscilações intensas ao longo de outubro. Segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), agentes do setor permanecem cautelosos diante de fatores como a possibilidade de exclusão do café da lista de produtos brasileiros sujeitos à tarifação extra imposta pelos EUA, climatologia adversa no Brasil e no Vietnã, além de uma oferta global ainda ajustada.

No mercado interno, a liquidez no mercado spot tem sido limitada: muitos produtores preferem não negociar, aguardando melhores condições, o que reforça a instabilidade das cotações.

Condições climáticas: chuvas ajudam, mas alertam para floração

Com a chegada da primavera, chuvas ajudaram no desenvolvimento das lavouras de café arábica e também melhoraram o estado das plantações de café robusta no Espírito Santo. Esse cenário é positivo para a recuperação das plantações após períodos de estiagem.

No entanto, a próxima floração da safra 2026/27 ainda depende de precipitações adicionais para garantir bom pegamento da flor — etapa essencial para a produção futura. Sem chuvas suficientes, há risco de comprometimento da produção.

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Preços físicos no mercado interno: tendência de alta recente
  • O indicador do café arábica (tipo 6, bebida dura, bica corrida, posto São Paulo) fechou em R$ 2.272,55 por saca de 60 kg, com alta de 0,85% no dia 4 de novembro.
  • Para a robusta (conilon), o indicador foi de R$ 1.434,97 por saca de 60 kg, com variação de +1,56% no mesmo dia.
  • No Espírito Santo, cafés robusta tipo 7/8 com até ~13% de umidade e até 5-10% de broca são negociados por aproximadamente R$ 1.385 / R$ 1.390 por saca, de acordo com cotações registradas em 05/11/2025.
Contratos futuros: sinais mistos nos mercados de balança
  • Nos contratos futuros mais líquidos, o café arábica com vencimento dezembro/2025 fechou recentemente em 405,25 cents/lb, ou aproximadamente R$ 2.894,75 por saca de 60 kg, apesar de recuo recente de cerca de 1,40%.
  • Outros vencimentos (março/2026) recuaram para cerca de 385,35 cents/lb (≈ R$ 2.752,60/sc) com retração de 1,35%.
  • No mercado de robusta (bolsa de Londres), os futuros operam entre ~ 4.638 e 4.734 US$/ton, com sinais técnicos apontando para uma tendência de compra.
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Panorama de oferta global e safra brasileira

Projeções mostram que a safra global 2025/26 deve atingir volume recorde, mas com estoques ainda apertados, especialmente para café arábica.

No Brasil, embora a robusta tenha perspectivas de crescimento, a arábica enfrenta impacto da seca e bienalidade baixa, reduzindo a produção esperada.

Resumo para leitores e produtores
  • A indefinição sobre tarifas dos EUA permanece como fator-chave de risco.
  • Clima recente é favorável, mas futura floração depende de chuvas extras.
  • Os preços físicos estão em alta, e os futuros mostram recuos após picos recentes.
  • Produção global crescente não elimina o risco de estoques apertados, especialmente para arábica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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