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Senacon lança guia para compras seguras na Black Friday

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Brasília, 24/11/2025 – A Black Friday já virou tradição no Brasil, mas, junto com as ofertas, também cresce a onda de propagandas duvidosas e de sites com descontos “milagrosos”, que surgem e desaparecem na mesma velocidade. Para orientar o consumidor e reduzir riscos nas compras, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), lançou uma cartilha com informações essenciais para aproveitar as promoções com tranquilidade, sem cair em armadilhas e sem abrir mão dos seus direitos.

O guia alerta que nem toda promoção vale a pena. Maquiagem de preços, descontos irreais e anúncios enganosos seguem entre as práticas mais comuns, sobretudo em lojas virtuais que aceitam apenas PIX ou boleto e desaparecem depois da compra. Por isso, a Senacon reforça: toda oferta precisa ser clara, verdadeira e comprovável, como determina o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Para facilitar a vida dos consumidores, a cartilha reúne os principais cuidados a tomar:

Antes da compra

– Pesquise o histórico de preços para confirmar se o desconto é real.

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– Verifique a reputação da loja e confira avaliações em plataformas oficiais, como o portal consumidor.gov.br.

– Consulte o CNPJ, os canais de atendimento e as informações sobre frete e formas de pagamento.

– Desconfie de valores muito abaixo da média do mercado.

No momento da compra

– Fique atento a sites que aceitam apenas PIX ou boleto.

– Guarde prints da oferta, da forma de pagamento e das características do produto.

– Analise o parcelamento: juros altos podem estar embutidos e transformar o desconto em dor de cabeça.

Depois da compra

– Comprou on-line? O comprador tem sete dias para desistir, com reembolso total, inclusive do frete.

– Produto com defeito deve ser reparado em até 30 dias. Se o problema não for resolvido, o comprador pode pedir troca, abatimento proporcional do preço ou devolução do valor.

– Recebeu algo errado ou incompleto? O fornecedor deve corrigir a entrega sem custo.

A cartilha também orienta sobre como agir quando a loja não resolve a demanda. Nesses casos, a recomendação é procurar canais oficiais, como o consumidor.gov.br, o Procon local e, se necessário, o Juizado Especial Cível. São serviços gratuitos e ajudam a garantir o cumprimento dos direitos do consumidor.

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Antes de entrar no clima das promoções, a Senacon reforça que vale a pena reservar alguns minutos para ler a cartilha na íntegra. O guia traz explicações rápidas, diretas e indispensáveis para quem deseja comprar com tranquilidade e evitar as armadilhas mais comuns da Black Friday.

Consultar o material é uma forma simples de se proteger, economizar e impedir que o desconto vire prejuízo.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Nacional

MJSP apoia operação contra grupo interestadual especializado em fraudes eletrônicas

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Manaus, 26/5/2026 – A Polícia Civil do Estado do Amazonas (PCAM) deflagrou a Operação Cripsis para desarticular associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas interestaduais. A ofensiva contou com o suporte do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e com apoio operacional da Polícia Civil do Estado de Pernambuco (PCPE).

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária no Amazonas (AM). Em Pernambuco (PE), a operação resultou no cumprimento simultâneo de cinco mandados de busca em três municípios: Abreu e Lima, Caruaru e Paudalho, além de um mandado de prisão em Igarassu.

Durante as buscas, as equipes apreenderam computadores, aparelhos celulares utilizados nos golpes, cartões bancários e documentos que serão submetidos à perícia técnica para rastrear o fluxo financeiro e identificar novas vítimas.

Golpes com falsa identidade

As investigações foram iniciadas após denúncias de um profissional de notoriedade nacional na área de segurança digital. Os criminosos utilizavam fotografias e o nome empresarial da vítima para conferir credibilidade à fraude.

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O esquema funcionava de forma estruturada nas redes sociais e em aplicativos de mensagens.

* Serviço falso: passando-se pelo especialista, os golpistas ofereciam falsos serviços de recuperação de contas e perfis de redes sociais invadidos.
* Vantagem ilícita: as vítimas eram induzidas ao erro e realizavam pagamentos via Pix.
* Ocultação: para dificultar o rastreamento policial, a quadrilha utilizava e-mails temporários, linhas telefônicas registradas em diferentes estados e contas bancárias de “laranjas”.

O cruzamento de dados, com auxílio do Ciberlab, permitiu à equipe de investigação individualizar e localizar os suspeitos.

“A Operação Cripsis demonstra que o anonimato pretendido pelos criminosos na internet é uma ilusão. Ao tentarem se esconder atrás da reputação e do nome de um renomado especialista em segurança digital, os investigados acreditavam que conseguiriam blindar suas reais identidades de forma impune. Nosso foco agora é a análise do material apreendido, visando identificar o total de pessoas lesadas”, afirmou a delegada da Polícia Civil do Amazonas Débora Barreiros.

Crimes

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato eletrônico (Art. 171, § 2º-A do Código Penal), falsa identidade (Art. 307 do Código Penal), invasão de dispositivo informático (Art. 154-A do Código Penal) e associação criminosa (Art. 288 do Código Penal). Somadas, as penas podem ultrapassar 13 anos de prisão, além de multa.

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Operação Cripsis

Na biologia, cripsis é a capacidade de um organismo evitar ser detectado por outros seres, por meio de mecanismos que vão além da camuflagem visual, incluindo recursos olfativos e auditivos. O nome da operação faz referência à atuação das polícias civis na desarticulação de um grupo criminoso que utilizava e-mails falsos, IPs mascarados e identidades clonadas para aplicar golpes.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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