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BNDES libera R$ 2,45 bilhões em crédito para agricultores afetados por eventos climáticos

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Apoio financeiro para o campo afetado por perdas climáticas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já aprovou R$ 2,45 bilhões em operações do programa BNDES Liquidação de Dívidas Rurais, voltado a produtores impactados por eventos climáticos extremos. O protocolo para adesão foi aberto em 16 de outubro e, em apenas um mês, foram registradas 8,3 mil operações em 485 municípios de 16 estados brasileiros.

Do total liberado, R$ 1,5 bilhão (61%) foi destinado a agricultores familiares e médios produtores, demonstrando o foco do programa em segmentos mais vulneráveis às perdas de safra. O valor médio das operações aprovadas é de R$ 296 mil.

“Garantindo fôlego para o produtor rural”, afirma Mercadante

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o programa é uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tem como objetivo oferecer um alívio financeiro para que produtores possam se reerguer após as perdas causadas por eventos climáticos.

“Estamos assegurando um caminho responsável para que agricultores afetados por condições extremas retomem a produção. Esse programa garante fôlego financeiro e reforça o papel estratégico do setor que sustenta a produção de alimentos e impulsiona a economia nacional”, afirmou Mercadante.

Programa tem orçamento de R$ 12 bilhões e condições facilitadas

Com orçamento total de R$ 12 bilhões do Governo Federal, o BNDES Liquidação de Dívidas Rurais oferece prazo de até nove anos para pagamento, com um ano de carência. O crédito pode ser utilizado para quitar operações de custeio e investimento no crédito rural, além de Cédulas de Produto Rural (CPR) contratadas até 30 de junho de 2024.

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O programa pode ser acessado por produtores rurais, cooperativas, associações e condomínios rurais, por meio das instituições financeiras credenciadas ao BNDES.

Requisitos para adesão

Para se enquadrar, os interessados devem estar localizados em municípios que, entre 2020 e 2024, tiveram estado de calamidade pública ou situação de emergência reconhecida pelo Governo Federal em decorrência de eventos climáticos. Além disso, é necessário comprovar perdas superiores a 20% em duas das principais atividades agrícolas e mais de 30% de perdas em duas ou mais safras entre 2020 e 2025.

Prioridade para Pronaf e Pronamp

O BNDES destina pelo menos 40% dos recursos do programa para produtores do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e do Pronamp (Programa Nacional de Apoio aos Médios Produtores Rurais).

Os demais 60% são voltados à liquidação de dívidas de outros programas agrícolas federais, como Moderfrota, Inovagro, Moderagro e Prodecoop, garantindo alcance a diferentes perfis de produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina e madeira para América do Norte avançam e impulsionam movimentação no Porto de Paranaguá

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O fortalecimento das relações comerciais entre o Brasil e os países que sediarão a Copa do Mundo de 2026 tem impulsionado o fluxo de cargas pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). No primeiro trimestre deste ano, as operações de exportação e importação com Estados Unidos, México e Canadá movimentaram cerca de 270 mil toneladas, consolidando a América do Norte como um dos principais mercados atendidos pelo terminal paranaense.

Dados da plataforma Dataliner, compilados pela área de inteligência de mercado da TCP, mostram que a região já havia registrado forte movimentação em 2025, quando mais de 1,1 milhão de toneladas passaram pelo terminal em operações de comércio exterior.

Exportações lideram fluxo comercial com a América do Norte

Ao longo de 2025, as exportações responderam pela maior parte da movimentação, somando 950,8 mil toneladas, enquanto as importações alcançaram 190,5 mil toneladas.

Entre os principais produtos embarcados estiveram madeira, papel e carne de frango, além de diversas cargas ligadas ao agronegócio, indústria, embalagens e construção civil.

Nos três primeiros meses de 2026, as exportações totalizaram 231,9 mil toneladas, enquanto as importações atingiram 38 mil toneladas, demonstrando a continuidade do forte desempenho logístico da rota.

Carne bovina amplia presença no mercado norte-americano

Um dos principais destaques do período foi o crescimento das exportações de carne bovina. Entre janeiro e março, os embarques para a América do Norte alcançaram 35,7 mil toneladas, volume 19% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Somente os Estados Unidos receberam 31,7 mil toneladas da proteína brasileira, representando aumento de 26% na comparação anual.

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, a demanda norte-americana pela carne bovina brasileira segue aquecida, favorecendo o crescimento das operações.

“O mercado dos Estados Unidos é um dos principais destinos da carne bovina brasileira, e a estrutura da TCP oferece capacidade logística adequada para atender essa demanda crescente”, destaca.

O desempenho reforça o resultado histórico alcançado pelo terminal em 2025, quando foram embarcadas mais de 1 milhão de toneladas de carne bovina, crescimento de 53% em relação ao ano anterior.

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Madeira continua líder entre os produtos exportados

A madeira manteve a liderança entre os produtos exportados para a América do Norte. No primeiro trimestre de 2026, os embarques totalizaram 110 mil toneladas, avanço de 12% sobre igual período de 2025.

O produto possui ampla utilização nos setores de construção civil, fabricação de móveis e embalagens, tornando-se uma das principais cargas movimentadas pelo terminal.

De acordo com Mattos, a solidez da demanda norte-americana por madeira e proteína animal segue sustentando o fluxo comercial entre os países.

México ultrapassa Estados Unidos como principal destino

Uma das mudanças mais significativas observadas neste início de ano foi o avanço do México como principal destino das exportações realizadas pela TCP para a América do Norte.

Entre janeiro e março, o país recebeu 130,4 mil toneladas de produtos brasileiros, superando os Estados Unidos, que registraram 93 mil toneladas.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelas exportações de madeira, que atingiram 55 mil toneladas, alta de 33% em relação ao mesmo período de 2025.

Além disso, os embarques de papel somaram 35,7 mil toneladas, enquanto a carne de frango alcançou 26,7 mil toneladas destinadas ao mercado mexicano.

Canadá registra forte crescimento nas compras

Embora ainda represente uma parcela menor do comércio regional, o Canadá apresentou uma das maiores taxas de crescimento entre os parceiros comerciais da TCP.

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As exportações para o país praticamente dobraram no primeiro trimestre, passando de 4,2 mil para 8,1 mil toneladas.

O segmento de papel liderou a expansão, com volume cinco vezes superior ao registrado no ano anterior. Também cresceram os embarques de madeira, carne suína e carne bovina.

Infraestrutura fortalece competitividade das exportações

Para atender ao crescimento da demanda internacional, a TCP conta atualmente com seis serviços marítimos regulares conectando Paranaguá aos principais portos da costa atlântica dos Estados Unidos e do México, além de uma rota dedicada à costa do Pacífico mexicano.

A estrutura logística também inclui a maior capacidade de armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, com 5.280 tomadas para unidades reefer, fator estratégico para o transporte de proteínas animais.

Segundo a administração do terminal, a combinação entre infraestrutura, conectividade marítima e eficiência operacional tem sido fundamental para garantir competitividade às exportações brasileiras, mesmo diante das mudanças no cenário econômico e comercial internacional.

Perspectivas para o comércio exterior em 2026

A expectativa do setor é de continuidade do crescimento das operações com a América do Norte ao longo de 2026, impulsionadas pela demanda consistente por alimentos, produtos florestais e insumos industriais.

Com a proximidade da Copa do Mundo e o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil, Estados Unidos, México e Canadá, a tendência é de manutenção do elevado fluxo de cargas pelos portos brasileiros, especialmente pelos corredores logísticos especializados em agronegócio e produtos refrigerados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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