Agro News

Soja tem leve recuperação em Chicago enquanto avanço da safra no Brasil impulsiona expectativas regionais

Publicado

Mercado internacional da soja apresenta leve alta em Chicago

Os contratos futuros da soja registraram leves ganhos na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira (25), impulsionados pela valorização do farelo. Por volta das 7h15 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 2,50 e 3,25 pontos, com o contrato de janeiro sendo negociado a US$ 11,26 e o de maio a US$ 11,44 por bushel, segundo informações da TF Agroeconômica.

O mercado segue operando de forma lateral, ainda influenciado pelo comportamento da demanda chinesa por grãos norte-americanos. Embora as compras da China tenham ocorrido nos últimos dias, o volume permanece aquém do esperado, o que limita o fôlego das cotações.

Enquanto o farelo de soja sobe mais de 1%, ajustando-se às perdas anteriores, o óleo de soja recua cerca de 0,6%, reduzindo o ímpeto de valorização do grão. A atenção dos investidores continua voltada também para o andamento da safra brasileira e os preparativos da temporada 2025/26 na Argentina, além das oscilações do mercado financeiro global.

Demanda externa limitada pressiona preços

Apesar das tentativas de recuperação, o mercado internacional de soja encerrou o início da semana sem força para sustentar altas consistentes. A nova sinalização de demanda externa não foi suficiente para mudar o cenário, mesmo com anúncios de vendas adicionais para compradores asiáticos.

Analistas consultados pela TF Agroeconômica destacam que a soja dos Estados Unidos enfrenta dificuldades de competitividade frente à brasileira, especialmente devido à valorização interna e à queda dos prêmios nos portos do Brasil.

Leia mais:  Alta nas vendas de ovos não recompõe margens e mantém setor sob pressão

Os dados de inspeções para embarque mostraram cerca de 800 mil toneladas exportadas, volume considerado próximo ao piso das expectativas do mercado. No acumulado do ano comercial, o ritmo segue inferior ao registrado na safra anterior, refletindo a perda de impulso das exportações americanas e impactando diretamente os preços futuros.

Avanço da safra brasileira sustenta otimismo regional

Enquanto o mercado internacional se mantém cauteloso, o Brasil apresenta sinais positivos no campo, com destaque para o avanço da semeadura da soja em diferentes regiões produtoras.

No Paraná, o ritmo de plantio segue sólido, favorecido por condições climáticas estáveis. Em Paranaguá, a saca é negociada a R$ 141,98 (+0,25%), enquanto Cascavel registra R$ 129,60 (+0,19%) e Ponta Grossa, R$ 133,30 (+0,79%) por saca FOB.

No Mato Grosso, a semeadura já ultrapassa 98% da área prevista, consolidando o estado como maior produtor nacional. Apesar do avanço, o ritmo de comercialização segue lento, em razão das incertezas climáticas e da prudência dos produtores em fechar contratos antecipados. Em Campo Verde, o preço da saca é de R$ 123,72, enquanto Lucas do Rio Verde registra R$ 118,83 (-0,17%).

Já no Mato Grosso do Sul, cerca de 20% das lavouras são classificadas como regulares. Mesmo assim, as cotações permanecem firmes, sustentadas pela demanda regional. Em Dourados, o preço spot está em R$ 127,80 (+1,32%), e em Campo Grande, R$ 127,48 (+1,07%).

Leia mais:  Paraná mantém 4º lugar na produção nacional de tomate com 266 mil toneladas
Regiões do Sul enfrentam contrastes na safra

No Rio Grande do Sul, o cenário é de recuperação expressiva, segundo a TF Agroeconômica. Os preços no porto giram em torno de R$ 140,00/sc (-0,71%), enquanto no interior, as médias variam de R$ 121,00 a R$ 131,00/sc, dependendo da praça.

Em contrapartida, Santa Catarina enfrenta forte estresse agronômico no início da safra, mas os preços seguem firmes devido à alta demanda da indústria de proteína animal. Em Abelardo Luz e Rio do Sul, as cotações são sustentadas pela disputa entre indústrias locais, e no porto de São Francisco, a saca é negociada a R$ 141,70.

Panorama geral: cautela internacional e otimismo doméstico

O mercado da soja vive um momento de transição, marcado por otimismo no campo brasileiro e cautela nas bolsas internacionais. Enquanto o avanço da semeadura e a firmeza dos preços domésticos sinalizam estabilidade no curto prazo, o comportamento da demanda global, especialmente da China, e o desempenho das exportações norte-americanas seguem como fatores decisivos para a formação das próximas cotações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

Publicado

As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

Leia mais:  Recuperação judicial no agronegócio dispara e acende alerta sobre endividamento dos produtores no Brasil
Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

Leia mais:  Agrodefesa intensifica fiscalização em lavouras de soja para evitar chegada do Amaranthus palmeri em Goiás
Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana