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Goiás reforça liderança na avicultura e amplia exportações de carne de frango para os Emirados Árabes

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O mais recente boletim Agro em Dados, divulgado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), aponta que a avicultura permanece como um dos pilares do agronegócio goiano, registrando crescimento contínuo em escala, produtividade e qualidade.

A atividade, presente nos 246 municípios do estado, mantém forte representatividade nacional, consolidando Goiás como um dos polos mais competitivos da avicultura brasileira.

Municípios de Rio Verde e Itaberaí estão entre os maiores plantéis do Brasil

O levantamento da Seapa mostra que, em 2024, os municípios de Rio Verde e Itaberaí figuraram entre os dez maiores plantéis de galináceos do país.

  • Rio Verde registrou 11,3 milhões de cabeças, ocupando a sétima posição nacional.
  • Itaberaí alcançou 9,2 milhões de cabeças, garantindo o décimo lugar.

Esses números reforçam a relevância de Goiás na produção avícola, refletindo investimentos em tecnologia, genética e bem-estar animal que têm impulsionado a produtividade no estado.

Exportações crescem e Emirados Árabes se tornam principal destino

Entre janeiro e setembro de 2025, Goiás exportou 197,1 mil toneladas de carne de frango, o que resultou em uma movimentação de US$ 380,1 milhões. Com esse desempenho, o estado se manteve na quinta posição entre os maiores exportadores do Brasil.

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Os Emirados Árabes Unidos se destacaram como principal destino das exportações goianas, com 24,6 mil toneladas embarcadas — um aumento de 27,6% em relação ao mesmo período de 2024, representando 12,5% do total exportado.

Outros mercados relevantes incluem Arábia Saudita, Japão, China e Coreia do Sul, que continuam sendo importantes parceiros comerciais do setor avícola goiano.

Mercado interno registra recuperação nos preços da carne de frango

Após um trimestre de retração moderada, o preço da carne de frango resfriado voltou a subir no mercado interno. Em outubro de 2025, o valor médio chegou a R$ 8,16 por quilo, uma alta mensal de 6,1%.

De acordo com a Seapa, essa recuperação começou em setembro, acompanhando o reequilíbrio entre oferta e demanda após o impacto gerado pela detecção de influenza aviária em uma granja comercial brasileira no mês de maio.

Demanda interna e externa sustentam otimismo no setor avícola

Além da alta no mercado interno, o estado também observou valorização nas exportações. Em setembro de 2025, o preço médio por tonelada exportada subiu 4,2% em relação a agosto, alcançando US$ 1.881,31 por tonelada.

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Segundo avaliação da Seapa, a demanda firme no mercado doméstico e as condições favoráveis no comércio internacional mantêm o setor avícola em ritmo aquecido, reforçando a importância de Goiás no cenário global de produção e exportação de carne de frango.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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