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Mostra de Comunicação do Agro ABMRA premia os melhores cases da publicidade do setor

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A 23ª Mostra de Comunicação do Agro ABMRA premiou, na quinta-feira (4/12), os projetos mais inovadores de marketing e publicidade voltados ao agronegócio brasileiro. Realizada de forma virtual, a cerimônia foi transmitida pelo canal da ABMRA no YouTube e reuniu agências, anunciantes e profissionais do setor para celebrar campanhas que se destacaram pela criatividade, estratégia e capacidade de diálogo com produtores rurais e o público em geral.

Make ID e Orígeo são os grandes vencedores

Na premiação, a agência Make ID foi reconhecida como Agência do Ano, enquanto Orígeo recebeu o título de Anunciante do Ano, distinções concedidas às marcas que acumularam maior pontuação geral na Mostra.

Para o diretor da Mostra, Alberto Meneghetti, os trabalhos deste ano refletem a maturidade da comunicação no agro:

“A qualidade dos projetos impressiona não apenas pela criatividade, mas também pela precisão estratégica, profundidade das narrativas e domínio das diferentes linguagens. São campanhas que emocionam, informam e entregam resultados concretos.”

Júri qualificado garante transparência e rigor técnico

O processo de avaliação manteve seu caráter rigoroso, com 30 especialistas divididos entre profissionais de comunicação e lideranças do agronegócio. Todas as etapas ocorreram em plataforma digital, garantindo transparência e isenção.

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Segundo o presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos:

“O júri é plural e altamente qualificado, analisando cada projeto com profundidade e imparcialidade. Essa combinação de rigor técnico e compromisso faz da Mostra uma referência nacional, valorizando campanhas que fortalecem a comunicação do setor.”

Principais vencedores por categoria
  • Campanha Integrada
    • Ouro: 100 Anos Kepler Weber – Kepler Weber S/A / Make ID
    • Prata: Rota Regenerativa – Caminhos Que Renovam O Futuro – Orígeo / Make ID
    • Bronze: Bio&Lógico – O Agro Tem Um Novo Hit – Syngenta / Pixit
  • Spot, Jingle ou Uso Criativo de Rádio
    • Ouro: 100 Anos Kepler Weber – Kepler Weber S/A / Make ID
    • Prata: Solo Tour – Os Melhores Solos, Mesmo Nas Alturas – Mosaic / Make ID
    • Bronze: John Deere – Shop.Deere – John Deere / Make ID
  • Filme ou Campanha para TV, Cinema ou Plataformas Digitais
    • Ouro: Institucional – Fiagril / Soul Propaganda
    • Prata: John Deere – Shop.Deere – John Deere / Make ID
    • Bronze: Dia do Produtor Rural – Amaggi / Soul Propaganda
  • Design e Branding no Agro
    • Ouro: Embalagem Café Agricultor Todo Dia – Ihara / Impulsa Comunicação
    • Prata: Press-Kit Seiv – Ihara / Impulsa Comunicação
    • Bronze: Syngenta Collection – Syngenta / Uni Design
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(Outras categorias premiadas incluem campanhas digitais, endomarketing, ações em feiras e eventos, programas de incentivo e valorização do agro.)

Destaque do ano: inovação e resultados concretos

A Mostra reafirma o diferencial criativo do agronegócio, mostrando que campanhas estratégicas vão além da publicidade, contribuindo para fortalecer a imagem do setor e gerar resultados reais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

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O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

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Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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