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Teste de Eficiência Alimentar do Nelore Pelagens comprova alto desempenho e desperta interesse de centrais de genética

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O 1º Teste de Desempenho e Eficiência Alimentar Nelore Pelagens confirmou a alta eficiência dos animais avaliados e chamou a atenção de importantes centrais de genética. Quatro reprodutores participantes da prova já foram contratados por empresas como Genex e Accelerated Genetics, demonstrando o impacto técnico e comercial do projeto.

A iniciativa foi liderada pela Agropecuária da Mata e pela Naviraí Agropecuária, com execução técnica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). O projeto foi idealizado pelo médico-veterinário Lydio Cosac de Faria, proprietário da Agropecuária da Mata.

Campeões do teste destacam eficiência e padrão genético

Entre os machos, o campeão foi Eros FIV de Naviraí (CSCQ 680), da Naviraí Agropecuária, descendente do touro Valor FIV V3 e da matriz Ganja FIV, ambos de pelagem pintada de preto. O segundo colocado foi Épico FIV de Naviraí (CSCQ 689), também da Naviraí, filho de Camaro FIV de Naviraí e 7489 de Naviraí, de pelagem pintada de vermelho.

Na categoria fêmeas, a vencedora foi Cereja (LETP 502), da Agropecuária da Mata, filha de Marrocos FIV GC da SL e Laikera, de pelagem vermelha. Em segundo lugar ficou Babilônia (LETP 448), do jovem criador João Gabriel Oliveira de Faria, também da Agropecuária da Mata, descendente de Vitorioso SL Novo e América, de pelagem preta.

Prova reforça importância da eficiência produtiva

Segundo Lydio Cosac de Faria, o teste surgiu da necessidade de identificar animais com melhor desempenho e eficiência alimentar diante do crescimento da demanda por proteína animal.

“Precisamos produzir mais sem ampliar áreas. Por isso, é essencial reconhecer indivíduos realmente eficientes e funcionais. As avaliações genéticas e genômicas, aliadas às provas de eficiência alimentar e ultrassonografia, nos permitem selecionar os verdadeiros melhoradores”, explica o veterinário.

O objetivo central da prova foi identificar animais mais adaptados, produtivos e eficientes em ganho de peso, especialmente no pós-desmame, avaliando características diretamente relacionadas à rentabilidade dos rebanhos.

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Metodologia científica e condições de campo

O teste teve 70 dias de duração, sendo 21 de adaptação e 56 de avaliação efetiva, conduzido na Vitrine Tecnológica da UFU. Apesar de realizado em confinamento, o manejo alimentar simulou condições de pastagem de qualidade no bioma Cerrado, representando a realidade produtiva do campo.

Foram analisados indicadores como ganho de peso, peso ao sobreano, precocidade sexual (avaliada pelo perímetro escrotal nos machos) e biótipo frigorífico.

A ultrassonografia de carcaça foi conduzida pela Aval Serviços Tecnológicos, mensurando Área de Olho de Lombo e Espessura de Gordura Subcutânea. Já a análise de biótipo seguiu o programa EPMURAS, sob responsabilidade da equipe técnica da ABCZ.

Tecnologia de ponta e precisão nos resultados

Um dos diferenciais da prova foi o uso da tecnologia canadense Vytelle®, que permitiu mensurar o comportamento alimentar individual dos animais. A partir da relação entre consumo e ganho de peso, foi possível identificar indivíduos com maior eficiência alimentar — ou seja, que transformam melhor o alimento em carne, reduzindo custos e aumentando rentabilidade.

Segundo o zootecnista Yuri Farjalla, da Aval Serviços Tecnológicos, “a ultrassonografia de carcaça permite ir além da medição de peso, identificando animais que convertem eficiência em carcaça de qualidade, com melhor acabamento e rendimento frigorífico”.

Resultados reconhecidos e impacto no mercado

A equipe técnica da UFU elaborou índices de classificação separados para machos e fêmeas. No grupo masculino, o Teste de Desempenho e Eficiência Alimentar (TDEA) recebeu oficialização da ABCZ.

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De acordo com a pesquisadora Carina Ubirajara Bernardes, da UFU, “a prova identificou animais geneticamente superiores em velocidade de crescimento, rendimento e acabamento de carcaça. É a ciência aplicada fortalecendo o agronegócio brasileiro”.

O sócio da Naviraí Agropecuária, Alan Ventura Pfeffer, destacou que o teste é uma ferramenta estratégica para elevar a rentabilidade e reduzir impactos ambientais:

“Animais mais eficientes produzem mais carne com menor consumo de alimento, emitindo menos metano e gerando menos dejetos. É produtividade aliada à sustentabilidade.”

Centrais de genética apostam nos campeões

As centrais Genex e Accelerated Genetics anunciaram a contratação de quatro reprodutores do teste.

Segundo Fernanda Braga, gerente regional da Genex, “os dois campeões do 1º Teste de Eficiência Alimentar representam o perfil do Nelore moderno: genética, harmonia e desempenho comprovado”.

Para William Xavier, gerente comercial da Accelerated Genetics, o avanço é técnico e democrático:

“A prova permite que qualquer produtor, pequeno ou grande, compare seus animais de forma objetiva. Eficiência alimentar é o novo diferencial competitivo.”

Caminho para uma pecuária mais sustentável

O superintendente técnico da ABCZ, Luiz Antonio Josahkian, reforça que a eficiência alimentar é um pilar estratégico para a pecuária do futuro.

“Atender à crescente demanda por alimentos exige produzir com eficiência e sustentabilidade. A adoção de novas tecnologias e a coleta de novos fenótipos são essenciais para o desenvolvimento do setor.”

Já Guilherme Queiroz, da GRQ Assessoria, complementa: “O Nelore pintado chama atenção pela beleza, mas o que realmente sustenta um sistema produtivo é desempenho e eficiência. O avanço técnico dessa variedade mostra a maturidade da seleção genética no país.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Maturidade digital no agronegócio será tema central do Conexion 2026 em São Paulo

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O agronegócio brasileiro entra em uma nova fase de transformação, em que tecnologia, dados, inteligência de mercado, canais digitais e reputação técnica passam a ter peso estratégico equivalente à escala produtiva e à eficiência operacional. Nesse contexto, o Conexion 2026 – Maturidade Digital no Agronegócio será realizado no dia 11 de junho de 2026, em São Paulo, reunindo executivos, lideranças empresariais, agtechs, consultorias e especialistas em inovação.

O encontro presencial acontece das 8h30 às 12h e propõe uma discussão aprofundada sobre como o setor pode avançar na transformação digital, indo além da adoção de ferramentas e evoluindo para o uso estratégico de tecnologia na geração de resultados concretos.

Agro entra em nova fase de competitividade baseada em dados e tecnologia

A proposta central do evento é debater o conceito de maturidade digital aplicada ao agronegócio. A visão parte do entendimento de que o setor já consolidou sua força produtiva, mas agora enfrenta o desafio de transformar tecnologia e dados em decisões mais eficientes, maior rentabilidade e crescimento sustentável.

Entre os temas abordados estão inteligência artificial, análise de dados, automação, marketing digital, plataformas de relacionamento, gestão comercial, segmentação de público, eficiência de margens e novas formas de conexão entre indústrias, distribuidores, produtores e consultorias.

Para os organizadores, a digitalização no agro já não se limita à presença online, mas à capacidade das empresas de integrar tecnologia, comunicação e gestão para aumentar competitividade em um ambiente cada vez mais orientado por dados.

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Lideranças do setor debatem transformação digital no agro

O Conexion 2026 reunirá nomes relevantes do ecossistema do agronegócio, tecnologia e comunicação. Entre os participantes estão representantes de empresas como IHARA Defensivos Agrícolas, ABMRA, Jacto, dgBees e VitaminaWeb, além de executivos e especialistas em marketing, gestão e inovação.

Segundo Rodrigo Neves, CEO e fundador da VitaminaWeb e um dos palestrantes do evento, o momento exige uma mudança de visão sobre o uso da tecnologia no setor.

“O debate sobre digitalização no agro precisa sair da camada superficial do ‘estar online’. A questão agora é como as empresas conseguem integrar tecnologia, dados, marketing e gestão para tomar melhores decisões, crescer com margem e construir relações de confiança em cadeias cada vez mais complexas”, afirma.

O presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), Ricardo Nicodemos, também destaca a importância do tema para o futuro do setor.

“O agro já demonstrou sua capacidade de incorporar inovação no campo. O próximo passo é ampliar essa evolução para a gestão, o marketing, o relacionamento e a inteligência de mercado”, avalia.

Programação aborda marketing, inteligência de mercado e gestão no agro

A programação do evento contará com sete momentos, incluindo palestras, painel de debate, abertura, intervalo para networking e uma conversa de encerramento com os principais insights do encontro.

Entre os destaques estão apresentações como “O novo mercado digital do agro”, com Rodrigo Neves, e “Marketing no agro: da comunicação de produto à inteligência de mercado”, com Julio Cargnino, diretor-presidente do Canal Rural e vice-presidente da ABMRA.

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Outro painel discutirá a interseção entre marca, dados e canais digitais na geração de vantagem competitiva, com participação de executivos de IHARA, Jacto e Canal Rural.

Também está prevista a palestra “O agro cresceu. Sua gestão cresceu junto?”, conduzida pelo consultor Mauricio Nakamura, com foco na evolução da gestão e da maturidade organizacional no setor.

Marketing no agro assume papel estratégico na geração de inteligência de negócios

O evento também deve reforçar uma tendência já observada no setor: a evolução do marketing rural, que deixa de atuar apenas na comunicação de produtos e passa a integrar estratégias de inteligência de mercado e geração de demanda qualificada.

Em um ambiente influenciado por variáveis como clima, crédito, custos de produção e comportamento de compra, a capacidade de analisar dados, segmentar públicos e fortalecer a reputação técnica se torna um diferencial competitivo relevante para empresas do agronegócio.

Transformação digital passa a ser fator de competitividade no agro

A proposta do Conexion 2026 é oferecer uma visão prática e executiva sobre como empresas do agronegócio podem avançar em sua jornada digital, transformando tecnologia em ferramenta de gestão e crescimento.

Ao conectar inovação, marketing e inteligência de dados, o evento reforça a ideia de que a maturidade digital já não é apenas uma tendência, mas um fator determinante para competitividade, eficiência e sustentabilidade no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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