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Mercado do Café Opera em Campo Misto e com Volatilidade nos Preços

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Preços do Café Flutuam com Correção Técnica nas Bolsas Internacionais

O mercado cafeeiro internacional registrou movimento misto na manhã desta quinta‑feira (26), com os preços do café mantendo volatilidade e sofrendo ajustes técnicos nos contratos futuros. As bolsas internacionais apontaram oscilações nos principais vencimentos, refletindo a incerteza dos investidores diante de fatores como oferta, estoques e variações cambiais.

De acordo com dados das negociações por volta das 10h (horário de Brasília), os contratos futuros do café arábica apresentavam leves movimentos distintos: o vencimento março/26 trabalhava em alta, enquanto os contratos de maio/26 e julho/26 operavam em baixa. No robusta, alguns vencimentos também tiveram valores diversos entre si, com alta em março/26 e quedas nos vencimentos posteriores.

Queda Acumulada nos Futuros de Arábica em 2026

Analistas da Hedgepoint Global Markets destacam que os contratos futuros de café arábica acumulam perdas expressivas ao longo de 2026, com queda significativa nos vencimentos mais negociados desde o início do ano. Esse movimento tem sido parte de um processo de correção técnica mais amplo nas últimas semanas.

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A consultoria Safras & Mercado reforça que, embora a elevação dos estoques certificados na Bolsa de Nova York tenha trazido algum alívio ao mercado quanto ao aperto na oferta, a volatilidade deve continuar sendo uma característica determinante, especialmente diante de notícias fundamentais e da oscilação do dólar.

Clima Favorável Aumenta Expectativas para a Safra Brasileira

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as condições climáticas ao longo deste mês têm sido amplamente favoráveis ao desenvolvimento da safra brasileira de café 2026/27, especialmente nas regiões produtoras de arábica. As precipitações foram consideradas expressivas e benéficas, reforçando expectativas positivas para a produtividade.

Esse cenário climático contribui para projeções otimistas de produção. O Brasil pode alcançar uma safra histórica em 2026/27, ultrapassando o patamar de 60 milhões de sacas (somando arábica e robusta), o que seria o maior volume desde a safra de 2020/21.

Produção Global de Café Deve Bater Recorde na Temporada 2026/27

A agência Reuters informou que o Rabobank projetou uma produção global de café recorde para a temporada 2026/27, estimada em cerca de 180 milhões de sacas. A perspectiva de maior produção, aliada ao influxo de suprimentos de países como Honduras e Nicarágua, impulsionou os estoques de arábica na Bolsa de Nova York, contribuindo para a pressão de baixa sobre os preços.

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Esse aumento na oferta global ocorre em um momento em que os mercados ainda lidam com estoques apertados e expectativas de recomposição ao longo dos próximos meses.

Mercado Interno Brasileiro Também Apresenta Oscilações

No mercado físico interno, o preço do café arábica tem recuado em algumas praças produtoras, em parte influenciado pela oscilação cambial e pela postura conservadora de compradores. Por outro lado, o café robusta (conilon) tem apresentado valorização em determinadas regiões, sustentado por uma demanda mais firme e estoques ajustados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Maturidade digital no agronegócio será tema central do Conexion 2026 em São Paulo

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O agronegócio brasileiro entra em uma nova fase de transformação, em que tecnologia, dados, inteligência de mercado, canais digitais e reputação técnica passam a ter peso estratégico equivalente à escala produtiva e à eficiência operacional. Nesse contexto, o Conexion 2026 – Maturidade Digital no Agronegócio será realizado no dia 11 de junho de 2026, em São Paulo, reunindo executivos, lideranças empresariais, agtechs, consultorias e especialistas em inovação.

O encontro presencial acontece das 8h30 às 12h e propõe uma discussão aprofundada sobre como o setor pode avançar na transformação digital, indo além da adoção de ferramentas e evoluindo para o uso estratégico de tecnologia na geração de resultados concretos.

Agro entra em nova fase de competitividade baseada em dados e tecnologia

A proposta central do evento é debater o conceito de maturidade digital aplicada ao agronegócio. A visão parte do entendimento de que o setor já consolidou sua força produtiva, mas agora enfrenta o desafio de transformar tecnologia e dados em decisões mais eficientes, maior rentabilidade e crescimento sustentável.

Entre os temas abordados estão inteligência artificial, análise de dados, automação, marketing digital, plataformas de relacionamento, gestão comercial, segmentação de público, eficiência de margens e novas formas de conexão entre indústrias, distribuidores, produtores e consultorias.

Para os organizadores, a digitalização no agro já não se limita à presença online, mas à capacidade das empresas de integrar tecnologia, comunicação e gestão para aumentar competitividade em um ambiente cada vez mais orientado por dados.

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Lideranças do setor debatem transformação digital no agro

O Conexion 2026 reunirá nomes relevantes do ecossistema do agronegócio, tecnologia e comunicação. Entre os participantes estão representantes de empresas como IHARA Defensivos Agrícolas, ABMRA, Jacto, dgBees e VitaminaWeb, além de executivos e especialistas em marketing, gestão e inovação.

Segundo Rodrigo Neves, CEO e fundador da VitaminaWeb e um dos palestrantes do evento, o momento exige uma mudança de visão sobre o uso da tecnologia no setor.

“O debate sobre digitalização no agro precisa sair da camada superficial do ‘estar online’. A questão agora é como as empresas conseguem integrar tecnologia, dados, marketing e gestão para tomar melhores decisões, crescer com margem e construir relações de confiança em cadeias cada vez mais complexas”, afirma.

O presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), Ricardo Nicodemos, também destaca a importância do tema para o futuro do setor.

“O agro já demonstrou sua capacidade de incorporar inovação no campo. O próximo passo é ampliar essa evolução para a gestão, o marketing, o relacionamento e a inteligência de mercado”, avalia.

Programação aborda marketing, inteligência de mercado e gestão no agro

A programação do evento contará com sete momentos, incluindo palestras, painel de debate, abertura, intervalo para networking e uma conversa de encerramento com os principais insights do encontro.

Entre os destaques estão apresentações como “O novo mercado digital do agro”, com Rodrigo Neves, e “Marketing no agro: da comunicação de produto à inteligência de mercado”, com Julio Cargnino, diretor-presidente do Canal Rural e vice-presidente da ABMRA.

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Outro painel discutirá a interseção entre marca, dados e canais digitais na geração de vantagem competitiva, com participação de executivos de IHARA, Jacto e Canal Rural.

Também está prevista a palestra “O agro cresceu. Sua gestão cresceu junto?”, conduzida pelo consultor Mauricio Nakamura, com foco na evolução da gestão e da maturidade organizacional no setor.

Marketing no agro assume papel estratégico na geração de inteligência de negócios

O evento também deve reforçar uma tendência já observada no setor: a evolução do marketing rural, que deixa de atuar apenas na comunicação de produtos e passa a integrar estratégias de inteligência de mercado e geração de demanda qualificada.

Em um ambiente influenciado por variáveis como clima, crédito, custos de produção e comportamento de compra, a capacidade de analisar dados, segmentar públicos e fortalecer a reputação técnica se torna um diferencial competitivo relevante para empresas do agronegócio.

Transformação digital passa a ser fator de competitividade no agro

A proposta do Conexion 2026 é oferecer uma visão prática e executiva sobre como empresas do agronegócio podem avançar em sua jornada digital, transformando tecnologia em ferramenta de gestão e crescimento.

Ao conectar inovação, marketing e inteligência de dados, o evento reforça a ideia de que a maturidade digital já não é apenas uma tendência, mas um fator determinante para competitividade, eficiência e sustentabilidade no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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