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MBRF e Governo do Paraná investem R$ 375 milhões para impulsionar produção de alimentos

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A MBRF e o Governo do Paraná anunciaram um investimento de R$ 375 milhões voltado ao fortalecimento da cadeia produtiva de aves e suínos no estado. A operação foi estruturada por meio do Fundo de Investimento Agrícola do Paraná (FIDC Paraná) e tem como foco estimular a produção de alimentos, ampliar o sistema de integração e reforçar a competitividade do agronegócio paranaense.

Modelo de cooperação entre setor público e privado

A iniciativa combina recursos públicos e privados para promover o crescimento sustentável do setor. Do total de recursos, 80% são aportados pela MBRF, enquanto 20% contam com subsídio do Governo do Estado, reforçando o modelo de cooperação entre iniciativa privada e poder público.

O investimento será aplicado tanto na expansão da base de produtores integrados, quanto na modernização das unidades produtivas da companhia, gerando empregos, inovação e desenvolvimento regional.

Destinação dos recursos: integração e tecnologia no campo

Segundo o plano de alocação, 70% do montante será direcionado à integração produtiva, com foco na cadeia de aves e suínos. O objetivo é fortalecer a atuação dos produtores parceiros e incentivar o uso de novas tecnologias no campo.

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Os outros 30% serão aplicados em projetos estratégicos nas unidades produtivas da MBRF, voltados à eficiência operacional, aumento da produtividade e competitividade no mercado global de alimentos.

Compromisso com o desenvolvimento sustentável

Para o CEO da MBRF, Miguel Gularte, o investimento representa um passo importante na consolidação do agronegócio paranaense.

“Este investimento reforça a solidez da nossa cadeia produtiva no Paraná e amplia nossa contribuição para o desenvolvimento da região. Ao fortalecer a integração e a infraestrutura produtiva, valorizamos os produtores, criamos bases para o crescimento sustentável e ampliamos nossa competitividade, gerando impacto positivo no negócio e nas comunidades”, destacou Gularte.

Governo do Paraná destaca importância dos fundos de investimento

O governador do Paraná, Ratinho Junior, destacou que o novo fundo é o terceiro FIDC em operação no estado e reforça a posição do Paraná como um dos principais polos agroindustriais do país.

“Esse sistema ajuda a alavancar novos investimentos no agronegócio, potencializa o PIB e fortalece a posição do Paraná como o supermercado do mundo”, afirmou o governador.

O diretor-presidente da Fomento Paraná, Claudio Stabile, explicou que os Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios do Agro foram criados para ampliar o acesso a crédito e estimular o crescimento da agroindústria, que vinha sendo impactada pelas altas taxas de juros.

“Neste momento, o recurso atende principalmente cooperados e integrados, mas os benefícios devem se espalhar por toda a cadeia produtiva, gerando novos negócios e fortalecendo o agro paranaense”, completou Stabile.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

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O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

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Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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