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IAC orienta manejo na cana-de-açúcar para elevar produtividade e eficiência agroindustrial

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O Instituto Agronômico (IAC) divulgou novas estratégias de manejo voltadas ao aumento da produtividade dos canaviais e da eficiência agroindustrial no Centro-Sul do Brasil. As orientações foram elaboradas com base nas condições climáticas favoráveis registradas no início de 2026, que proporcionaram melhor vigor vegetativo aos canaviais após um trimestre de baixa precipitação no final de 2025.

Segundo o diretor do IAC e líder do Programa Cana IAC, Marcos Landell, o momento é ideal para ajustar o modelo produtivo e garantir ganhos estruturais sustentáveis no setor sucroenergético.

Condições climáticas e janela de plantio ideal

O pesquisador destaca que o período de março a maio deve ser priorizado para o plantio de cana-de-açúcar na região Centro-Sul. Esse intervalo garante melhor enraizamento e desenvolvimento da cultura, reduzindo perdas de produtividade.

A meta do programa é elevar o rendimento do primeiro corte para entre 130 e 145 toneladas por hectare, podendo atingir até 150 toneladas com manejo adequado. Fora dessa janela ideal, as perdas podem chegar a 40 toneladas por hectare, segundo Landell.

Tecnologia do Terceiro Eixo: estabilidade e eficiência produtiva

Para reduzir a queda de produtividade entre os cortes, o IAC recomenda a adoção da Tecnologia do Terceiro Eixo, desenvolvida pelo Programa Cana IAC. Essa prática diminui a exposição das lavouras ao déficit hídrico e mantém a estabilidade produtiva ao longo dos ciclos.

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A recomendação é evitar a colheita antecipada nos canaviais de primeiro e segundo cortes durante o primeiro trimestre da safra, priorizando a colheita entre abril e junho, quando há menor deficiência hídrica.

Atualmente, a perda entre o primeiro e o segundo corte varia de 16% a 18%, mas com o uso da tecnologia, pode cair para 10%. Isso permitiria manter o segundo corte em torno de 126 toneladas por hectare e o terceiro acima de 110 toneladas, alterando o padrão histórico das lavouras.

Redução de reformas e melhor planejamento operacional

A manutenção da estabilidade produtiva pode reduzir a necessidade de reforma anual dos canaviais de 15%–18% para cerca de 10% da área total, o que diminui custos e melhora o planejamento operacional das unidades produtoras.

Landell explica que essa otimização “reduz a pressão sobre o plantio, permitindo uma organização mais eficiente das operações agrícolas e industriais”.

Escolha correta de variedades impulsiona produtividade

Outro fator decisivo para o aumento da produção é a seleção adequada das variedades de cana-de-açúcar conforme o tipo de solo e o clima de cada região. A escolha correta pode elevar significativamente a população de colmos por hectare, passando do padrão histórico de 60–70 mil para 90–130 mil colmos por hectare.

Com esse avanço, a média de produtividade nos cinco cortes deve superar 100 toneladas por hectare, segundo o pesquisador. A expectativa é que em 2026 o setor alcance resultados iguais ou superiores aos obtidos em 2025.

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Potencial de aumento na produção de etanol

Com a aplicação das recomendações do IAC, cada hectare de cana no estado de São Paulo, que hoje gera cerca de 6.800 litros de etanol, poderá atingir 9 mil litros por hectare em médio prazo.

O ganho virá da integração entre manejo de plantio, nutrição, proteção e irrigação em cerca de 15% das áreas cultivadas, aliada ao uso de variedades com alto potencial biológico.

“Nosso foco é desenvolver pacotes tecnológicos que vão além da criação de novas variedades. São estratégias integradas para elevar a produtividade e mantê-la em patamares de três dígitos”, explica Marcos Landell, pesquisador do IAC/APTA e da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Disseminação das tecnologias

As recomendações do Programa Cana IAC estão sendo apresentadas ao setor durante eventos e encontros técnicos realizados em 11 estados brasileiros, reforçando o papel do instituto como referência em pesquisa aplicada e inovação agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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