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Paraná registra recordes históricos na produção agropecuária em 2025 e lidera setores estratégicos

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A agropecuária do Paraná encerrou 2025 com resultados históricos em diversos segmentos, consolidando o Estado como um dos principais polos produtivos do Brasil. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam recordes na produção de frangos, suínos, bovinos, leite, ovos e pescados ao longo do ano.

Produção de frangos lidera mercado nacional

O Paraná manteve a liderança absoluta no abate de frangos no Brasil em 2025. Foram 2,29 bilhões de cabeças abatidas ao longo do ano, superando o resultado de 2024, que havia sido de 2,23 bilhões.

O quarto trimestre também registrou o melhor desempenho da série histórica, com 588,4 milhões de aves abatidas, acima do recorde anterior, registrado no terceiro trimestre.

Com 34,4% de participação nacional, o Estado respondeu por mais de um terço da produção brasileira. Na sequência aparecem Santa Catarina (13,7%), Rio Grande do Sul (11,4%) e São Paulo (11,3%). No total, o Brasil abateu 6,69 bilhões de frangos em 2025, crescimento de 3,1% em relação ao ano anterior.

Paraná é vice-líder na produção de suínos

A suinocultura paranaense também apresentou desempenho expressivo, com 12,9 milhões de animais abatidos em 2025 — aumento de 457 mil cabeças em comparação com 2024.

O Estado ocupa a segunda posição no ranking nacional, com 21,2% dos abates, atrás apenas de Santa Catarina (28,2%). O Rio Grande do Sul aparece em terceiro lugar, com 17,9%.

O último trimestre do ano registrou o melhor resultado da história para o período, com 3,1 milhões de suínos abatidos. No Brasil, o total chegou a 60,69 milhões de cabeças, alta de 4,3%.

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Abate de bovinos cresce e atinge maior nível da série histórica

Na pecuária bovina, o Paraná também alcançou recorde. Foram abatidas 1,64 milhão de cabeças em 2025, crescimento de 11,8% em relação a 2024.

O volume representa o maior já registrado desde o início da série histórica, em 1997. No ranking nacional, o Estado ocupa a 9ª posição, próximo ao Rio Grande do Sul.

O Brasil registrou abate de 42,94 milhões de bovinos no período, avanço de 8,2%. Mato Grosso lidera, seguido por São Paulo e Goiás.

Produção de leite cresce 10% e alcança volume recorde

A produção de leite no Paraná atingiu 4,3 bilhões de litros em 2025, o maior volume já registrado. O crescimento foi de 10% em relação ao ano anterior, com incremento de 391 milhões de litros.

A média trimestral superou 1 bilhão de litros, com destaque para o quarto trimestre, que registrou 1,14 bilhão de litros produzidos.

O Estado ocupa a segunda colocação nacional, com 15,6% da produção, atrás de Minas Gerais (23,9%) e à frente do Rio Grande do Sul (12,8%). As principais bacias leiteiras estão localizadas nas regiões de Castro, Carambeí e no Sudoeste do Estado.

Produção de ovos atinge maior patamar da história

A avicultura de postura seguiu em expansão, com produção de 476 milhões de dúzias de ovos em 2025 — recorde histórico para o Paraná.

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O Estado ocupa a terceira posição no ranking nacional, com 9,6% de participação. São Paulo lidera com 25,2%, seguido por Minas Gerais, com 9,9%.

Produção de couro lidera na região Sul

A produção de couro bovino no Paraná chegou a 3,55 milhões de unidades em 2025, garantindo ao Estado o melhor desempenho da região Sul.

O volume superou o do Rio Grande do Sul, enquanto Santa Catarina não registrou produção no segmento. Em nível nacional, Goiás lidera, seguido por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Piscicultura cresce e Paraná mantém liderança nacional

O Paraná também se destacou na produção de pescados, alcançando 273 mil toneladas em 2025 — novo recorde para o setor.

O volume representa crescimento de 9,1% em relação ao ano anterior. O Estado segue na liderança nacional, com 27% de participação, conforme o Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026.

Dados do IBGE reforçam desempenho do agro paranaense

As informações fazem parte das pesquisas trimestrais conduzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que monitoram o desempenho da agropecuária brasileira, incluindo abate de animais, produção de leite, couro e ovos.

Os dados completos podem ser consultados no Sidra, o sistema oficial de estatísticas do instituto, com detalhamento por estado e regiões.

O conjunto dos resultados evidencia a força e a diversificação do agronegócio paranaense, que segue ampliando sua participação nos principais segmentos produtivos do País.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: queda de 32% na ureia não destrava compras e importações recuam no Brasil em 2026

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O mercado brasileiro de fertilizantes segue operando em ritmo lento em 2026. Mesmo com a expressiva queda nos preços da ureia nos últimos meses, os produtores rurais continuam adotando uma postura conservadora nas compras, refletindo a preocupação com a rentabilidade das lavouras e as incertezas do cenário internacional.

De acordo com análise da StoneX, as importações brasileiras das principais matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes totalizaram 14,6 milhões de toneladas no acumulado do ano, volume 5% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

O comportamento mais cauteloso dos compradores não é exclusivo do Brasil. Segundo a consultoria, a demanda global por fertilizantes perdeu força após a escalada dos preços provocada pelos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, que elevaram os custos dos insumos e deterioraram as relações de troca para os agricultores.

Queda da ureia não foi suficiente para estimular demanda

Apesar da forte correção nos preços internacionais da ureia, o mercado brasileiro ainda não apresentou reação significativa nas compras.

Desde o pico alcançado em meados de abril, as cotações da ureia acumularam retração de aproximadamente 32%, o equivalente a mais de US$ 250 por tonelada. Mesmo assim, os compradores permanecem seletivos e aguardam melhores oportunidades para avançar na formação de estoques.

Segundo a StoneX, a redução dos preços ainda não foi capaz de compensar totalmente o impacto dos custos elevados enfrentados pelos produtores ao longo dos últimos meses.

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A cautela reflete a preocupação com a rentabilidade das próximas safras, especialmente diante das oscilações dos preços agrícolas e dos custos de produção ainda elevados.

Mercado global também opera com demanda enfraquecida

A desaceleração nas compras de fertilizantes é observada em diversos mercados ao redor do mundo.

O aumento das tensões geopolíticas e os impactos sobre as cadeias globais de fornecimento contribuíram para elevar os preços dos insumos agrícolas no primeiro semestre. Como consequência, agricultores e distribuidores passaram a adotar estratégias mais defensivas, priorizando aquisições pontuais e reduzindo a exposição a novos aumentos de custos.

Esse comportamento tem limitado a recuperação da demanda, mesmo diante da recente acomodação dos preços internacionais.

Sulfato de amônio e TSP ganham espaço nas importações

Enquanto os fertilizantes nitrogenados enfrentam menor procura, outros produtos vêm registrando crescimento nas importações brasileiras.

Os volumes de sulfato de amônio e de superfosfato triplo (TSP) superaram os níveis observados no ano passado, indicando uma busca por alternativas mais competitivas diante das restrições de oferta e dos custos elevados no mercado global.

Os dados apontam que:

  • As importações de sulfato de amônio avançaram mais de 15% em relação a 2025;
  • As compras de TSP registraram crescimento de 47% no mesmo período.

O movimento demonstra que distribuidores e produtores têm ajustado suas estratégias de aquisição para reduzir custos e garantir o abastecimento dos nutrientes necessários às próximas safras.

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Segundo semestre pode trazer retomada das compras

Apesar da lentidão observada no primeiro semestre, a expectativa da StoneX é de que as importações de fertilizantes nitrogenados ganhem ritmo nos próximos meses.

Historicamente, as compras desses produtos aumentam a partir de junho, acompanhando a necessidade de recomposição de estoques e o planejamento das próximas etapas da produção agrícola.

A demanda tende a crescer gradualmente durante o segundo semestre, impulsionada pela preparação das áreas para a safrinha e pelo avanço das negociações para a temporada 2026/27.

Cenário exige atenção dos produtores

O mercado de fertilizantes segue sendo um dos principais fatores de custo para a agricultura brasileira. Embora a recente queda da ureia represente um alívio parcial, os produtores continuam monitorando atentamente o comportamento dos preços internacionais, do câmbio e das tensões geopolíticas que afetam a oferta global de insumos.

Com a proximidade do período de maior demanda, o setor acompanha os movimentos do mercado em busca de oportunidades para garantir abastecimento e preservar a competitividade das próximas safras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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