Nacional

Primeira mulher a comandar Corpo de Bombeiros de Rondônia articula no MJSP reforço à resposta a desastres

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Brasília, 10/4/2026 — O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) recebeu, na sexta-feira (10), a coronel Daniele Cristina Lima Ferreira, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO) e primeira mulher a ocupar o cargo no estado. A visita teve como objetivo tratar da capacidade operacional de Rondônia para resposta a possíveis desastres.

A comandante foi recebida pela Coordenação-Geral de Operações Integradas da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

Durante o encontro, foram abordados o alinhamento de protocolos técnicos de interoperabilidade e o fortalecimento da participação de Rondônia nas ações nacionais do Projeto Resposta em Ações Integradas para Atuação em Desastres (Respad).

Também foram discutidos os principais aspectos da capacidade operacional do estado para resposta a emergências de grande porte, com ênfase na integração às estruturas nacionais de comando e controle.

A comandante destacou os avanços do CBMRO em situações críticas e manifestou disponibilidade para atuação em operações integradas interestaduais. A agenda reforça a articulação federativa e o compromisso institucional com o aprimoramento da resposta a desastres no âmbito da Política Nacional de Segurança Pública.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Nacional

MJSP apoia operação contra grupo interestadual especializado em fraudes eletrônicas

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Manaus, 26/5/2026 – A Polícia Civil do Estado do Amazonas (PCAM) deflagrou a Operação Cripsis para desarticular associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas interestaduais. A ofensiva contou com o suporte do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e com apoio operacional da Polícia Civil do Estado de Pernambuco (PCPE).

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária no Amazonas (AM). Em Pernambuco (PE), a operação resultou no cumprimento simultâneo de cinco mandados de busca em três municípios: Abreu e Lima, Caruaru e Paudalho, além de um mandado de prisão em Igarassu.

Durante as buscas, as equipes apreenderam computadores, aparelhos celulares utilizados nos golpes, cartões bancários e documentos que serão submetidos à perícia técnica para rastrear o fluxo financeiro e identificar novas vítimas.

Golpes com falsa identidade

As investigações foram iniciadas após denúncias de um profissional de notoriedade nacional na área de segurança digital. Os criminosos utilizavam fotografias e o nome empresarial da vítima para conferir credibilidade à fraude.

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O esquema funcionava de forma estruturada nas redes sociais e em aplicativos de mensagens.

* Serviço falso: passando-se pelo especialista, os golpistas ofereciam falsos serviços de recuperação de contas e perfis de redes sociais invadidos.
* Vantagem ilícita: as vítimas eram induzidas ao erro e realizavam pagamentos via Pix.
* Ocultação: para dificultar o rastreamento policial, a quadrilha utilizava e-mails temporários, linhas telefônicas registradas em diferentes estados e contas bancárias de “laranjas”.

O cruzamento de dados, com auxílio do Ciberlab, permitiu à equipe de investigação individualizar e localizar os suspeitos.

“A Operação Cripsis demonstra que o anonimato pretendido pelos criminosos na internet é uma ilusão. Ao tentarem se esconder atrás da reputação e do nome de um renomado especialista em segurança digital, os investigados acreditavam que conseguiriam blindar suas reais identidades de forma impune. Nosso foco agora é a análise do material apreendido, visando identificar o total de pessoas lesadas”, afirmou a delegada da Polícia Civil do Amazonas Débora Barreiros.

Crimes

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato eletrônico (Art. 171, § 2º-A do Código Penal), falsa identidade (Art. 307 do Código Penal), invasão de dispositivo informático (Art. 154-A do Código Penal) e associação criminosa (Art. 288 do Código Penal). Somadas, as penas podem ultrapassar 13 anos de prisão, além de multa.

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Operação Cripsis

Na biologia, cripsis é a capacidade de um organismo evitar ser detectado por outros seres, por meio de mecanismos que vão além da camuflagem visual, incluindo recursos olfativos e auditivos. O nome da operação faz referência à atuação das polícias civis na desarticulação de um grupo criminoso que utilizava e-mails falsos, IPs mascarados e identidades clonadas para aplicar golpes.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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