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Açúcar recua no mercado interno e externo com início da safra 2026/27; etanol amplia perdas em abril

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O mercado de açúcar iniciou a semana sob pressão no Brasil e no exterior, refletindo o avanço da safra 2026/27, ajustes na oferta interna e um cenário internacional ainda instável. Levantamentos do Cepea indicam recuo nas cotações do açúcar cristal no mercado spot, enquanto as bolsas internacionais mantêm trajetória de queda.

Preços do açúcar cristal recuam com avanço da safra

As cotações do açúcar cristal registraram leve queda no balanço da última semana, com oscilações moderadas nos primeiros dias e reação no fechamento do período, quando os preços voltaram a se aproximar de R$ 106 por saca de 50 kg.

Segundo pesquisadores do Cepea, o mercado spot segue impactado pelo início da safra 2026/27. Parte das usinas tem direcionado a produção inicial para o açúcar VHP, voltado à exportação, reduzindo a disponibilidade de açúcar cristal branco no curto prazo.

Esse cenário contribuiu para sustentar as cotações na segunda metade da semana, mesmo diante de um ambiente de demanda mais contida.

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Demanda pontual mantém ritmo lento de negociações

Do lado da demanda, o mercado apresentou atuação mais pontual, sem pressão relevante para recomposição de estoques.

O comportamento dos compradores reflete cautela diante das incertezas sobre a evolução da safra e dos preços, resultando em negociações mais cadenciadas ao longo do período.

Bolsas internacionais seguem em queda

No cenário externo, o mercado de açúcar permanece volátil, pressionado por uma combinação de oferta global elevada e fatores geopolíticos e energéticos.

Na bolsa de Nova York, os contratos do açúcar bruto encerraram a segunda-feira (13) em baixa:

  • Maio/26: 13,68 cents de dólar por libra-peso (-0,07)
  • Julho/26: 13,88 cents/lbp (-0,01)
  • Outubro/26: 14,26 cents/lbp (-0,03)

Em Londres, não houve atualização das cotações até o momento da publicação.

Indicador paulista registra queda expressiva no início da semana

No mercado interno, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo Cepea/Esalq, apresentou queda de 2,18% na segunda-feira (13).

A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 103,47, ampliando o movimento de ajuste após a valorização observada no mês anterior.

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Com isso, o indicador acumula recuo de 1,89% em abril.

Etanol amplia perdas e reforça pressão no setor

O mercado de etanol também segue pressionado no estado de São Paulo.

O Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.775,00 por metro cúbico na segunda-feira (13), com queda de 1,33% no comparativo diário.

No acumulado de abril, o recuo chega a 8,34%, evidenciando a continuidade da pressão sobre os preços do biocombustível neste início de mês.

Perspectivas para o mercado

A tendência para as próximas semanas indica manutenção da volatilidade, com o mercado atento ao avanço da safra 2026/27, às estratégias das usinas entre produção de açúcar e etanol e às condições do mercado internacional.

A combinação entre oferta global elevada, demanda moderada e incertezas externas deve seguir influenciando a formação de preços no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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