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Educação

ABL finaliza 6ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa

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A sexta edição online do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa tem lançamento previsto para 20 de julho, dia do aniversário da Academia Brasileira de Letras (ABL). A informação foi dada hoje (10) à Agência Brasil, data em que se comemora o Dia da Língua Portuguesa, pelo professor Evanildo Bechara, diretor de Lexicografia e Lexicologia da ABL.

A nova versão é uma atualização da quinta edição, disponível para consulta no site da academia. “Estamos ultimando as palavras novas, que são mais de mil”, disse o professor, que ocupa a cadeira nº 33 da ABL. O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa tem 370 mil palavras.

Palavras escritas

A ABL, como outras academias, tem um vocabulário, que é a relação das palavras escritas. Outras academias também têm seu dicionário que, além de registrar a forma de escrever as palavras, ainda traz ainda outros significados delas. “O que compete à academia é como a palavra deve ser escrita”, informou Bechara.

Dentre as mais de mil palavras inseridas na nova edição do vocabulário ortográfico, estão termos técnicos, de gíria e palavras das mais diversas disciplinas do saber. Segundo o professor, há palavras advindas da pandemia do novo coronavírus e de toda atividade humana nas áreas de medicina, engenharia, filosofia, literatura, por exemplo.

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“Essas palavras não estavam registradas e passam a ser registradas agora. A sexta edição é a relação completa, na medida do possível, de todas as palavras usadas em uma determinada época da nossa vida cultural”.

O professor adiantou que já está trabalhando no Dicionário de Machado de Assis. “É uma relação completa de todas as palavras e expressões usadas por Machado de Assis na sua longa trajetória de escritor, de comentarista”. Ele ressaltou, por outro lado, que o trabalho é só ortográfico, por enquanto. “A nossa preocupação é com a maneira de escrever corretamente a palavra”.

Edição: Maria Claudia

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Educação

Entidades recomendam ações para fortalecer educação na pandemia

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O Movimento Todos pela Educação e a Human Rights Watch Brasil divulgaram hoje (11) um conjunto de recomendações ao governo federal para fortalecer as políticas públicas voltadas a apoiar o setor educacional durante a pandemia.

De acordo com as entidades, é preciso alocar recursos de forma estratégica para assegurar o acesso e evitar a evasão escolar, especialmente por segmentos mais atingidos pela pandemia, como negros, indígenas e crianças e adolescentes das áreas rurais.

Segundo o Todos pela Educação, em 2020 o governo federal reservou orçamento de R$ 48,2 bilhões para a educação básica, mas o valor executado ficou em R$ 35,2 bilhões, o menor em uma década.

As duas organizações destacam a necessidade de disponibilizar vacinas para trabalhadores da educação em todo o país, inclusive aqueles com atuação em unidades de ensino em comunidades marginalizadas.

Os profissionais da área foram incluídos no plano de operacionalização da vacinação contra a covid-19 e passaram a receber doses neste mês para a sua imunização, começando pelos trabalhadores em creche e do ensino fundamental.

As organizações defendem o uso de indicadores claros para o fechamento das escolas que considerem os riscos de transmissão do novo coronavírus e parâmetros baseados em evidências para decidir o retorno às atividades presenciais.

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O documento acrescenta que deve ser realizada uma campanha de “volta às aulas” visando a um retorno gradual e seguro, ofertando apoio às famílias cujas crianças e adolescentes tiverem dificuldades para isso.

A manifestação acrescenta que o Executivo federal deve apoiar estados e municípios com menores condições no fornecimento de equipamentos de proteção individual para os profissionais da educação.

Outra ação elencada é o apoio ao acesso à internet de alunos. As entidades citam pesquisa do Instituto Datafolha segundo a qual antes da pandemia 4 milhões de crianças e adolescentes não possuíam acesso à internet.

Segundo as organizações, o governo federal deveria adotar “medidas para garantir internet acessível, confiável e estável, incluindo medidas direcionadas para fornecer acesso gratuito e equitativo – e dispositivos capazes de apoiar o conteúdo educacional básico – para crianças e adolescentes que ainda não podem assistir às aulas presencialmente”.

No posicionamento, o Movimento Todos pela Educação e a Human Rights Watch Brasil lembram que, de acordo com ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020, 16,6% das crianças em casas com renda per capita de até meio salário mínimo não tiveram acesso à educação, índice que foi de 3,9% nos lares com renda per capita de mais de quatro salários mínimos.

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A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Educação e aguarda retorno.

Edição: Bruna Saniele

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