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Saúde

Além da Covid: veja outras vezes que o Butantan salvou a saúde pública no Brasil

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O Butantan é uma instituição dedicada à pesquisa em saúde pública e produção de imunobiológicos desde o início do século 20
Foto: Divulgação/Instituto Butantan

O Butantan é uma instituição dedicada à pesquisa em saúde pública e produção de imunobiológicos desde o início do século 20

Desconhecido por muitos brasileiros até assumir o protagonismo no combate à pandemia da Covid-19, o Instituto Butantan, responsável pela produção da primeira vacina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) aplicada no Brasil, completa 120 anos de existência nesta terça-feira (23). 

O Butantan foi criado na virada dos séculos 19 e 20 para combater a epidemia de peste bubônica . O surto, que se propagava a partir do Porto de Santos, em São Paulo, levou a administração pública estadual a criar um laboratório de produção de soro antipestoso para combater a doença.

Esse laboratório foi instalado na Fazenda Butantan, na Zona Oeste da capital paulista, e ganhou em 1901 o nome Instituto Serumtherápico. O primeiro diretor foi o médico sanitarista Vital Brazil Mineiro da Campanha, que iniciou os trabalhos de produção de soros antipestosos e antiofídicos.

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Vital Brazil (de branco, usando chapéu) demonstra extração de veneno de cobra para a produção de soros
Foto: Acervo Histórico/Instituto Butantan

Vital Brazil (de branco, usando chapéu) demonstra extração de veneno de cobra para a produção de soros

A primeira grande contribuição de Vital foi propor e validar a especificidade do soro, ou seja, para cada tipo de veneno deveria haver um tipo de soro relacionado à espécie da serpente.

Durante a pandemia de gripe espanhola, responsável pela morte de mais de 50 milhões de pessoas em todo o planeta, o Instituto Butantan passou a oferecer, em parceria com a Casa Armbrust (empresa especializada em venda e comércio de produtos diversos), uma série de medicamentos para combater a gripe. Em 1918, também foi desenvolvida uma vacina contra a gonorreia, infecção sexualmente transmissível.

A primeira vacina contra a gripe foi desenvolvida pela Universidade de Michigan, em 1944. Quatro anos depois foi lançada no Brasil, pelo Instituto Butantan. Nos anos seguintes, também foram produzidas a vacina bivalente (contra o H1N1 e o Influenza B) e, posteriormente, a trivalente (contra o Influenza H1N1 e H2N3 e o B).

Em 1949, a instituição apostou na vacina contra a raiva e, e, 1953, contra a febre amarela.

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Em 1961 a vacina oral contra a poliomielite (VOP) foi introduzida no Brasil, com a realização de campanhas de vacinação em municípios de SP e do RJ, e após uma década foi implantado o Plano Nacional de Controle da Poliomielite. Uma marca importante para a campanha de vacinação contra a Poliomielite foi a criação do Zé Gotinha, personagem símbolo da campanha pela erradicação da doença no Brasil, com o objetivo de tornar as campanhas de vacinação mais atraentes para as crianças. Em 2002, por meio do estabelecimento de uma parceria para transferência tecnológica com a Sanofi Pasteur, o Instituto Butantan começa a produzir vacina contra Influenza.Já em 2009, é a vez da vacina Influenza Trivalente, contra o vírus H1N1, causador da gripe suína, e outros dois tipos de gripe.

Homenagem em canção

Desde então, a instituição, que ganhou até letra de música ao som do funk, é referência nacional na produção de vacinas e soros, e contribui com a saúde pública brasileira desde 1901. Veja aqui a  lista completa das contribuições.

O Instituto Butantan é responsável pela produção da primeira vacina contra o novo coronavírus aplicada no Brasil
Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

O Instituto Butantan é responsável pela produção da primeira vacina contra o novo coronavírus aplicada no Brasil

Principal produtor de imunobiológicos do Brasil, o Butantan é responsável por grande porcentagem da produção de soros hiperimunes e grande volume da produção nacional dos antígenos vacinais que compõem as vacinas utilizadas no Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

Hoje, os laboratórios e fábricas do Instituto produzem 12 soros (contra o envenenamento por diversas espécies de cobras, escorpiões, aranhas e lagartas, e contra difteria, tétano, botulismo e raiva) e sete vacinas (contra raiva, HPV, Hepatite A, Hepatite B, Influenza Trivalente, H1N1 e DTPa).

Parceria com a chinesa Sinovac Biotech e mais uma vacina

Em entrevista ao iG, Tiago Rocca, gerente de parcerias estratégicas e novos negócios do Instituto Butantan, explica que as principais ações do Butantan são voltadas para o desenvolvimento de pesquisas nas áreas de biologia e biomedicina e para a produção de vacinas, soros e biofármacos para uso humano.

Com um modelo centenário de negócios internacionais, Rocca destaca que a equipe do Butantan já conhecia a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech. “Participamos de uma rede de laboratórios fabricantes de vacinas e dentro desse networking, a gente já tinha alguma relação com a Sinovac, até então sem nenhum contrato. Como eles já tinham um protótipo do primeiro coronavírus, o Butantan manifestou interesse em colaborar. Até porque o Brasil se tornou um terreno interessante para desenvolver os estudos e testes clínicos pelos números altos”, conta. 

A parceria entre as duas instituições prevê troca de conhecimento e de tecnologia, mas a produção da CoronaVac é local, ou seja, feita totalmente no Brasil. Em outras palavras, o desenvolvimento do imunizante é do Butantan, utilizando matéria-prima chinesa. Os estudos clínicos de aplicação da CoronaVac no Brasil também são responsabilidade do Butantan.

Futuro

O Instituto Butantan desenvolve uma vacina contra a dengue desde 2009, quando obteve licença para pesquisar os quatro tipos de vírus que causam a doença transmitida pelo Aedes Aegypti. O imunizante já está na última fase de testes, em que diferentes centros de pesquisa clínica no país participam da realização de ensaios clínicos, feitos com voluntários para comprovar a segurança e eficácia da vacina.

Em maio de 2020, o Instituto também fechou acordo com a farmacêutica Valneva para a produção de uma vacina de dose única contra chikungunya. No contexto deste acordo, o Valneva transferirá a tecnologia de sua vacina contra a chikungunya ao Butantan, que a desenvolverá, produzirá e comercializará em países de baixa renda. O acordo prevê “valores reduzidos como pagamento inicial e pagamentos por etapas em relação à transferência da tecnologia”, segundo o texto. A previsão, de acordo com Tiago Rocca, é de que a vacina esteja pronta no início do ano de 2023.

Giuseppe Puorto, biólogo e diretor cultural da instituição, destaca que o investimento em pesquisa e na ciência brasileira é fundamental para o futuro da instituição. “O Butantan nasce no meio de uma crise na saúde pública e 120 anos depois está de novo no meio de uma crise. O nosso slogan hoje é o Instituto Butantan a serviço da saúde. Desde a sua criação, o Instituto tem essa marca em seu DNA, que é muito importante. A contribuição hoje vai além dos soros e das vacinas, mas também na pesquisa”, explicou Giuseppe.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Com chegada de doses, capitais retomam vacinação de idosos nesta quinta-feira

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 As regras de distribuição dos 2 milhões de doses da AstraZeneca/Oxford e de 1,2 milhão de doses da CoronaVac foram definidas assim pelo Ministério da Saúde
Foto: Thinkstock/Getty Images

As regras de distribuição dos 2 milhões de doses da AstraZeneca/Oxford e de 1,2 milhão de doses da CoronaVac foram definidas assim pelo Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde começou a distribuir novos lotes de vacinas contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2). São 3,2 milhões de novas doses que vão permitir a partir desta quinta-feira (25) a retomada da vacinação em várias partes do país. As regras de distribuição dos 2 milhões de doses da AstraZeneca/Oxford e de 1,2 milhão de doses da CoronaVac foram definidas assim pelo Ministério da Saúde: a maior parte das vacinas segue para os estados do Amazonas, Pará e Acre – onde a velocidade de contágio do vírus é mais preocupante; nos demais estados continua valendo o princípio da proporcionalidade da população.

Rio de Janeiro

Na cidade do Rio de Janeiro, a campanha de aplicação da primeira dose da vacina também retorna hoje e serão vacinados os idosos com 82 anos. Amanhã (26) será a vez daqueles com 81 anos. Já no sábado (27) serão pessoas com 80 anos, de acordo com calendário divulgado ontem pela prefeitura.

O município recebeu nesta semana 105 mil doses de CoronaVac e de AstraZeneca. Essa faixa etária tem uma população estimada de 100 mil pessoas. Sábado também será um dia de repescagem para aqueles que têm mais de 80 anos e perderam seu dia de vacinação previsto no calendário. Nos três dias, os postos de saúde e centros de saúde da família aplicarão a vacina das 8h às 17h. Também estarão abertos pontos de vacinação do Planetário da Gávea e do Museu da República, no Catete.

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Em relação aos pontos de vacinação drive thru, hoje e amanhã funcionarão, das 9h às 15h, os pontos da Uerj (que fica no bairro do Maracanã) e do Parque Olímpico (na Barra da Tijuca). No sábado, os pontos de drive thru funcionarão das 8h às 14h (Engenhão) e das 8h às 15h (Cidade Universitária, CMS Belizário Penna, CMS Manoel Guilherme da Silveira, Parque Madureira, Parque Olímpico, Policlínica Lincoln de Freitas Filho, Sambódromo e Campus da UFRJ na Praia Vermelha).

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A prefeitura do Rio teve que cancelar, no dia 17 deste mês, a aplicação de primeira dose em idosos, devido à falta da vacina no município. Por isso, o calendário inicial, que previa a vacinação de todas as pessoas com 75 anos ou mais até o próximo sábado, acabou sendo adiado. São Luís

A Prefeitura de São Luís anunciou que retoma a partir de quinta a campanha de vacinação em idosos contra a Covid-19 na capital. A campanha estava suspensa desde o dia 18 de fevereiro, devido a falta de doses do imunizante. Nesta etapa, serão vacinados com a 1ª dose da vacina os idosos entre 80 a 83 anos que já haviam sido cadastrados anteriormente pela plataforma Vacina São Luís. A partir disso, a vacinação acontece da seguinte forma: 25 de fevereiro (quinta-feira): idosos com 83 anos; 26 de fevereiro (sexta-feira): idosos com 82 anos; 27 de fevereiro (sábado): idosos com 81 anos; 1º de março (segunda-feira): idosos com 80 anos.

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Ao todo, o município de São Luís recebeu 9.210 doses da vacina Oxford/AstraZeneca, que chegaram ao estado nesta quarta-feira (24). As doses foram repassadas pelo governo à Prefeitura ainda na tarde desta quarta.

Salvador

A prefeitura de Salvador também vai retomar a aplicação da primeira dose da vacinação contra a Covid-19 nesta quinta, para idosos com 83 anos ou mais, informou a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

De acordo com a SMS, com a retomada na quinta-feira, a vacinação será feita de forma escalonada. Confira o cronograma: quinta-feira (25): 83 ou mais, sexta-feira (26): 82 ou mais, segunda (01): 81 ou mais, terça-feira (02): 80 ou mais.

Fonte: IG SAÚDE

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