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Cidades

AMM participa de debate com profissionais da educação

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O presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios, Neurilan Fraga participou de uma reunião através de videoconferência com a Diretoria do Sindicado dos trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso, SINTEP para discutir vários pontos sobre os direitos dos servidores da educação e o retorno das atividades escolares.

O objetivo da discussão é o comprometimento com a educação do estado e reivindicar aos municípios sobre a aplicação do piso do salário dos professores, a regulamentação e o cumprimento da hora atividade, a qual se deve de ter um terço para os educadores prepararem as atividades, também sobre a Lei Complementar 173/2020, a qual veda todo e qualquer reajuste, aumento, vantagem ou adequação de remuneração dos servidores e membros de todos os órgãos e poderes da República, até 31 de dezembro de 2021.

O presidente da AMM solicitou que as instituições encaminhem um documento pontuando todas essas questões e particularidades para que possa ampliar o diálogo com os municípios e para que a equipe técnica da AMM poderá analisar as propostas e reivindicações. “ Além da análise da AMM, é imprescindível enviar também para o Tribunal de Contas, principalmente sobre o piso salarial, a qual eles podem realizar uma revisão de tese sobre a recomendação, para que os munícipios possam aplicar o aumento do RGA”, pediu o presidente.

O presidente do Sindicado dos trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso, SINTEP, Valdeir Pereira disse que além do reajuste salarial o que preocupa é o retorno das aulas. “Será um desastre em MT , caso voltar todos os funcionários da educação, sem vacina e sem controle da pandemia, acredito que podemos juntos conseguir encontrar outros caminhos, por isso precisamos do apoio da AMM nesses pedidos”, completou Valdeir.

Participou do debate também, o presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação de Mato Grosso, UNDIME, Eduardo  Ferreira da Silva, que se mostra preocupado com o retorno as atividades escolares. “Precisamos primar pelo cuidado com a vida, uma das possiblidades é a vacinação que anda lenta no estado, temos que priorizar a segurança de todos dentro da sala de aula e também os direitos dos nossos professores, e junto ao SINTEP vamos elaborar um documento técnico e encaminhar a AMM com todos os pedidos”, finalizou o presidente. 

Para finalizar o Presidente da AMM falou da vacinação. “MT é um dos estados que menos recebeu vacinas no Brasil, já estamos cobrando do governo federal essa reposição, pois temos direto de ter a mesma quantidade de vacinas dos outros estados, acredito que nas ultimas remessas agora será reposto essa falta. Já adianto que encaminhamos para a importadora da vacina russa  Sputnik V um documento com a intenção de compra de 40 municípios, que manifestaram interesse por 400 mil doses, por meio de uma carta de intenção de compra. Para encerrar, penso que cada secretário de educação, sabe da sua realidade, sabe a hora de voltar as aulas ou não ao retorno da atividades escolares, nós defendemos a liberdade e que a decisão cabe aos gestores de cada cidade”, finalizou Fraga.

Fonte: AMM

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Cidades

Diálogo X Covid

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Estamos vivendo um dos piores momentos dessa pandemia, e essa situação pode ser agravada ainda mais, se não forem tomadas atitudes que de fato colocam um freio na crescente curva de números de contaminados, óbitos e na taxa de ocupação de leitos clínicos e de UTIs.

No Brasil, já são quase 4 mil mortes por dia, e com a projeção para chegar aos 5 mil óbitos em 24 horas. Em Mato Grosso o que estamos vendo são recordes e mais recordes de pessoas que estão perdendo a vida para o Covid-19, muitas delas, por falta de leitos de UTIs.

Evidentemente a medida mais eficaz será a vacinação em massa da população. Infelizmente em função do descaso e do negacionismo por parte do governo federal, que é o responsável pela compra e distribuição das vacinas no Brasil, fez com que o número de pessoas imunizadas seja baixo, além de uma lentidão na efetiva vacinação da população.

Não obstante, outras medidas paliativas devem serem tomadas e implementadas pelos poderes executivos e legislativos, sejam federal, estadual e municipal.

As medidas de distanciamento social ou físico e as recomendações de biossegurança são imprescindíveis nesse momento. Entretanto, nenhuma dessas medidas terão êxito, se a população não aderir ou respeitar o que nelas estão prescritas.

Na verdade, o que estamos vendo na prática, são decretos dos governos federal, estadual e municipal, que foram editados com medidas restritivas, e que de fato não estão sendo seguidos por parte da população.

Desta forma, não adianta as autoridades públicas tomarem medidas de combate à pandemia, se a população não respeitar e seguir as recomendações.

Por outro lado, aqui no estado temos outros fatores  que contribuem sobre maneira para que tenhamos um quadro mais assustador,  como por exemplo a pré-eminência da falta de oxigênio e de medicamentos para entubação de pacientes, a não existência de médicos para trabalharem nas UTIs, e mesmo em hospitais municipais distante dos grandes centros urbanos.

Também não pode deixar de ressaltar, a falta de diálogo do secretário estadual de saúde com os prefeitos e até mesmo com a AMM, quando esta  é solicitada pelos prefeitos, para intermediar esse diálogo.

Um outro fato que não se pode omitir, pois não está contribuindo com o combate ao coronavírus, é a falta de diálogo e um entendimento entre o governo do estado e a prefeitura de Cuiabá.

Não queremos entrar no mérito dessa desconstrução, não temos esse propósito, mas entendemos que a união nesse atual momento é extremamente importante para o enfrentamento dessa doença, que tem dizimado centenas e centenas de famílias mato-grossenses.

É preciso entender que acima das paixões ideológicas, dos projetos políticos, econômicos e outros interesses, a vida das pessoas está em primeiro plano, pincipalmente numa situação tão caótica como essa que estamos vivendo. Creio eu, que grande parte da população de Mato Grosso, não concorda com o que tem observado, a falta de diálogo e de compreensão por parte desses dois grandes líderes do estado.

Nesse sentido, defendemos que os presidentes dos demais poderes e também de instituições públicas ou privadas, provoquem urgentemente esse entendimento, para que assim, unidos, possam enfrentar essa pandemia que está matando os nossos irmãos mato-grossense e mesmo os nossos familiares.

Queremos aqui conclamar a classe política, empresarial, os dirigentes dos poderes constituídos, as entidades de classes e a população em geral, para que juntos, além de seguirmos as recomendações de distanciamento social e de biossegurança, ajudem os gestores municipais a fiscalizarem e fazerem valer, o que recomendam as instituições de saúde, como a Organização Mundial da Saúde- OMS, Ministério da Saúde, Secretaria de Estado de Saúde e as Secretarias de Saúde de cada município.

Somente assim, vamos frear rapidamente essa alta taxa de ocupação dos leitos de UTIs, dos números de mortes e de pessoas contaminadas.

Neurilan Fraga – Presidente da AMM

Fonte: AMM

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