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Saúde

Anvisa: eventos adversos das vacinas estão dentro do previsto

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Pouco mais de um mês após início da vacinação no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) considera que os eventos adversos mais frequentes relacionados às vacinas contra a covid-19 não são graves e estão dentro do esperado. Segundo a agência, não há até o momento dados que indiquem mudanças na avaliação da segurança das vacinas.

Em entrevista, a gerente-geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária da Anvisa, Suzie Marie Teixeira Gomes, exemplificou alguns desses eventos . “Dor de cabeça, febre, aquela sensação de gripe que muita gente relata pós-vacinação são os eventos mais frequentes. Então, não são eventos graves, são eventos esperados”, disse.  “São efeitos que acontecem com outras vacinas e outros medicamentos também”.

A gerente ponderou, no entanto, que ainda é muito cedo para avaliar os dados sobre o uso das vacinas no Brasil, pelo fato de o número de vacinados no país ainda ser pequeno se comparado a outras vacinas que já são parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI). 

“Não existe, até o momento, nenhum sinal de segurança importante para que se desencadeie um processo regulatório ou uma ação regulatória”, disse Suzie. “Toda essa avaliação vem sendo feita desde a primeira agulhada que foi administrada na primeira dose. Ainda é muito cedo porque o número de pessoas vacinadas ainda é muito pequeno em relação a outras vacinas. Então, as suspeitas que são notificadas, mais as informações adicionais de outras autoridades regulatórias, com a base de dados da Organização Mundial da Saúde, não mostraram para a gente nenhuma alteração no perfil de segurança da vacina. Isso é um ponto muito positivo”. 

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A Anvisa deve receber nos próximos dias relatórios de benefício-risco dos fabricantes das vacinas CoronaVac e Oxford/AstraZeneca, com dados sobre o primeiro mês da aplicação no país. Esses documentos vão auxiliar o monitoramento da segurança dos imunizantes.

Comprovadas a segurança, eficácia e qualidade das vacinas, a análise da Anvisa que permitiu a aplicação das doses levou em conta os benefícios da vacinação, que devem “superar enormemente” os riscos potenciais e eventos adversos previstos. Essas condições continuam a ser monitoradas quando a vacina começa a ser aplicada na população. A Anvisa concedeu autorização às vacinas CoronaVac (Sinovac/Butantan) e Covishield (Oxford/AstraZeneca/Fiocruz) e mais de 5 milhões de pessoas já receberam ao menos uma dose desses imunizantes desde 17 de janeiro.

Entre os dados que são avaliados nesse processo, estão os eventos adversos notificados após a vacinação. Segundo a Anvisa, é considerado um evento adverso pós-vacinação (EAPV) “qualquer ocorrência médica indesejada que acontece após a vacinação e que, não necessariamente, tem relação causal com o uso de uma vacina ou outro imunobiológico”. 

As bulas das vacinas aprovadas trazem uma lista de quais são os eventos adversos esperados, com base na análise dos estudos clínicos. Esses eventos podem ser considerados “muito comuns”, quando chegam a ser mais frequentes que um a cada dez vacinados; “comuns”, quando podem afetar até um a cada dez vacinados; e “incomuns” quando afetam um em cada 100 vacinados.

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Eventos adversos “muito comuns” previstos na bula da CoronaVac são dor de cabeça, cansaço e dor no local da aplicação. No caso da bula da Oxford AstraZeneca, entre esses efeitos mais comuns estão sensibilidade, dor, sensação de calor, fadiga, calafrio, dor de cabeça e enjoos. 

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

SP estuda criar fase roxa, mais restritiva que a vermelha, para conter Covid-19

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SP pode apertar ainda mais a quarentena
Divulgação/Governo de São Paulo

SP pode apertar ainda mais a quarentena

O governo do estado de São Paulo estuda a possibilidade de criar uma fase roxa no Plano São Paulo, ainda mais restritiva que a vermelha. O objetivo é conter a propagação do novo coronavírus (Sars-Cov-2).

“Estamos discutindo a possibilidade e a necessidade de uma fase ainda mais restritiva que a vermelha”, disse neste sábado (27) o coordenador do centro de contingência do estado, Paulo Menezes, à CNN.

De acordo com ele, haveria uma reclassificação a respeito de quais atividades são essenciais , sobretudo de madrugada. “Isso implicaria talvez ter limitação de atividades, de algumas atividades que são classificadas como essenciais em determinados horários, especialmente nos horários noturnos e de madrugada. Estamos discutindo para ver a necessidade, quais indicadores levam a essa fase e quais seriam os resultados esperados. Estamos discutindo com o governo para ver se é o caso de adotar essa nova fase”.

Para Menezes, este é o pior momento da pandemia de Covid-19 no estado e no país. Segundo ele, a ocupação geral da rede hospitalar de São Paulo é de 70% , mas três regiões têm ocupação de cerca de 90%.

Nessa semana, o governador do estado, João Doria , reclassificou as regiões do Estado, bem como determinou o “toque de restrição” durante as madrugadas . “Nós esperamos, sim, que medidas anunciadas ontem comecem a fazer efeito e reduzir a propagação do vírus, reduzir a velocidade de aumento do número de casos e internações ao longo dos próximos dias. Ainda temos situação que permite pelo menos mais 2 semanas de aumento progressivo de internações, o que esperamos que não ocorra.”, declarou Menezes.

Fonte: IG SAÚDE

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