Política Nacional

Aprovado Willamy Moreira Frota para a diretoria da Aneel

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O Plenário do Senado aprovou a indicação de Willamy Moreira Frota para a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O relator da indicação (MSF 41/2025) foi o senador Eduardo Braga (MDB-AM). Foram 44 votos a favor e 3 contrários.

Willamy Frota é engenheiro eletricista e atuou por mais de 30 anos no setor elétrico com destaque para a Eletronorte e algumas empresas do grupo Eletrobrás. Ele vai ocupar a vaga decorrente do término do mandato de Hélvio Neves Guerra. 

Em sua sabatina na Comissão de Infraestrutura (CI) nesta terça-feira (19), Frota destacou que a energia elétrica constitui um bem essencial à cidadania e um vetor estratégico para o desenvolvimento do crescimento e progresso de qualquer sociedade.

— No entanto, vivemos hoje a dinâmica de uma nova era energética, marcada pela transição energética justa que impõe muitos desafios tanto a Aneel quanto a todo o setor elétrico brasileiro — afirmou na ocasião.

Frota atuou, entre outros cargos, como presidente das empresas Manaus Energia (Mesa) e Companhia Energética do Amazonas (Ceam), diretor de Operação da Eletrobras Eletronorte, presidente da Amazonas Geração e Transmissão de Energia S.A. (Amazonas GT) e superintendente da Eletrobras Eletronorte.

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A Aneel é a agência reguladora responsável por regular e fiscalizar o setor elétrico brasileiro, garantindo que a produção, transmissão, distribuição e comercialização de energia ocorram com qualidade e segurança. O órgão atua para equilibrar os interesses de consumidores e empresas, promovendo o desenvolvimento do setor de forma sustentável.

A Aneel possui uma diretoria colegiada composta por cinco diretores, incluindo o diretor-geral e outros quatro diretores. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Especialista defende suspensão de licenciamento para exploração de terras raras em Minas Gerais

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O presidente da Aliança em Prol da Área de Preservação Ambiental da Pedra Branca, Daniel Tygel, reivindicou a suspensão do licenciamento para a exploração mineral do planalto vulcânico do sul de Minas Gerais. Ele participou de seminário sobre a exploração de terras raras promovido pela Frente Parlamentar em Defesa da Soberania Nacional, na Câmara dos Deputados (9/6).

Daniel disse que a região, forte em turismo e em agricultura, está ameaçada no momento por duas empresas australianas que pretendem adotar um modelo de exploração “agressivo” para a retirada do carbonato de terras raras. Segundo ele, o modelo é baseado em um ataque químico que levanta material radioativo e consome muita água.

O especialista afirmou que os países que estão vindo explorar terras raras no Brasil querem ficar apenas com o refino do material.

“Austrália, Canadá, Estados Unidos não querem minerar. Eles querem que o Brasil minere e fique com o passivo ambiental. Eles querem desenvolver o refino. Por quê? Dificuldade no licenciamento ambiental lá. Aqui no Brasil, por outro lado, o licenciamento tem sido feito a toque de caixa.”

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Daniel também criticou o sigilo dos processos de autorização de exploração junto à Agência Nacional de Mineração. Ele sugeriu que o Projeto de Lei 2780/24, sobre a política de minerais críticos (em análise no Senado), seja aperfeiçoado para fortalecer a questão da soberania nacional e aumentar a participação da sociedade nas decisões.

O deputado Pedro Uczai (PT-SC) defendeu o Projeto de Lei 1754/26, que cria a TerraBras, uma estatal que controlaria a exploração de terras raras com o objetivo de desenvolver a sua industrialização. Ele é um dos autores da proposta.

“Há 30 anos, a China não conseguia competir com Estados Unidos e Europa em praticamente nenhum setor. Hoje, lidera grande parte das áreas tecnológicas do mundo. Isso é resultado de decisão política”, disse o deputado.

Segundo o presidente da Rede pela Soberania, Sylvio Costa, a China tem o controle estatal de produtos baseados em minerais críticos. Já os Estados Unidos, Japão e Austrália fazem parcerias com a iniciativa privada, mas o Estado exerce sua autoridade sobre a atividade.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Geórgia Moraes

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Fonte: Câmara dos Deputados

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