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Política Nacional

Assim como Bolsonaro, Russomanno comemora suspensão dos teste da CoronaVac

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russomano e bolsonaro
Marcos Corrêa/PR

Jair Bolsonaro e Celso Russomanno


Celso Russomanno (Republicanos), candidato à Prefeitura de São Paulo, fez como o seu padrinho político nas eleições deste ano, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e comemorou a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de suspender os testes da vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantã em parceria com a empresa chinesa Sinovac.


“(A Vacina) está longe de cumprir as etapas obrigatórias para sua aprovação”, disse Russomanno. O candidato do Republicanos também disparou contra o governador João Doria (PSDB), principal desafeto de Bolsonaro, e o acusou de tentar crescer politicamente com o uso da vacina, além de dizer que ele realiza um “estelionato tucano”.

“Mais uma vez, o governo Doria assume risco desnecessário e apressado, desta vez contra a saúde do povo brasileiro, com o objetivo rasteiro de obter lucro político. Como eu havia dito em evento na Associação Paulista de Imprensa – API, sem testes duplos-cegos em uma ampla base de pacientes, seria criminoso determinar a disponibilidade de uma vacina para toda a população”, escreveu no Twitter.

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Política Nacional

Justiça condena delegado autor de sequestro no período da ditadura militar

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Boa parte das torturas aconteceu no DOPS - Departamento de Ordem e Política Social - hoje transformado em museu
Wikimedia Commons

Boa parte das torturas aconteceu no DOPS – Departamento de Ordem e Política Social – hoje transformado em museu

Pela primeira vez no Brasil, a Justiça condenou um agente do governo por crimes cometidos durante a ditadura militar . O juiz Sílvio César Arouk Gemaque, da 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo, condenou o delegado aposentado do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo ( Deops ) Carlos Alberto Augusto a 2 anos e 11 meses de prisão, em regime semiaberto.

O delegado foi denunciado pelo Ministério Público Federal pelo sequestro de Edgar de Aquino Duarte, desaparecido desde 1971, que atuava como corretor da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Duarte havia sido expulso da Marinha em 1964 e não tinha mais vínculo com grupos de oposição à ditadura desde 1968, quando retornou do exílio. A sentença é de primeira instância e o ex-delegado poderá recorrer em liberdade.

“A condenação é um marco no Brasil, que é considerado um pária por ser o único país a não ter condenado agentes da ditadura por crime contra a humanidade, que não prescrevem e não são passíveis de anistia. É uma decisão que envolve não só o passado, mas o presente e o futuro por reforçar garantias de que esses crimes não mais ocorrerão”, afirma o procurador Andrey Mendonça, autor da denúncia.

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Mais de 50 ações por crimes ocorridos durante a ditadura já foram apresentados à Justiça brasileira , mas a maioria das denúncias foram rejeitadas ou estão paralisadas na Justiça Federal, tendo como justificativa a Lei da Anistia, que foi considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal.

Segundo Mendonça, a sentença contra o delegado aposentado do Deops, pela primeira vez, segue as normas e decisões internacionais que obrigam o Brasil a investigar e punir quem tenha atuado no extermínio de opositores políticos entre 1964 e 1985.

Em 2018, a Corte Internamericana de Direitos Humanos obrigou o país a investigar e punir os culpados pela morte do jornalista Vladimir Herzog , assassinado em São Paulo em 1975.

Em 2010, a Corte responsabilizou o governo brasileiro pelo desaparecimento de 70 pessoas durante a Guerrilha do Araguaia, descumprindo a obrigação de punir os responsáveis e omitir informações aos parentes das vítimas, que ainda hoje não localizaram os corpos.

No processo envolvendo o desaparecimento de Duarte também foram denunciados o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra e o ex-delegado Alcides Singillo. Eles foram retirados da ação após morrerem – em 2015 e 2019, respectivamente.

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