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Brasil adere compromisso internacional para proteção dos recifes de coral

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Durante a COP30, o Brasil aderiu oficialmente ao chamado Compromisso de Recifes de Coral Resilientes ao Clima (Climate-Resilience Coral Reefs Commitment) para proteger e recuperar os biomas marinhos. A adesão brasileira reforça a atuação nacional na implementação de políticas públicas voltadas à conservação, recuperação e uso sustentável de recifes de coral frente aos desafios impostos pela mudança do clima.

A assinatura da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, ocorreu na Zona Azul da Conferência do Clima em Belém (PA), com a participação da Wildlife Conservation Society (WCS), em colaboração com organizações relacionadas à conservação marinha e gestão ambiental. O Compromisso é uma continuidade das ações de proteção aos recifes de coral adotadas durante a 3ª Conferência das Nações Unidas para o Oceano (UNOC 3), realizada em junho deste ano em Nice, na França.

Com a entrada do Brasil, 12 países já firmaram compromissos para proteger os recifes de coral. A iniciativa prevê alcançar 31 nações até a COP31, em 2026, o que corresponderia a cerca de 90% dos ecossistemas marinhos do planeta.

“Há décadas trabalhamos com a academia e a sociedade civil para monitorar e conservar esses recifes e fortalecer as áreas marinhas protegidas. Mas o mais recente evento global de branqueamento revelou que em algumas regiões do Brasil a mortalidade de espécies-chave construtoras de recifes ultrapassou 80%, mostrando que os recifes de coral estão entre os primeiros ecossistemas a ultrapassar os pontos de não retorno climático”, explicou a diretora do Departamento de Oceano e Gestão Costeira do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Ana Paula Prates.

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O Brasil tem acelerado as políticas públicas em defesa dos recifes de coral. Em junho, foi assinado o decreto que criou a Estratégia Nacional para a Conservação e o Uso Sustentável dos Recifes de Coral (ProCoral), sob coordenação do MMA.

A ProCoral busca implementar, orientar, articular e coordenar políticas públicas integradas para a conservação, o uso sustentável e a recuperação dos recifes de coral em benefício das populações humanas que dependem deles. O Brasil abriga os únicos recifes de coral do Atlântico Sul, essenciais à proteção costeira, à segurança alimentar e ao sustento de milhões de pessoas.

Ana Paula Prates destacou que outras iniciativas já foram adotadas pelo governo brasileiro para proteger esses ecossistemas, como a retomada das discussões com a Iniciativa Internacional para os Recifes de Coral (ICRI) e o lançamento de uma chamada pública do BNDES, no valor de R$ 88 milhões, para apoiar projetos de conservação, incluindo ações previstas no segundo ciclo do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Ambientes Coralíneos (PAN Corais).

O MMA também apoia a recém-lançada Coalizão Corais do Brasil, iniciativa da sociedade civil estabelecida também na COP30, que busca reunir organizações, setor privado, comunidades locais e institutos de pesquisa para fortalecer a proteção e a recuperação dos recifes de coral diante do aquecimento dos oceanos e de outras ameaças, como poluição e pesca predatória.

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“O aquecimento do oceano é um fenômeno global e, nesse sentido, medidas locais não serão suficientes sem reduções rápidas nas emissões de gases de efeito estufa. Nossa adesão reforça o compromisso coletivo e reflete a convicção do governo brasileiro de que a proteção dos recifes exige cooperação global, ação climática decisiva e atenção constante ao oceano. Por essa razão, enfatizamos a necessidade de que a próxima Convenção do Clima da ONU coloque o oceano no centro da agenda climática. Um esforço que o Brasil já iniciou na COP30”, concluiu Prates.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Varejo brasileiro cresce no primeiro trimestre de 2026 e setor de restaurantes lidera expansão do consumo

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O varejo brasileiro iniciou 2026 em trajetória de crescimento, refletindo a resiliência do consumo das famílias e a recuperação de segmentos ligados a serviços e alimentação. Dados do Mastercard SpendingPulse apontam que as vendas do comércio cresceram 1,2% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2025.

O indicador considera as vendas realizadas tanto em lojas físicas quanto no comércio eletrônico, abrangendo diferentes formas de pagamento e oferecendo um retrato abrangente da atividade varejista no país.

O resultado demonstra que, apesar dos desafios econômicos, o consumidor brasileiro manteve o ritmo de compras, impulsionando diversos setores da economia.

Restaurantes, farmácias e hospedagem puxam crescimento

Entre os dez segmentos analisados, sete registraram desempenho superior à média nacional, evidenciando uma recuperação mais consistente em áreas ligadas ao consumo cotidiano e ao setor de serviços.

O principal destaque foi o segmento de restaurantes, que avançou 10,1% no primeiro trimestre. O resultado reforça a retomada do consumo fora do lar e o fortalecimento das atividades ligadas à alimentação e ao lazer.

Na sequência aparecem as farmácias, com crescimento de 9,6%, refletindo a demanda constante por produtos de saúde e bem-estar. O setor de hospedagem também apresentou desempenho expressivo, com alta de 6,5%, impulsionado pelo aumento das viagens corporativas e do turismo interno.

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Por outro lado, alguns segmentos enfrentaram maior dificuldade para expandir as vendas. Os supermercados registraram retração de 1,5%, enquanto o setor de móveis e decoração apresentou queda de 4,4%, indicando comportamento mais cauteloso dos consumidores em compras de maior valor agregado.

Centro-Oeste lidera avanço do consumo no país

A análise regional mostra que o crescimento do varejo ocorreu de forma desigual entre os estados brasileiros. Das 27 unidades da federação, 11 registraram desempenho acima da média nacional.

O Centro-Oeste liderou o ranking regional, com expansão de 2,5% nas vendas, consolidando-se como a região de maior crescimento no período. O desempenho reflete o fortalecimento econômico impulsionado principalmente pelo agronegócio e pelos setores relacionados à cadeia produtiva agroindustrial.

Todas as regiões brasileiras apresentaram resultado positivo, embora em diferentes intensidades. O Sudeste teve o menor avanço, com crescimento de apenas 0,1% no trimestre.

Pernambuco e Paraná se destacam entre os estados

No ranking estadual, Pernambuco apresentou o melhor resultado do país, com crescimento de 5,4% nas vendas do varejo. O Paraná ocupou a segunda posição, registrando avanço de 4,1%.

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O Distrito Federal aparece logo em seguida, com expansão de 4%, reforçando a tendência de fortalecimento do consumo em regiões com maior dinamismo econômico.

Perspectivas para o comércio em 2026

A evolução do varejo nos primeiros meses do ano indica um cenário de recuperação gradual do consumo, sustentado principalmente pelos segmentos de serviços, alimentação e saúde.

Para os próximos meses, o desempenho do setor continuará sendo influenciado por fatores como renda das famílias, condições de crédito, inflação e mercado de trabalho. A expectativa é que atividades ligadas ao turismo, alimentação e serviços mantenham trajetória positiva, enquanto setores dependentes de compras de maior valor sigam enfrentando desafios.

O resultado do primeiro trimestre sinaliza que, mesmo diante de um ambiente econômico ainda seletivo, o varejo brasileiro continua encontrando espaço para crescer e movimentar a economia nacional ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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