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Cuiabá

Câmara aprova projeto que prioriza gestantes, puérperas e lactantes na vacinação contra covid

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Assessoria de Comunicação

Os vereadores aprovaram o projeto de Maysa Leão que garante a imunização de gestantes, mulheres no período de puerpério e lactantes.

Os vereadores de Cuiabá aprovaram o projeto que garante a vacinação contra a covid-19 de gestantes, mulheres no período de puerpério e lactantes. De autoria da vereadora Maysa Leão (Cidadania) a proposta recebeu parecer favorável da Comissão de Saúde e para ser colocada em prática precisa receber a sanção do prefeito de Cuiabá.
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A sessão online foi acompanhada por mais de 60 mulheres que buscaram a vereadora e apresentaram a necessidade do projeto. O número de grávidas que vieram a óbito pelo novo coronavírus aumentou nos últimos meses. Outro fator que levou a criação da proposta foi que foram registrados casos de recém-nascidos de mães que tomaram a vacina durante a gestação e que vieram ao mundo com anticorpos contra a covid-19. Além disso, artigos científicos mostraram evidências de que mulheres lactantes que tomaram a vacina contra covid-19 produzem leite materno com anticorpos contra a doença.
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“Essas mães acompanharam, assistiram, clamaram para que a gente as protegesse, afinal, são vulneráveis, seus filhos são vulneráveis. A vereadora Michelly Alencar trouxe aqui um médico que falou sobre a importância, sobre o quanto essa vacinação irá diminuir os óbitos. Essa foi uma sessão memorável, me despeço com alegria no coração”, disse Maysa que termina seu mandato de 60 dias na suplência do vereador Diego Guimarães.
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De acordo com o projeto a vacinação das pessoas gestantes, puérperas e lactantes será efetuada por intermédio do Órgão Municipal competente, sendo permitida a realização de parcerias ou convênios para assegurar gratuitamente a imunização.

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A pessoa gestante não está obrigada a apresentar teste de gravidez como pré-requisito para a administração da vacina, bastando um encaminhamento emitido por seu obstetra ou profissional de saúde que acompanhe ou tenha acompanhado seu pré-natal.

O estado puerperal a que se refere a lei contempla o período que vai até o 45º dia após o parto. No ato de apresentação para vacinação, as pessoas gestantes ou puérperas devem ser orientadas a manter as medidas de proteção contra a covid-19, mesmo após a aplicação das doses da vacina e depois de transcorrido o período necessário para a imunoconversão e em caso de reação adversa, procurar uma Unidade de Saúde para fins de acompanhamento e monitoramento.

Defesa das mulheres em vulnerabilidade – Outro projeto aprovado de autoria de Maysa Leão vai garantir a prioridade de vagas em creches para crianças que são filhos de mulheres vítimas de violência doméstica, seja ela de natureza física, sexual, moral, psicológica e patrimonial.

Após sancionado pela prefeitura, para matrícula da criança serão necessários alguns documentos como a cópia do boletim de ocorrência, expedido pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e a cópia do exame de corpo de delito ou cópia do prontuário de atendimento de um hospital ou Posto de Saúde (que tenha ou não serviço especializado para mulheres vítimas de violência).

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Além disso, será concedida e garantida a transferência de uma creche para outra, no âmbito da rede municipal, conforme a necessidade de mudança de endereço da mãe, a fim de garantir a segurança da mulher e da criança.

“Como se pode notar, além da mulher, a criança também se torna uma vítima da violência doméstica por conviver em um lar desestruturado e violento. Por isso é imprescindível garantir a prioridade de vaga em creches para a criança”, diz trecho do projeto.

Ascom Gabinete Vereadora Maysa Leão

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Cuiabá

Símbolo de respeito e ocupação histórica: Beco do Candeeiro recebe bênçãos da Lavagem do Rosário e São Benedito

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Davi Valle

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“Na beira da praia, Ogum Sete Ondas, Ogum Beira Mar” foi o que se escutou as margens da Prainha, no Beco do Beco do Candeeiro, na noite da última sexta-feira (11). O projeto Afro Sagrado, executado pela Associação Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito realizou a benção dos candeeiros para celebrar a presença ancestral africana. Logo depois, o grupo musical Raízes do Samba se apresentou com repertório nacional. No local, também foi comercializado comidas típicas regionais. Os eventos realizados no Beco são promovidos pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer por determinação do prefeito Emanuel Pinheiro, gratuitamente e seguem todas as medidas de biossegurança.

“É preciso respeitar as raízes do povo cuiabano, respeitar a fé tão diversa da nossa gente. A gestão Emanuel Pinheiro restaurou o Beco do Candeeiro para ser lugar de encontro, de exaltação da arte, da cultura, das tradições e vamos cada vez mais, promover a paz e união neste lugar tão simbólico da nossa Capital”, disse o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro.

Do agogô, instrumento Yoruba que se assemelha a um sino, veio o primeiro som. Daí por diante a cadência foi sendo construída. Das cabaças dos afoxés o som balançava até se fundir com a vibração dos atabaques. O ritmo se encorpava para que a bandeira da Paz dançasse no salão do Museu da Imagem e do Som (MISC). Ainda era só ensaio para o que viria a ser apresentado em instantes na rua 27 de Dezembro.

Às 19h, Ogum Beira Mar inundou o Beco do Candeeiro com seu exército branco. Chegou para abençoar, ocupar espaço de direito, por uma cultura de paz e tolerância. Eram os integrantes da Associação da Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito adentrando a primeira rua iluminada de Cuiabá com seu axé.

“Hoje para nós é um momentos especial, é quando a Prefeitura de Cuiabá nos reconhece como movimento cultural da Capital. Quero agradecer a todos que estão aqui, todos somos Lavagem e todos buscamos um espaço dentro do contexto histórico dessa cidade. Estar dentro do Beco do Candeeiro, um local restaurado para nós povo afro brasileiro é muito importante para nós”, disse Lindsey Catarina, presidente da Associação da Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito.

 Enquanto a Lavagem passava, o coração pulsava no ritmo dos dedos que tocavam o atabaque. O som reverberava nas pedras cangas que pareciam recordar os passos que retornavam para casa. O retorno das raízes afro brasileiras, da capoeira, do siriri e cururu, velhas conhecidas do Beco do Candeeiro.

“Quero dizer que é um prazer e uma emoção muito grande estar perto de um povo de fé. Quem conhece minha família sabe que a minha casa sempre esteve aberta para todos. Eu tenho muito orgulho de estar aqui e peço que me vejam e sintam sempre como uma irmã de vocês. Que Deus e Oxalá abençoem todos nós, muito axé para todo mundo”, disse a secretária Carlina Rabello Leite Jacob, que participou de toda a procissão pelo Beco e também esteve ao lado da presidente da Lavagem, Lindsey Catarina e do padre Hugo no momento simbólico de soltura de uma pomba branca pela paz. O secretário-adjunto de Cultura, Justino Astrevo também esteve presente no local.

Dos jarros com flores segurados pelas baianas vieram a água de cheiro que lavou a rua e os que assistiam e participavam do ritual. “Senhora do Rosário foi quem me trouxe aqui. Senhor do Rosário, foi quem me trouxe aqui. A água do mar é santa, eu vi, eu vi, eu vi”, cantava o exército branco, enquanto ramos de flores encharcados atiravam água perfumada e abençoada pelo ar.

“Eu tinha a fama de ser o padre mais macumbeiro da minha cidade, Campo Grande. Estou aqui como Igreja e digo que temos muito a que pedir perdão. Peço perdão a todo povo negro que teve que esconder seus orixás atrás de imagens de santo. Esse é o momento de pedir perdão, momento de que nossos ancestrais nos perdoem. Este momento é de abençoar este lugar que também já foi de sofrimento. Que nossos orixás nos abençoem, abram nossos caminhos e os purifiquem, axé”, disse padre Hugo, que representou a Paróquia Anglicana da Virgem Maria, no bairro Jardim El Dorado durante a benção.

A Associação da Lavagem dedicou o ritual em homenagem ao já falecido maestro Edinaldo Ferreira. No início da celebração foi feito um minuto de silêncio pelo falecimento da jornalista cultural, ex-assessora de imprensa da Prefeitura de Cuiabá, Alessandra Barbosa, falecida na sexta-feira (11).

Toda a programação no Beco do Candeeiro é realizada com entrada franca e limitada a 70 pessoas, respeitando as medidas de biossegurança em decorrência da pandemia da COVID-19.

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