conecte-se conosco

Justiça

Chacina de Osasco: 10 testemunhas são ouvidas em 2º dia de julgamento

Publicado


O segundo dia de julgamento do caso das chacinas de Osasco e de Barueri encerrou por volta das 17h20 de hoje (23) após o depoimento de dez testemunhas. A previsão inicial é de que o julgamento dure cinco dias. Ao final de todo o processo, os sete jurados sorteados para o caso vão julgar se o ex-policial militar Victor Cristilder dos Santos e o guarda civil municipal Sérgio Manhanhã têm participação nas 17 mortes ocorridas nas chacinas de Osasco e de Barueri, no dia 13 de agosto de 2015.

Os dois réus já foram condenados no primeiro julgamento do caso, mas eles recorreram da decisão e solicitaram novo júri, que está ocorrendo agora. 

O segundo dia de julgamento teve início por volta das 10h30 da manhã de hoje, com os depoimentos das testemunhas de acusação. Ao contrário de ontem, os dois réus não puderam acompanhar os depoimentos das quatro testemunhas de acusação ouvidas hoje. Entre elas estavam vítimas da chacina. Os dois réus só voltaram ao plenário quando as testemunhas de defesa começaram a dar seus testemunhos. Ontem (22), seis testemunhas foram ouvidas .

Leia mais:  STJ aceita denúncia contra governador afastado do Rio de Janeiro

Tanto a defesa dos réus quanto a acusação, formada pelo Ministério Público e a Defensoria Pública, requisitaram 24 testemunhas durante o julgamento. Até este momento foram ouvidas 16 pessoas. Amanhã (24), o julgamento prossegue com o depoimento de mais oito testemunhas e, provavelmente, com o interrogatório dos dois réus. Só então, acontecem as argumentações da acusação e da defesa, antes dos jurados se reunirem para decidir se condenam ou não os dois réus.

A acusação

As 17 mortes, conforme o Ministério Público, teriam sido uma vingança pelos assassinatos de um policial militar e de um guarda civil, ocorridos dias antes. De acordo com a acusação, os agentes de segurança se reuniram e decidiram fazer uma chacina para vingar as mortes.

Para a acusação, o policial Cristilder, como é mais conhecido, teria combinado com o guarda municipal sobre o início do horário da chacina por meio de mensagens no celular. Além disso, ele teria dirigido um dos carros utilizados na chacina e feito disparos com armas de fogo contra as vítimas. Ele foi acusado por oito mortes e também por tentativa de homicídio.

Leia mais:  AGU pede conclusão de inquérito sobre suposta interferência na PF

Histórico

No primeiro julgamento do caso, ocorrido em setembro de 2017, Manhanhã e outros dois ex-policiais militares, Fabrício Emmanuel Eleutério e Thiago Barbosa Henklain, foram condenados pelo crime.

Eleutério foi condenado à pena de 255 anos, 7 meses e 10 dias de prisão. Já Henklain recebeu sentença de 247 anos, 7 meses e 10 dias. O guarda-civil Sérgio Manhanhã foi condenado a 100 anos e 10 meses.

Os dois policiais foram acusados de terem disparado contra as vítimas e respondiam por todas as mortes e tentativas de assassinato. O guarda-civil, segundo a acusação, teria atuado para desviar viaturas dos locais onde os crimes ocorreriam e foi denunciado por 11 mortes.

Já Cristilder foi julgado à parte, em março de 2018. Ele foi acusado por oito mortes e também por tentativa de homicídio. O tribunal do júri condenou o ex-policial a 119 anos, 4 meses e 4 dias em reclusão em regime inicialmente fechado.

Edição: Aline Leal

publicidade

Justiça

Supremo garante porte de arma para guardas municipais

Publicado


O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão que garantiu porte de armas de fogo para todos os guardas municipais do país.

De acordo com decisão publicada hoje (1º), por maioria de votos, o plenário virtual da Corte referendou liminar proferida pelo ministro Alexandre de Moraes. Em 2018, o ministro suspendeu dois artigos do Estatuto do Desarmamento, aprovado em 2003, que limitava o porte de armas com base no número de habitantes do município. 

Pela norma, os guardas das capitais e de municípios com mais de 500 mil habitantes conseguiram autorização para andar armados durante o trabalho e nos momentos de folga. Quem trabalhava em municípios com mais 50 mil e menos de 500 mil pessoas só poderia usar armamento em serviço. Por sua vez, nos lugares com menos de 50 mil habitantes, o porte foi totalmente proibido.

A decisão foi motivada por uma ação do DEM. Ao entrar com uma ação direta de inconstitucionalidade, o partido alegou que o estatuto criou uma restrição ilegal ao porte de arma entre uma mesma categoria de integrantes da segurança pública.

Leia mais:  Após dois anos, MP denuncia 11 pessoas por incêndio no Ninho do Urubu

Edição: Nádia Franco

Continue lendo

Mais Lidas da Semana