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Chico Guarnieri defende consórcios intermunicipais para modernizar gestão pública em Mato Grosso

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Foto: Helder Faria

Modernizar Mato Grosso e torná-lo referência em cidades inteligentes. Essa é a meta que orienta as reuniões da Frente Parlamentar de Tecnologia e Inovação, liderada pelo deputado estadual Chico Guarnieri (PRD). Desta vez, o parlamentar levou o debate a Campo Novo do Parecis, onde autoridades locais, lideranças políticas, secretários e representantes da sociedade civil se reuniram para discutir a criação de um consórcio intermunicipal voltado à inovação e ao desenvolvimento tecnológico.

Durante a reunião, realizada na última quinta-feira (30), o deputado Chico Guarnieri destacou que a tecnologia e a inovação são fundamentais para o desenvolvimento das cidades e para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Ele ressaltou que, quando aplicadas à gestão pública, essas ferramentas tornam os processos mais ágeis e aproximam o cidadão das informações e dos serviços oferecidos pelo poder público.

Segundo ele, a proposta tem como objetivo unir esforços entre municípios da região para desenvolver soluções tecnológicas e promover o uso da inovação como ferramenta de gestão e de melhoria dos serviços públicos. Essa mesma discussão já foi levada anteriormente a Barra do Bugres e Nova Olímpia, com a finalidade de construir um modelo de cooperação regional que facilite o acesso a tecnologias, equipamentos e serviços modernos.

“Em Campo Novo realizamos a terceira reunião da frente parlamentar. Vamos ouvir ainda mais municípios do Estado de Mato Grosso, mais regiões desse consórcio que pretendemos formar com vários municípios, promovendo a integração entre diversos consórcios. Estamos ouvindo demandas e nosso objetivo é finalizar toda essa ação no segundo semestre de 2026, conversando com prefeitos, vereadores, lideranças, secretários e toda a sociedade. É isso que também fizemos em Campo Novo, levando essa proposta de formalização de consórcios de tecnologia e inovação em Mato Grosso”, afirmou o parlamentar.

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O deputado Chico Guarnieri ressaltou que os consórcios intermunicipais representam uma estratégia eficiente para fortalecer cidades menores e permitir que elas compartilhem soluções de forma econômica e integrada.

“Essa é a terceira reunião de muitas outras que vamos fazer. Estamos propondo a criação do consórcio intermunicipal para ajudar municípios que não têm condições de acessar essa tecnologia. O consórcio surge para possibilitar essa parceria, com o apoio da Assembleia Legislativa e do Governo do Estado, tornando a tecnologia acessível a todos os municípios. Diversas políticas públicas poderão ser acessadas através dessa estrutura, proporcionando melhorias, segurança e facilitando o acesso da população aos serviços”, complementou o deputado.

A secretária municipal de Saúde de Campo Novo do Parecis, Cleide Maria Anzil, destacou a importância da iniciativa para o município e para toda a região.

“Tecnologia melhora a vida das pessoas, especialmente na área da saúde, onde já temos experiências implantadas por meio do Saúde Digital do Estado. A tecnologia facilita o acesso a informações e contribui na logística de diversos setores. Parabéns ao deputado pela iniciativa e a todos os envolvidos nesse processo de avanços que são fundamentais”, disse.

O prefeito de Campo Novo, Edilson Piaia (PL), também ressaltou o impacto positivo da pauta.

“Recebemos o deputado Chico Guarnieri, que veio falar sobre inovação e tecnologia. É muito importante debater sobre esse assunto, que poderemos implantar em nosso município, oferecendo melhorias para os munícipes, principalmente no que diz respeito à tecnologia, que hoje está presente em todos os setores e áreas”, declarou.

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Marcaram presença na reunião o secretariado da Prefeitura de Campo Novo do Parecis, as secretárias de Assistência Social, Claudirene Patrício Piaia, de Finanças, Odila Roberto, os secretários de Infraestrutura, Rodolpho Krampe, de Administração, Cézar Azevedo, Desenvolvimento, Márcio Nascimento e de Esportes e Lazer, Jhonatta Luiz Romano, além do vereador Elias Barriga (PRD). Além de Cristiane Biava, presidente da Subseção campo-novense da Ordem dos Advogados do Brasil. Joilson Enfermeiro (PSDB), vice-presidente da Câmara Municipal de Sapezal.

A Frente Parlamentar de Tecnologia e Inovação seguirá percorrendo outras regiões do estado, ampliando o diálogo e consolidando a proposta de consórcios que integrem municípios em torno de projetos tecnológicos e de inovação. Segundo o deputado, o objetivo é tornar Mato Grosso um estado referência em cidades inteligentes, gestão pública moderna e políticas públicas sustentadas pela inovação.

FPTI – Instalada em maio deste ano, a Frente Parlamentar de Tecnologia e Inovação (FPTI), leva para os municípios o debate sobre o consórcio intermunicipal. Criada para discutir, propor e apoiar leis, regulamentações e políticas públicas voltadas para o fortalecimento do setor de tecnologia e inovação em Mato Grosso, é composta também pelos deputados Beto Dois a Um (PSB), Diego Guimarães (Republicanos), Elizeu Nascimento (PL), Fábio Tardin (PSB), Thiago Silva (MDB) e Júlio Campos (União).

Fonte: ALMT – MT

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Comissão Especial da ALMT reúne lideranças religiosas e autoridades para ampliar proteção às mulheres

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A proteção às mulheres vítimas de violência depende da atuação integrada de diferentes setores da sociedade. Com esse propósito, a Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (8), sua 4ª reunião de trabalho, reunindo representantes das igrejas, do governo, das forças de segurança e do Poder Legislativo para debater o papel das lideranças religiosas no acolhimento, na orientação e no encaminhamento de mulheres em situação de violência.

A reunião foi presidida pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL) e contou com a relatoria do deputado estadual Carlos Avallone (PSDB). Participaram do debate o padre Pedro Faustino, o pastor Gutto Martins Neves, a delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Doméstica do Estado de Mato Grosso, a tenente-coronel Ludmila Eickhoff, coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar de Mato Grosso, e a vereadora Maria Avallone (PSDB), procuradora especial da mulher da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de Cuiabá (PEM).

Na abertura dos trabalhos, Carlos Avallone apresentou as ações desenvolvidas pela Procuradoria Especial da Mulher da ALMT, destacando a ampliação da rede de proteção às mulheres em Mato Grosso. Segundo ele, já foram implantadas 46 Procuradorias da Mulher nos municípios e outras oito estão em processo de implantação. O parlamentar também apresentou os resultados da Rota do Respeito 2026, projeto voltado à educação, conscientização e prevenção das violências contra mulheres e meninas, que já alcançou mais de duas mil mulheres em oito municípios do estado.

“Estamos chegando à fase final da comissão. O relatório será construído com a contribuição de todas as pessoas que ouvimos ao longo dessas reuniões para que possamos consolidar propostas que auxiliem no enfrentamento à violência contra as mulheres”, afirmou Avallone.

A coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar, tenente-coronel Ludmila Eickhoff destacou que o enfrentamento à violência doméstica exige informação, prevenção e mudança cultural.

Ela explicou que a corporação está ampliando as capacitações dos policiais e desenvolvendo uma nova estratégia de acompanhamento dos agressores. A iniciativa inclui visitas realizadas por equipes especializadas da PM para orientar homens que receberam medidas protetivas.

“Muitas vezes o agressor recebe a medida protetiva por aplicativo e sequer compreende o que ela significa. Estamos realizando visitas para explicar as consequências do descumprimento da medida e também mostrar quais são os caminhos legais que ele pode seguir, sem procurar a vítima”, explicou.

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Ludmila ressaltou ainda que o combate à violência não pode ser direcionado apenas às mulheres. “Precisamos parar de falar somente com as mulheres. Temos que falar com os homens também. Muitos não se identificam como agressores porque entendem que são trabalhadores, pais de família e provedores. Precisamos mostrar que ser trabalhador não autoriza ninguém a ser violento”, afirmou.

A comandante destacou que a PM realizou centenas de palestras educativas nos últimos anos, alcançando milhares de pessoas, inclusive em igrejas e comunidades religiosas.

Durante o debate, Cattani reforçou a importância de envolver os homens nas estratégias de prevenção. “O homem não é um agressor em potencial. O homem é um protetor em potencial. Precisamos chamar os homens para essa discussão. Se transformarmos homens e mulheres em adversários, não vamos resolver o problema”, afirmou.

O parlamentar também defendeu que a violência seja tratada como um problema social amplo. “Temos que combater a violência em todas as suas formas. O foco precisa estar na violência e não em criar divisões entre homens e mulheres”, disse.

Representando a Igreja Católica, o padre Pedro Faustino abordou o tema sob uma perspectiva teológica e histórica, defendendo que o respeito à mulher está diretamente ligado ao reconhecimento da dignidade humana.

Segundo ele, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada em nenhuma circunstância.

“O fundamento do respeito ao outro não é apenas a lei humana. É reconhecer que cada pessoa carrega a imagem de Deus. Quem agride uma mulher agride essa dignidade”, afirmou.

Questionado sobre como a Igreja orienta mulheres vítimas de violência, o sacerdote foi enfático. “Procure a polícia. Denuncie. Não normalize a violência. Não normalize o pecado e nem a ofensa contra você mesma. A Igreja orienta que a mulher saia dessa situação e busque proteção”, declarou.

Padre Pedro explicou ainda que a Igreja possui pastorais, grupos de acolhimento e redes de apoio que auxiliam mulheres em situação de vulnerabilidade, trabalhando pela recuperação da dignidade e da autoestima das vítimas.

O pastor Gutto Martins Neves afirmou que as igrejas evangélicas evoluíram na forma de lidar com casos de violência doméstica e que atualmente o posicionamento é de respeito às leis e proteção às vítimas.

“Hoje a orientação é totalmente diferente do passado. A violência deve ser tratada dentro da legislação. A lei existe para ser aplicada e precisa ser respeitada”, afirmou.

O pastor destacou que a violência contra a mulher está relacionada a uma crise de valores e princípios dentro da sociedade. “Vivemos uma sociedade que deixou de funcionar em muitos aspectos. Precisamos recuperar valores como respeito, honra e responsabilidade. Esses princípios são fundamentais para a construção de relações saudáveis”, disse.

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Segundo ele, as igrejas têm orientado mulheres vítimas de violência a buscarem proteção legal e apoio institucional sempre que necessário.

A delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Doméstica do Estado de Mato Grosso, criado pelo governo estadual, destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher depende da integração entre diferentes órgãos e instituições.

“Essa união entre governo do estado, Assembleia Legislativa, forças de segurança, sociedade civil e demais poderes é o que vai fazer a diferença. Nenhuma instituição consegue resolver esse problema sozinha”, afirmou.

Gilberto Cattani avaliou que a participação das lideranças religiosas trouxe uma contribuição importante para os trabalhos da comissão. “Recebemos muitas mensagens da sociedade pedindo que ouvíssemos as igrejas. Ficamos muito satisfeitos porque tanto a comunidade evangélica quanto a Igreja Católica demonstraram que estão atentas ao problema e atuando na defesa das mulheres”, afirmou.

Segundo o presidente da comissão, os debates realizados ao longo das quatro reuniões serão incorporados ao relatório final.

“Essa contribuição será fundamental. Entendemos que o relatório deve registrar que as religiões estão fazendo seu trabalho em defesa das mulheres, para que possamos criar políticas públicas que fortaleçam ainda mais essas iniciativas”, destacou.

Em entrevista após a reunião, Avallone elogiou as contribuições apresentadas pelas lideranças religiosas.

“Fiquei muito tocado pelas falas do padre Pedro e do pastor Gutto. Eles mostraram que a violência não é apenas uma questão legal, mas também humana e espiritual. Quando você agride uma mulher, uma criança, um idoso ou qualquer ser humano, está agredindo a própria dignidade da pessoa. Isso nos faz refletir de forma muito profunda sobre o tema”, concluiu Avallone.

A próxima reunião marcará o encerramento dos trabalhos da Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher. O relatório final, elaborado pelo relator Carlos Avallone, será submetido à votação do colegiado e, posteriormente, encaminhado à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e ao Plenário da Casa para conhecimento dos parlamentares e formulação de futuras políticas públicas voltadas à proteção das mulheres mato-grossenses.

Fonte: ALMT – MT

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